<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[TrendFi News]]></title><description><![CDATA[Curadoria semanal de tendências, produtos e tecnologia que moldam o novo sistema financeiro.]]></description><link>https://news.trendfi.com.br</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!AizL!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F30f9d6dd-f979-4d2d-bbfe-b20397532394_373x373.png</url><title>TrendFi News</title><link>https://news.trendfi.com.br</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Sat, 18 Apr 2026 14:40:09 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://news.trendfi.com.br/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></copyright><language><![CDATA[pt]]></language><webMaster><![CDATA[trendfi@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[trendfi@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[trendfi@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[trendfi@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[#023 Stablecoin da Núclea, RWA alcança R$ 6Bi e Veículos Tokenizados no Detran-PR]]></title><description><![CDATA[Por Sth&#233;fano Cordeiro]]></description><link>https://news.trendfi.com.br/p/023-stablecoin-da-nuclea-rwa-alcanca</link><guid isPermaLink="false">https://news.trendfi.com.br/p/023-stablecoin-da-nuclea-rwa-alcanca</guid><dc:creator><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></dc:creator><pubDate>Sat, 31 Jan 2026 13:41:02 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/e4144431-b8e7-4d19-b2f7-0ccfe66c3a00_1200x644.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>O encerramento de janeiro de 2026 consolida o Brasil como o principal laborat&#243;rio global de economia tokenizada. Enquanto o resto do mundo ainda debate padr&#245;es te&#243;ricos, o ecossistema brasileiro est&#225; entregando a &#8220;pilha completa&#8221; (full stack): temos a infraestrutura de liquida&#231;&#227;o, o volume financeiro comprovado e casos de uso no setor p&#250;blico que transformam bens f&#237;sicos em ativos digitais program&#225;veis.</p><p>Nesta edi&#231;&#227;o, analisamos o lan&#231;amento da stablecoin <strong>BRLN</strong> pela N&#250;clea, o crescimento explosivo de <strong>2.249%</strong> no mercado de RWA (Real World Assets) e o projeto pioneiro do <strong>Detran-PR</strong>, que coloca os primeiros mil ve&#237;culos em blockchain. O Brasil n&#227;o est&#225; apenas participando da revolu&#231;&#227;o; ele est&#225; definindo o ritmo.</p><div><hr></div><h3>1. N&#250;clea e a BRLN: O Trilho de Liquidez para a Tokeniza&#231;&#227;o</h3><p>A maior infraestrutura de liquida&#231;&#227;o do pa&#237;s lan&#231;a sua pr&#243;pria stablecoin de Real para fechar o ciclo do &#8220;Cash Leg&#8221;.</p><ul><li><p><strong>Ponto-Chave:</strong> A N&#250;clea (ex-CIP), que conecta mais de 1.600 institui&#231;&#245;es financeiras, lan&#231;ou a <strong>BRLN</strong>, sua stablecoin pareada ao Real. O objetivo &#233; fornecer uma camada de pagamento nativa para sua infraestrutura de tokeniza&#231;&#227;o (Nuclea Chain), permitindo a liquida&#231;&#227;o instant&#226;nea (DvP) de ativos digitais.</p></li><li><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica:</strong> A BRLN representa o &#8220;Dinheiro Institucional Program&#225;vel&#8221;. Ao integrar uma stablecoin em uma rede que j&#225; processa trilh&#245;es em transa&#231;&#245;es tradicionais, a N&#250;clea resolve a fric&#231;&#227;o da liquida&#231;&#227;o para ativos tokenizados sem depender exclusivamente do cronograma do Drex. &#201; um movimento defensivo e ofensivo: protege seu territ&#243;rio de infraestrutura de mercado enquanto se posiciona como o hub de liquidez para o mercado secund&#225;rio de receb&#237;veis e PMEs.</p></li><li><p><strong>Fonte:</strong> <a href="https://valor.globo.com/financas/criptomoedas/noticia/2026/01/30/nova-stablecoin-de-real-nuclea-cria-a-brln-para-apoiar-tokenizacao.ghtml">Valor Econ&#244;mico</a>.</p></li></ul><div><hr></div><h3>2. RWA Monitor: O Mercado Brasileiro atinge R$ 6 Bilh&#245;es</h3><p>O crescimento exponencial dos ativos do mundo real prova que a tese da tokeniza&#231;&#227;o atingiu escala industrial.</p><ul><li><p><strong>Ponto-Chave:</strong> O mercado de RWA no Brasil cresceu impressionantes <strong>2.249%</strong> em um ano, ultrapassando a marca de <strong>R$ 6 bilh&#245;es</strong> em ativos emitidos. A rede XDC Network lidera o ranking nacional com R$ 2,68 bilh&#245;es, seguida por redes como Polygon e XRP Ledger.</p></li><li><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica:</strong> O dado mais relevante n&#227;o &#233; apenas o volume, mas a composi&#231;&#227;o: o mercado est&#225; sendo dominado por cr&#233;dito privado e notas comerciais tokenizadas sob as resolu&#231;&#245;es CVM 60 e 160. A migra&#231;&#227;o para blockchains p&#250;blicas (como XDC e Polygon) sinaliza que os emissores brasileiros buscam interoperabilidade global e liquidez fora dos jardins murados dos bancos tradicionais. O Brasil &#233; hoje o benchmark mundial de como converter economia real (Agro e Ind&#250;stria) em liquidez on-chain.</p></li><li><p><strong>Fonte:</strong> <a href="https://br.cointelegraph.com/news/brazil-reaches-r-6-billion-in-rwa-tokens">Cointelegraph / RWA Monitor</a>.</p></li></ul><div><hr></div><h3>3. Detran-PR e o &#8220;G&#234;meo Digital&#8221; do Ve&#237;culo</h3><p>O setor p&#250;blico entra no jogo da tokeniza&#231;&#227;o com o Passaporte Veicular Digital.</p><ul><li><p><strong>Ponto-Chave:</strong> O Detran-PR iniciou os testes com <strong>1.000 ve&#237;culos</strong> utilizando o &#8220;Passaporte Veicular Digital&#8221; em blockchain. O sistema cria um hist&#243;rico imut&#225;vel que rastreia desde a quilometragem (od&#244;metro) at&#233; manuten&#231;&#245;es e sinistros, combatendo fraudes e clonagens.</p></li><li><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica:</strong> Este &#233; o nascimento do &#8220;Ativo F&#237;sico Program&#225;vel&#8221; em escala governamental. Ao transformar um ve&#237;culo em um token (ou passaporte digital), o Detran reduz drasticamente a assimetria de informa&#231;&#227;o no mercado de usados. Para o setor financeiro, isso significa garantias (colaterais) mais seguras e baratas: bancos e seguradoras podem agora verificar a &#8220;sa&#250;de&#8221; do ativo em tempo real na blockchain, reduzindo o pr&#234;mio de risco.</p></li><li><p><strong>Fonte:</strong> <a href="https://br.cointelegraph.com/news/detran-pr-already-has-1-000-vehicles-registered-on-the-blockchain-with-a-new-tokenized-digital-id-system">Cointelegraph / Governo do Paran&#225;</a>.</p></li></ul><div><hr></div><h3>Conclus&#227;o</h3><p>A converg&#234;ncia dos tr&#234;s artigos de hoje desenha um cen&#225;rio claro: temos o <strong>dinheiro</strong> (BRLN), temos o <strong>volume</strong> (R$ 6 bi em RWA) e temos o <strong>ativo f&#237;sico</strong> (Detran-PR) integrados em blockchain. O &#8220;Stack de Tokeniza&#231;&#227;o&#8221; brasileiro est&#225; ficando pronto para receber aplica&#231;&#245;es de larga escala que v&#227;o muito al&#233;m do investimento especulativo.</p><p><strong>A provoca&#231;&#227;o para a sua semana:</strong> Se a infraestrutura de liquida&#231;&#227;o j&#225; &#233; uma realidade, o volume financeiro j&#225; existe e o governo j&#225; est&#225; tokenizando bens f&#237;sicos, o que impede sua empresa de testar esses trilhos para reduzir custos operacionais e gerar mais efici&#234;ncia hoje? <strong>Voc&#234; est&#225; esperando a tecnologia ficar pronta ou est&#225; esperando seu concorrente aprender a us&#225;-la primeiro?</strong></p><p>At&#233; a pr&#243;xima edi&#231;&#227;o!</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#022 O Amanhecer da Economia Agêntica, Staking Institucional e o Novo Padrão de Consumo do Google]]></title><description><![CDATA[O in&#237;cio de 2026 n&#227;o marca apenas mais um ciclo de mercado; marca a transi&#231;&#227;o da &#8220;internet das informa&#231;&#245;es&#8221; para a &#8220;internet do valor aut&#244;nomo&#8221;.]]></description><link>https://news.trendfi.com.br/p/022-o-amanhecer-da-economia-agentica</link><guid isPermaLink="false">https://news.trendfi.com.br/p/022-o-amanhecer-da-economia-agentica</guid><dc:creator><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></dc:creator><pubDate>Sun, 11 Jan 2026 19:01:18 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/405dfce7-2102-453e-832e-b8f0201fd569_1200x644.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>O in&#237;cio de 2026 n&#227;o marca apenas mais um ciclo de mercado; marca a transi&#231;&#227;o da &#8220;internet das informa&#231;&#245;es&#8221; para a &#8220;internet do valor aut&#244;nomo&#8221;. Se em 2025 o foco era a aprova&#231;&#227;o e regula&#231;&#227;o b&#225;sica, 2026 &#233; o ano em que a infraestrutura blockchain se torna o sistema operacional invis&#237;vel da economia global.</p><p>Nesta edi&#231;&#227;o, mergulhamos nas previs&#245;es que definem este ano, na cartada agressiva do Morgan Stanley que transforma o <em>staking</em> em produto de prateleira banc&#225;ria e no movimento do Google que pode mudar para sempre como o varejo funciona: a cria&#231;&#227;o de um padr&#227;o para que IAs comprem por n&#243;s. O futuro n&#227;o est&#225; apenas sendo digitalizado; ele est&#225; sendo automatizado em sua camada mais profunda.</p><div><hr></div><h3>1. 10 Previs&#245;es para 2026: Ser&#225; o Fim da Especula&#231;&#227;o?</h3><p>A maturidade chegou e, com ela, a exig&#234;ncia por fundamentos s&#243;lidos e utilidade pr&#225;tica.</p><p><strong>Ponto-Chave:</strong> O mercado de ativos digitais em 2026 &#233; definido por tr&#234;s pilares: clareza regulat&#243;ria, a onipresen&#231;a das stablecoins como trilho de pagamento e a migra&#231;&#227;o de protocolos DeFi para modelos de receita real (&#8221;Real Yield&#8221;). A era do &#8220;vaporware&#8221; acabou; investidores agora buscam P/L (Pre&#231;o sobre Lucro) em protocolos descentralizados.</p><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica:</strong> A previs&#227;o mais cr&#237;tica para este ano &#233; a fus&#227;o entre IA e Blockchain. N&#227;o se trata apenas de narrativas, mas de necessidade t&#233;cnica: IAs precisam de blockchains para provar identidade e realizar pagamentos sem fric&#231;&#227;o. Al&#233;m disso, a tokeniza&#231;&#227;o de ativos reais (RWA) atinge um ponto de inflex&#227;o onde a liquidez secund&#225;ria finalmente come&#231;a a fluir, transformando ativos antes il&#237;quidos em componentes din&#226;micos de portf&#243;lios globais.</p><p><strong>Fonte:</strong> <a href="https://www.linkedin.com/posts/sthefanocordeiro_10-previs%C3%B5es-para-o-mercado-de-ativos-digitais-activity-7414258787697704960-Ob56?utm_source=share&amp;utm_medium=member_desktop&amp;rcm=ACoAACG46aAB3j5SYX17SQ51Hzww1Bi8Sy8dJt4">LinkedIn / Sth&#233;fano Cordeiro</a></p><div><hr></div><h3>2. Morgan Stanley e o &#8220;Rubic&#227;o&#8221; do Staking Institucional</h3><p>O gigante de Wall Street n&#227;o quer apenas o Bitcoin; ele quer o rendimento nativo das redes Proof-of-Stake.</p><p><strong>Ponto-Chave:</strong> Ao protocolar pedidos para ETFs de Bitcoin e, crucialmente, Solana com <em>staking</em> embutido, o Morgan Stanley sinaliza que o &#8220;Asset Management&#8221; tradicional aceitou o <em>yield</em> cripto como o novo benchmark de retorno para a economia digital. Com 15 mil consultores financeiros autorizados a oferecer esses produtos, a barreira de entrada para o varejo de alta renda ruiu.</p><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica:</strong> O movimento em dire&#231;&#227;o &#224; Solana &#233; particularmente revelador. Ao incluir o <em>staking</em> no ETF, o Morgan Stanley resolve o problema da inefici&#234;ncia de capital. Para o investidor institucional, manter Solana &#8220;parada&#8221; em um fundo era um custo de oportunidade alto demais. Agora, o banco valida o ecossistema Solana como uma infraestrutura de grau institucional, desafiando a hegemonia do Ethereum e for&#231;ando outros bancos a acelerarem seus roteiros de criptoativos para n&#227;o perderem AUM (Ativos sob Gest&#227;o).</p><p><strong>Fonte:</strong><a href="https://br.cointelegraph.com/news/morgan-stanley-files-bitcoin-solana-etf">Cointelegraph</a> </p><div><hr></div><h3>3. Google e o Padr&#227;o Universal para Com&#233;rcio Ag&#234;ntico</h3><p>Na NRF em Nova York, o Google apresentou o &#8220;protocolo de comunica&#231;&#227;o&#8221; que permitir&#225; que rob&#244;s de IA fa&#231;am compras de forma aut&#244;noma em qualquer marketplace.</p><p><strong>Ponto-Chave:</strong> O Google n&#227;o lan&#231;ou apenas uma ferramenta, mas um padr&#227;o universal de varejo. Isso significa que, em breve, voc&#234; n&#227;o &#8220;comprar&#225;&#8221; no site da Amazon ou do Mercado Livre; voc&#234; dar&#225; um comando ao seu assistente de IA, que negociar&#225; pre&#231;os, prazos e concluir&#225; a transa&#231;&#227;o de forma aut&#244;noma, usando esse novo padr&#227;o de interoperabilidade.</p><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica:</strong> Este &#233; o nascimento do <strong>M2M (Machine-to-Machine) Commerce</strong>. Se os rob&#244;s s&#227;o os novos consumidores, as marcas precisam aprender &#8220;SEO para IAs&#8221;. Mais importante ainda: como essas transa&#231;&#245;es ser&#227;o liquidadas? &#201; aqui que o Artigo 1 e 2 se conectam. Agentes de IA precisam de dinheiro program&#225;vel (Stablecoins/Drex) para transacionar 24/7 sem aprova&#231;&#245;es manuais. O padr&#227;o do Google &#233; a interface, a blockchain &#233; o caixa. O varejo tradicional, se n&#227;o se adaptar a essa &#8220;leitura de m&#225;quina&#8221;, ficar&#225; invis&#237;vel para o consumidor do futuro.</p><p><strong>Fonte:</strong> <a href="https://valor.globo.com/empresas/noticia/2026/01/11/ceo-do-google-lana-padro-universal-para-varejo-em-feira-em-ny.ghtml">Valor Econ&#244;mico</a></p><div><hr></div><h3>Conclus&#227;o</h3><p>Estamos diante de uma mudan&#231;a de paradigma na distribui&#231;&#227;o de riqueza e no comportamento de consumo. O Morgan Stanley est&#225; criando os cofres para o capital do futuro, enquanto o Google est&#225; construindo os agentes que ir&#227;o gastar ou investir esse capital. A economia de 2026 &#233; program&#225;vel, aut&#244;noma e institucionalizada.</p><p><strong>A provoca&#231;&#227;o para a sua semana:</strong> No mundo do &#8220;Com&#233;rcio Ag&#234;ntico&#8221;, o seu cliente final pode n&#227;o ser mais um ser humano com emo&#231;&#245;es, mas um algoritmo otimizado para efici&#234;ncia e custo. <strong>Seu modelo de neg&#243;cio sobrevive a uma negocia&#231;&#227;o feita por uma intelig&#234;ncia artificial que n&#227;o se deixa levar pelo marketing tradicional?</strong></p><p>At&#233; a pr&#243;xima edi&#231;&#227;o!</p><p><strong>Obrigado por ler TrendFi News!</strong></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#021 Cripto-Bancos nos EUA, Stablecoins na América Latina e RWA de R$ 7 Trilhões no Brasil]]></title><description><![CDATA[O in&#237;cio de 2026 consolida uma transi&#231;&#227;o fundamental no mercado financeiro global: a dissolu&#231;&#227;o das barreiras entre o ecossistema nativo digital e o sistema banc&#225;rio tradicional.]]></description><link>https://news.trendfi.com.br/p/021-cripto-bancos-nos-eua-stablecoins</link><guid isPermaLink="false">https://news.trendfi.com.br/p/021-cripto-bancos-nos-eua-stablecoins</guid><dc:creator><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></dc:creator><pubDate>Sun, 04 Jan 2026 19:26:55 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/9d7579b5-75df-49da-ab73-f135af86b3ab_1200x644.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>O in&#237;cio de 2026 consolida uma transi&#231;&#227;o fundamental no mercado financeiro global: a dissolu&#231;&#227;o das barreiras entre o ecossistema nativo digital e o sistema banc&#225;rio tradicional. O que antes era visto como um setor perif&#233;rico de tecnologia agora busca o centro do arcabou&#231;o regulat&#243;rio, enquanto ativos do mundo real (RWA) come&#231;am a ser digitalizados em escala industrial.</p><p>Nesta edi&#231;&#227;o, analisamos a movimenta&#231;&#227;o de grandes empresas de criptoativos para obter licen&#231;as banc&#225;rias federais nos EUA, as tend&#234;ncias de utilidade real das stablecoins na Am&#233;rica Latina e as proje&#231;&#245;es que colocam o Brasil como protagonista global na tokeniza&#231;&#227;o de ativos, com um mercado potencial de trilh&#245;es de reais. O cen&#225;rio aponta para um sistema financeiro unificado, onde a efici&#234;ncia tecnol&#243;gica e a conformidade regulat&#243;ria definem os novos l&#237;deres de mercado.</p><div><hr></div><h3>1. A Ascens&#227;o dos Cripto-Bancos Federais</h3><p>Cinco das principais empresas do setor de ativos digitais americanos &#8212; <strong>Circle, Paxos, Anchorage, Kraken e Custodia</strong> &#8212; avan&#231;aram significativamente no processo para obter licen&#231;as banc&#225;rias federais ou acesso direto &#224;s contas de reserva do Federal Reserve (<em>Master Accounts</em>).</p><p><strong>O Ponto-Chave:</strong> A estrat&#233;gia visa eliminar a depend&#234;ncia de bancos comerciais intermedi&#225;rios para a guarda de reservas e liquida&#231;&#227;o de opera&#231;&#245;es. Ao obterem o status de institui&#231;&#245;es deposit&#225;rias ou licen&#231;as do OCC (<em>Office of the Comptroller of the Currency</em>), empresas como a Circle, emissora do USDC, passam a competir em termos de infraestrutura com grandes bancos comerciais, reduzindo o risco de contraparte e aumentando a velocidade de liquida&#231;&#227;o institucional.</p><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica:</strong> Esse movimento sinaliza que as stablecoins est&#227;o deixando de ser apenas produtos de nicho para se tornarem infraestrutura banc&#225;ria <em>core</em>. Para o sistema financeiro tradicional, o impacto &#233; a desintermedia&#231;&#227;o operacional: se os emissores de stablecoins possuem acesso direto ao balan&#231;o do Banco Central (Fed), a efici&#234;ncia de custos e a velocidade de transmiss&#227;o monet&#225;ria dessas empresas tornam-se um desafio competitivo direto &#224;s tesourarias banc&#225;rias convencionais. O &#8220;risco cripto&#8221; &#233; substitu&#237;do pelo &#8220;risco banc&#225;rio federal&#8221;, equalizando a confian&#231;a institucional entre novos e velhos players.</p><p><strong>Fonte:</strong> <a href="https://finance.yahoo.com/news/5-major-crypto-companies-just-got-one-step-closer-to-becoming-banks-192157614.html">5 Major Crypto Companies Just Got One Step Closer to Becoming Banks (Yahoo Finance)</a></p><div><hr></div><h3>2. Am&#233;rica Latina: O Laborat&#243;rio de Utilidade das Stablecoins</h3><p>O relat&#243;rio de tend&#234;ncias da Messari para 2026 destaca a Am&#233;rica Latina como a regi&#227;o l&#237;der na ado&#231;&#227;o de stablecoins para fins de utilidade real, distanciando-se do perfil meramente especulativo observado em mercados desenvolvidos.</p><p><strong>O Ponto-Chave:</strong> O estudo aponta cinco tend&#234;ncias cr&#237;ticas, com destaque para a integra&#231;&#227;o de stablecoins em redes de pagamentos instant&#226;neos e o uso crescente para remessas B2B internacionais. Em economias com alta volatilidade monet&#225;ria, o &#8220;d&#243;lar digital&#8221; j&#225; atua como conta poupan&#231;a prim&#225;ria e ferramenta de prote&#231;&#227;o de capital, enquanto no Brasil a tend&#234;ncia &#233; a converg&#234;ncia com sistemas de liquida&#231;&#227;o r&#225;pida para otimizar fluxos de caixa empresariais.</p><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica:</strong> A Am&#233;rica Latina demonstra que o valor desses ativos reside na capacidade de resolver fric&#231;&#245;es hist&#243;ricas de infraestrutura financeira. Para as institui&#231;&#245;es da regi&#227;o, a oportunidade (e o risco) reside no c&#226;mbio e nas transfer&#234;ncias transfronteiri&#231;as. Stablecoins integradas a trilhos de pagamento locais reduzem spreads e tempos de liquida&#231;&#227;o de dias para segundos. O desafio para os incumbentes &#233; internalizar essa tecnologia para oferecer contas multimoedas fluidas, sob pena de perderem o fluxo de pagamentos internacionais para plataformas n&#227;o banc&#225;rias que j&#225; operam nativamente com esses protocolos.</p><p><strong>Fonte:</strong> <a href="https://br.cointelegraph.com/news/stablecoins-latin-america-messari-points-out-5-trends-2026">Messari aponta 5 tend&#234;ncias para stablecoins na Am&#233;rica Latina em 2026 (Cointelegraph)</a></p><div><hr></div><h3>3. RWA no Brasil: A Rota dos R$ 7 Trilh&#245;es</h3><p>A tokeniza&#231;&#227;o de ativos reais (<em>RWA - Real World Assets</em>) no Brasil est&#225; projetada para atingir a marca de R$ 7 trilh&#245;es at&#233; 2030. Essa proje&#231;&#227;o &#233; sustentada pela maturidade do mercado de capitais brasileiro e pela necessidade de maior efici&#234;ncia na securitiza&#231;&#227;o de ativos.</p><p><strong>O Ponto-Chave:</strong> Diferente de ciclos anteriores focados em ativos de varejo, a nova onda de RWA foca em setores estruturantes como o agroneg&#243;cio (receb&#237;veis agr&#237;colas), cr&#233;dito privado e duplicatas escriturais. A tecnologia de registro distribu&#237;do (DLT) permite o fracionamento de grandes ativos e a automa&#231;&#227;o de processos de cust&#243;dia, registro e auditoria, reduzindo drasticamente os custos operacionais de emiss&#227;o.</p><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica:</strong> O Brasil &#233; visto como um mercado de refer&#234;ncia global devido &#224; sua infraestrutura de pagamentos j&#225; avan&#231;ada e ao arcabou&#231;o regulat&#243;rio que permite a experimenta&#231;&#227;o de novos modelos de emiss&#227;o. Para gestoras de ativos e bancos, a tokeniza&#231;&#227;o de R$ 7 trilh&#245;es n&#227;o &#233; apenas uma mudan&#231;a de formato, mas de liquidez: ativos antes il&#237;quidos e restritos a grandes investidores institucionais passam a ter mercado secund&#225;rio e acessibilidade. A digitaliza&#231;&#227;o do PIB brasileiro via RWA representa a moderniza&#231;&#227;o definitiva do balan&#231;o patrimonial do pa&#237;s, criando novos trilhos para o fluxo de capital global.</p><p><strong>Fonte:</strong> <a href="https://br.cointelegraph.com/news/rwa-token-brazil-is-projected-to-grow-to-rdollar7-trillion">Mercado de tokeniza&#231;&#227;o RWA no Brasil projeta crescimento para R$ 7 trilh&#245;es (Cointelegraph)</a></p><div><hr></div><h3>Conclus&#227;o: Efici&#234;ncia e Escala Industrial</h3><p>A edi&#231;&#227;o #021 da TrendFi indica que o mercado financeiro entrou em uma fase de escala industrial. A busca por licen&#231;as banc&#225;rias por parte de nativos digitais e a proje&#231;&#227;o de trilh&#245;es em ativos tokenizados sugerem que a tecnologia n&#227;o &#233; mais o diferencial, mas sim a base sobre a qual todos os novos servi&#231;os ser&#227;o constru&#237;dos.</p><p>A converg&#234;ncia operativa e regulat&#243;ria est&#225; redesenhando as margens de lucro e as barreiras de entrada. Em um ambiente onde a seguran&#231;a jur&#237;dica est&#225; sendo equalizada e a tecnologia de liquida&#231;&#227;o se torna commoditizada, o diferencial estrat&#233;gico residir&#225; na capacidade de orquestrar esses novos ativos dentro de uma jornada de cliente segura e eficiente.</p><p><strong>A provoca&#231;&#227;o para a sua semana:</strong> Num cen&#225;rio onde empresas nativas digitais obt&#234;m licen&#231;as banc&#225;rias federais e a tokeniza&#231;&#227;o de ativos reais projeta valores na casa dos trilh&#245;es, o diferencial competitivo deixa de ser a tecnologia ou a licen&#231;a em si. Se a barreira regulat&#243;ria est&#225; a ser equalizada, como a sua institui&#231;&#227;o planeia reter o fluxo de capital num ecossistema onde a liquida&#231;&#227;o &#233; instant&#226;nea e a cust&#243;dia &#233; program&#225;vel?</p><div><hr></div><p>Se esta an&#225;lise foi &#250;til para o seu acompanhamento das tend&#234;ncias do setor financeiro, compartilhe com seus colegas e amigos.</p><p>At&#233; a pr&#243;xima edi&#231;&#227;o!</p><p><strong>Obrigado por ler TrendFi News!</strong></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#020 Exchange Everything, Mercado 24/7 e a Identidade Digital]]></title><description><![CDATA[Se a &#250;ltima edi&#231;&#227;o foi sobre a constru&#231;&#227;o da infraestrutura, a edi&#231;&#227;o #020 &#233; sobre a converg&#234;ncia operacional. A tecnologia deixou de ser um &#8220;anexo de inova&#231;&#227;o&#8221; para redefinir o core business de marcas, bancos e bolsas.]]></description><link>https://news.trendfi.com.br/p/020-exchange-everything-mercado-247</link><guid isPermaLink="false">https://news.trendfi.com.br/p/020-exchange-everything-mercado-247</guid><dc:creator><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></dc:creator><pubDate>Sun, 21 Dec 2025 12:43:14 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/c9e1b9c8-3882-40f0-82a8-787e687f8616_1200x644.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Se a &#250;ltima edi&#231;&#227;o foi sobre a constru&#231;&#227;o da infraestrutura, a edi&#231;&#227;o #020 &#233; sobre a <strong>converg&#234;ncia operacional</strong>. A tecnologia deixou de ser um &#8220;anexo de inova&#231;&#227;o&#8221; para redefinir o <em>core business</em> de marcas, bancos e bolsas.</p><p>Nesta semana, tr&#234;s movimentos redesenham as fronteiras do mercado. Nos EUA, a tese &#8220;Exchange Everything&#8221; sugere que grandes marcas de varejo passar&#227;o a emitir moeda pr&#243;pria. No Brasil, o uso de identidade em blockchain sai do papel para destravar cr&#233;dito com menos fric&#231;&#227;o, e a B3 confirma que o preg&#227;o do futuro ser&#225; 24/7, tokenizado e com liquida&#231;&#227;o cont&#237;nua.</p><p>O recado para o executivo financeiro &#233; claro: em 2026, a competi&#231;&#227;o n&#227;o ser&#225; apenas pelo produto, mas pela capacidade de operar em um ecossistema l&#237;quido, cont&#237;nuo e integrado &#224; identidade do cliente.</p><div><hr></div><h3>1. Coinbase e a Tese &#8220;Exchange Everything&#8221;</h3><p>Marc Baumann, fundador da 51 Group, publicou uma an&#225;lise seminal sobre o novo movimento da Coinbase: o lan&#231;amento do servi&#231;o de <em>Custom Stablecoins</em>. A tese &#233; que a plataforma deixou de ser apenas uma corretora cripto para se tornar a infraestrutura banc&#225;ria das grandes marcas (<em>The Everything Exchange</em>).</p><p><strong>O Ponto-Chave:</strong> Dinheiro &#8220;Branded&#8221;. A nova plataforma permite que empresas (imagine uma companhia a&#233;rea ou uma gigante de caf&#233;) emitam seus pr&#243;prios &#8220;d&#243;lares digitais&#8221;, lastreados em USDC e com todo o compliance gerido pela Coinbase. Diferente de pontos de fidelidade presos em um app, esses ativos s&#227;o dinheiro l&#237;quido, program&#225;vel e interoper&#225;vel.</p><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica:</strong> Baumann aponta que isso desafia a necessidade de intermedi&#225;rios banc&#225;rios tradicionais para programas de fidelidade. Para o mercado financeiro, o alerta &#233; sobre a &#8220;financeiriza&#231;&#227;o&#8221; das marcas de varejo. Se o programa de <em>loyalty</em> do seu cliente corporativo virar uma moeda l&#237;quida e regulada, ele precisar&#225; da sua tesouraria ou da infraestrutura de uma Big Tech cripto? A batalha pelo <em>float</em> corporativo mudou de arena.</p><div><hr></div><h3>2. Identidade Digital: O Fim da Fric&#231;&#227;o no Cr&#233;dito</h3><p>Enquanto o mundo discute moedas, o mercado brasileiro ataca a maior inefici&#234;ncia banc&#225;ria: a identifica&#231;&#227;o. O <strong>Bradesco</strong> iniciou testes pr&#225;ticos de sua solu&#231;&#227;o de identidade digital via blockchain (IDbra) em ag&#234;ncias f&#237;sicas, focando na jornada de contrata&#231;&#227;o de produtos.</p><p><strong>O Ponto-Chave:</strong> Efici&#234;ncia na Ponta. O objetivo estrat&#233;gico vai al&#233;m da tecnologia: &#233; puramente comercial. Ao usar credenciais verific&#225;veis em blockchain para preencher automaticamente propostas, a estimativa &#233; reduzir o tempo de contrata&#231;&#227;o em 50% e, crucialmente, quadruplicar a taxa de convers&#227;o. O cliente mant&#233;m a soberania dos dados, mas a institui&#231;&#227;o ganha na velocidade da esteira.</p><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica:</strong> Este caso ilustra uma tend&#234;ncia para 2026: o blockchain saindo do <em>backoffice</em> e virando ferramenta de venda. A identidade digital &#250;nica, port&#225;til e segura &#233; o &#8220;Santo Graal&#8221; para reduzir o Custo de Aquisi&#231;&#227;o de Cliente (CAC). Quem dominar o protocolo de identidade ter&#225; a prefer&#234;ncia na hora da concess&#227;o do cr&#233;dito.</p><div><hr></div><h3>3. O Mercado que Nunca Dorme (B3 2026)</h3><p>A <strong>B3</strong> dobrou a aposta para o pr&#243;ximo ano. A bolsa confirmou o lan&#231;amento de sua plataforma de tokeniza&#231;&#227;o e de uma <em>stablecoin</em> pr&#243;pria (pareada ao Real) para 2026. O objetivo final? Viabilizar o funcionamento do mercado de capitais 24 horas por dia, 7 dias por semana.</p><p><strong>O Ponto-Chave:</strong> Liquidez H&#237;brida. Diferente de iniciativas isoladas, a bolsa brasileira quer criar um mercado onde o ativo tradicional e o ativo digital (token) compartilhem a mesma liquidez. O investidor compra o token, mas est&#225; acessando um mercado regulado e profundo. Al&#233;m disso, planeja-se lan&#231;ar op&#231;&#245;es de criptoativos, institucionalizando de vez os derivativos digitais.</p><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica:</strong> A B3 est&#225; construindo a infraestrutura para um mundo <em>non-stop</em>. Ao controlar a emiss&#227;o do ativo (token), a liquida&#231;&#227;o (stablecoin) e o mercado secund&#225;rio, a bolsa oferece aos bancos e corretoras uma infraestrutura pronta. A pergunta estrat&#233;gica para as tesourarias e plataformas de investimento &#233;: seus sistemas legados e sua mesa de opera&#231;&#227;o aguentam um mercado que n&#227;o fecha &#224;s 17h?</p><div><hr></div><h3>Links da Semana</h3><p>As fontes originais para aprofundar a discuss&#227;o com sua equipe t&#233;cnica:</p><ul><li><p><strong>Live Bitcoin News:</strong> <a href="https://www.livebitcoinnews.com/coinbase-didnt-just-launch-a-product-it-launched-a-financial-empire-disguised-as-a-service/">A tese de Marc Baumann: Coinbase lan&#231;a imp&#233;rio financeiro disfar&#231;ado de servi&#231;o</a></p></li><li><p><strong>Exame Future of Money:</strong> <a href="https://exame.com/future-of-money/bradesco-inicia-testes-de-identidade-digital-em-blockchain/">Testes de identidade digital em blockchain focam em destravar cr&#233;dito</a></p></li><li><p><strong>InfoMoney:</strong> <a href="https://www.infomoney.com.br/mercados/b3-prepara-stablecoin-propria-em-2026-para-viabilizar-negociacao-24-horas-por-dia/">B3 prepara stablecoin pr&#243;pria para viabilizar negocia&#231;&#227;o 24 horas em 2026</a></p></li></ul><p><strong>Leitura B&#244;nus:</strong> O artigo do <span class="mention-wrap" data-attrs="{&quot;name&quot;:&quot;courtnay guimaraes&quot;,&quot;id&quot;:1383698,&quot;type&quot;:&quot;user&quot;,&quot;url&quot;:null,&quot;photo_url&quot;:&quot;https://bucketeer-e05bbc84-baa3-437e-9518-adb32be77984.s3.amazonaws.com/public/images/076122ef-1934-454c-9ce4-3d36dc6741c2_640x640.jpeg&quot;,&quot;uuid&quot;:&quot;fd94e297-5bcd-4384-b2f3-77771306c9c7&quot;}" data-component-name="MentionToDOM"></span> dessa semana explica didaticamente o tamanho da complexidade do mercado de Ativos Digitais e o que precisamos endere&#231;ar at&#233; 2030. N&#227;o deixe de ler, <a href="https://courtnay.substack.com/p/arquitetura-da-complexidade-estrategias?triedRedirect=true">CLICANDO AQUI</a>.</p><div><hr></div><h3>Conclus&#227;o: Converg&#234;ncia &#233; a Palavra</h3><p>A edi&#231;&#227;o #020 da TrendFi refor&#231;a que estamos na fase de converg&#234;ncia.</p><p>A Coinbase converge marcas em quase-bancos. A identidade digital converge seguran&#231;a com venda r&#225;pida. A B3 converge o mercado tradicional com a disponibilidade 24/7 do cripto.</p><p>N&#227;o se trata mais de &#8220;cripto versus bancos&#8221;, mas de como essa tecnologia est&#225; sendo absorvida para resolver problemas de efici&#234;ncia, liquidez e identidade que o sistema legado nunca conseguiu solucionar plenamente.</p><p><strong>A provoca&#231;&#227;o para a semana:</strong> Se o mercado caminha para operar 24/7 e seus clientes corporativos poder&#227;o emitir a pr&#243;pria moeda, o modelo de atendimento e produtos do seu banco est&#225; preparado para essa nova din&#226;mica cont&#237;nua?</p><p>Se esta an&#225;lise foi &#250;til, compartilhe com seu time de estrat&#233;gia.</p><p>Nos vemos na pr&#243;xima edi&#231;&#227;o!</p><p><strong>Obrigado por ler TrendFi News!</strong></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#019 A Guerra dos Trilhos]]></title><description><![CDATA[Se 2025 foi o ano da regula&#231;&#227;o, o final dele sinaliza o que ser&#225; 2026: o ano da infraestrutura propriet&#225;ria.]]></description><link>https://news.trendfi.com.br/p/019-a-guerra-dos-trilhos</link><guid isPermaLink="false">https://news.trendfi.com.br/p/019-a-guerra-dos-trilhos</guid><dc:creator><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></dc:creator><pubDate>Sat, 13 Dec 2025 11:23:08 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/cc9ce9a9-e42f-4015-9b7b-022000a33f43_1200x644.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Se 2025 foi o ano da regula&#231;&#227;o, o final dele sinaliza o que ser&#225; 2026: o ano da infraestrutura propriet&#225;ria. N&#227;o estamos mais falando de &#8220;testes piloto&#8221;. Nesta semana, tr&#234;s movimentos globais e locais deixaram claro que os gigantes cansaram de alugar trilhos e decidiram construir os seus pr&#243;prios.</p><p>Na Europa, um cons&#243;rcio de dez grandes bancos desafia a hegemonia do d&#243;lar digital criando uma empresa dedicada a uma stablecoin de euro. Nos EUA, a Stripe n&#227;o apenas compra uma carteira cripto, mas lan&#231;a sua pr&#243;pria blockchain. E no Brasil, o Banco BV mostra que a tokeniza&#231;&#227;o do Agro deixou o PowerPoint e virou ganho de efici&#234;ncia operacional com IA.</p><p>A mensagem &#233; estrat&#233;gica: quem controla a infraestrutura, dita a margem.</p><div><hr></div><h3>1. Qivalis: A Resposta Banc&#225;ria Europeia</h3><p>Um cons&#243;rcio de peso formado por dez institui&#231;&#245;es financeiras &#8212; incluindo <strong>BNP Paribas, ING, UniCredit e Santander (via participa&#231;&#245;es)</strong> &#8212; anunciou a cria&#231;&#227;o da <strong>Qivalis</strong>, uma nova empresa sediada na Holanda com um objetivo claro: emitir e gerir uma stablecoin regulada de Euro.</p><p><strong>O Ponto-Chave:</strong> Soberania e Liquidez. At&#233; hoje, o mercado de stablecoins &#233; dominado por emissores privados americanos (como Tether e Circle) e focado no D&#243;lar. A Qivalis &#233; a resposta institucional da Europa para n&#227;o perder a relev&#226;ncia monet&#225;ria na economia digital. A empresa j&#225; solicitou licen&#231;a de Institui&#231;&#227;o de Dinheiro Eletr&#244;nico (EMI) e planeja o lan&#231;amento para 2026.</p><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica:</strong> Os bancos europeus entenderam que, se n&#227;o digitalizarem o Euro via <em>blockchain</em> privada e compliant, perder&#227;o o fluxo de pagamentos B2B e industriais (IoT) para os &#8220;d&#243;lares digitais&#8221;. Para os bancos brasileiros, a li&#231;&#227;o &#233; a colabora&#231;&#227;o: em vez de dez moedas pr&#243;prias fragmentadas, a uni&#227;o em torno de um padr&#227;o &#250;nico (como a Qivalis ou o Drex) &#233; o &#250;nico caminho para ganhar escala contra as Big Techs.</p><div><hr></div><h3>2. Banco BV: O Agro Agora &#233; Tokenizado (e com IA)</h3><p>Enquanto a Europa foca na moeda, o Brasil avan&#231;a na tokeniza&#231;&#227;o do ativo real (RWA). O <strong>Banco BV</strong> anunciou a emiss&#227;o de um <strong>CDCA (Certificado de Direitos Credit&#243;rios do Agroneg&#243;cio) tokenizado</strong>, utilizando uma combina&#231;&#227;o de blockchain para registro e Intelig&#234;ncia Artificial para valida&#231;&#227;o de lastro.</p><p><strong>O Ponto-Chave:</strong> Efici&#234;ncia, n&#227;o Hype. Diferente das primeiras ondas de tokeniza&#231;&#227;o focadas em marketing, o movimento do BV visa resolver uma dor real: a complexidade e o custo da verifica&#231;&#227;o de lastros agr&#237;colas. Ao usar IA para analisar documentos e blockchain para dar imutabilidade ao CDCA, o banco reduz o tempo de esteira e aumenta a seguran&#231;a para o investidor institucional.</p><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica:</strong> Este caso prova que a &#8220;tokeniza&#231;&#227;o&#8221; no Brasil encontrou seu <em>product-market fit</em> na efici&#234;ncia de backoffice e na securitiza&#231;&#227;o. Para tesourarias e &#225;reas de cr&#233;dito, a tecnologia deixa de ser um &#8220;produto de inova&#231;&#227;o&#8221; e vira ferramenta de margem: quem tokeniza e automatiza o lastro consegue girar a carteira mais r&#225;pido e com menor custo operacional.</p><div><hr></div><h3>3. Stripe: Verticaliza&#231;&#227;o Total com &#8220;Tempo&#8221; e Valora</h3><p>A gigante de pagamentos <strong>Stripe</strong> fez um movimento duplo agressivo. Primeiro, lan&#231;ou a testnet da <strong>Tempo</strong>, sua pr&#243;pria blockchain focada em pagamentos com stablecoins. Segundo, adquiriu a equipe por tr&#225;s da <strong>Valora</strong>, uma das carteiras m&#243;veis mais populares do ecossistema Celo (focada em usabilidade e mobile-first).</p><p><strong>O Ponto-Chave:</strong> O &#8220;iPhone&#8221; dos Pagamentos Cripto. A Stripe n&#227;o quer apenas processar pagamentos cripto; ela quer ser a rede (<em>Tempo</em>) e a interface (<em>time da Valora</em>). A aquisi&#231;&#227;o traz para dentro de casa a expertise de UX m&#243;vel que falta para a maioria dos protocolos, enquanto a blockchain pr&#243;pria permite otimizar taxas e velocidade sem depender de redes congestionadas como o Ethereum principal.</p><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica:</strong> Este &#233; o maior alerta para bancos e adquirentes tradicionais. Uma Big Tech de pagamentos agora possui a infraestrutura completa (ferrovia + carteira) para mover valor globalmente sem passar pelos trilhos banc&#225;rios SWIFT ou correspondentes. A competi&#231;&#227;o n&#227;o &#233; mais sobre &#8220;quem aceita cart&#227;o&#8221;, mas sobre quem det&#233;m o protocolo de liquida&#231;&#227;o.</p><div><hr></div><h3>Links da Semana</h3><p>As fontes originais para aprofundar a discuss&#227;o com sua equipe t&#233;cnica:</p><ul><li><p><strong>InfoMoney:</strong> <a href="https://www.infomoney.com.br/mercados/grupo-de-bancos-europeus-anuncia-empresa-de-stablecoin-em-euros-chamada-qivalis/">Grupo de bancos europeus anuncia empresa de stablecoin em euros chamada Qivalis</a></p></li><li><p><strong>Banco BV (Press):</strong> <a href="https://www.bv.com.br/documents/20121/2924358/Banco+BV+lan%C3%A7a+CDCA+tokenizado+e+refor%C3%A7a+protagonismo+na+agenda+de+inova%C3%A7%C3%A3o+e+tokeniza%C3%A7%C3%A3o+de+ativos.pdf">Banco BV lan&#231;a CDCA tokenizado e refor&#231;a agenda de inova&#231;&#227;o em ativos reais</a></p></li><li><p><strong>Cointelegraph:</strong> <a href="https://br.tradingview.com/news/cointelegraph:cab67420fbc81:0/">Gigante de pagamentos Stripe adquire equipe da carteira Valora ap&#243;s lan&#231;ar blockchain Tempo</a></p></li></ul><div><hr></div><h3>Conclus&#227;o: Quem &#233; o Dono do Trilho?</h3><p>A edi&#231;&#227;o #019 da TrendFi fecha a semana com uma provoca&#231;&#227;o sobre propriedade.</p><p>Na Europa, os bancos se uniram para ser donos da moeda digital (<strong>Qivalis</strong>). No Brasil, o <strong>BV</strong> usa a tecnologia para ser dono de uma esteira de cr&#233;dito mais eficiente. Nos EUA, a <strong>Stripe</strong> constr&#243;i sua pr&#243;pria rede (<strong>Tempo</strong>) para n&#227;o depender de ningu&#233;m.</p><p>A era de &#8220;usar a infraestrutura dos outros&#8221; est&#225; acabando para os l&#237;deres de mercado. A vantagem competitiva voltou a residir na capacidade de verticalizar a tecnologia.</p><p><strong>Para a sua reuni&#227;o de segunda-feira:</strong> O seu banco/fintech est&#225; construindo ativos propriet&#225;rios ou apenas plugando APIs de terceiros que, em breve, ser&#227;o seus concorrentes diretos?</p><p>Se esta an&#225;lise trouxe clareza sobre o tabuleiro de infraestrutura, compartilhe a TrendFi com seu time.</p><p>Nos vemos na pr&#243;xima edi&#231;&#227;o!</p><p><strong>Obrigado por ler TrendFi News!</strong></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#018 BaaS na Mira, O Fim da "Doleira Digital" e o Alerta do FMI]]></title><description><![CDATA[Esta semana, o ecossistema financeiro vivenciou um triplo movimento que reitera a tese de que a inova&#231;&#227;o avan&#231;a, mas agora sob um per&#237;metro de responsabilidade mais estreito.]]></description><link>https://news.trendfi.com.br/p/018-baas-na-mira-o-fim-da-doleira</link><guid isPermaLink="false">https://news.trendfi.com.br/p/018-baas-na-mira-o-fim-da-doleira</guid><dc:creator><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></dc:creator><pubDate>Sat, 29 Nov 2025 20:09:39 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/aaf95073-69a6-4108-b228-8807d07ed51b_1200x644.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana, o ecossistema financeiro vivenciou um triplo movimento que reitera a tese de que a inova&#231;&#227;o avan&#231;a, mas agora sob um per&#237;metro de responsabilidade mais estreito. Banco Central (BC), Conselho Monet&#225;rio Nacional (CMN), Minist&#233;rio da Fazenda e o FMI (Fundo Monet&#225;rio Internacional) convergiram em sinalizar que a pr&#243;xima fase de crescimento ser&#225; marcada por transpar&#234;ncia e gest&#227;o de risco mais rigorosa.</p><p>O BC/CMN definiram as regras de <strong>Banking as a Service (BaaS)</strong>, aumentando a responsabilidade da institui&#231;&#227;o licenciada. O governo brasileiro confirmou o plano de equalizar o <strong>IOF em criptoativos</strong>, visando fechar uma brecha tribut&#225;ria. Globalmente, o <strong>FMI</strong> emitiu um alerta sobre o risco de <em>flash crashes</em> em mercados tokenizados.</p><p>O cen&#225;rio exige que todos os <em>players</em> &#8212; de grandes bancos a fintechs nativas &#8212; revisitem seus modelos operacionais, de risco e de compliance. A quest&#227;o estrat&#233;gica agora n&#227;o &#233; mais &#8220;se adaptar&#8221;, mas &#8220;liderar a adapta&#231;&#227;o&#8221; de forma transparente e segura.</p><div><hr></div><p><strong>Nota do Editor:</strong> Aos amigos assinantes do Substack: voc&#234;s passar&#227;o a receber a newsletter no momento em que eu acabar de edit&#225;-la. </p><p>Aos assinantes via Linkedin, eu compartilho apenas no dia seguinte, &#224;s 08:15. </p><p>Compartilhe com seus amigos e colegas para que tamb&#233;m recebam gratuitamente no email e apoiar o meu trabalho.</p><p>Voc&#234; pode assinar atrav&#233;s desse link: <a href="http://news.trendfi.com.br">news.trendfi.com.br</a></p><div><hr></div><h3>1. BaaS na Mira: O Fim da &#8220;Marca Branca&#8221; na Regula&#231;&#227;o</h3><p>O Conselho Monet&#225;rio Nacional e o Banco Central publicaram a <strong>Resolu&#231;&#227;o Conjunta n&#186; 16/2025</strong>, que regulamenta a presta&#231;&#227;o de servi&#231;os no modelo <em>Banking as a Service</em> (BaaS).</p><p><strong>O Ponto-Chave:</strong> A norma visa garantir a transpar&#234;ncia para o cliente final e delimitar responsabilidades.</p><ul><li><p><strong>Transpar&#234;ncia:</strong> As empresas que utilizam o BaaS (Tomadoras) e as que fornecem a infraestrutura (Prestadoras, que s&#227;o as institui&#231;&#245;es reguladas) devem manter sua identifica&#231;&#227;o vis&#237;vel nos canais, contratos e instrumentos de pagamento.</p></li><li><p><strong>Veda&#231;&#227;o de Termos:</strong> Fica proibido o uso de termos, como &#8220;banco&#8221; ou &#8220;bank&#8221;, por institui&#231;&#245;es que n&#227;o possuem a licen&#231;a banc&#225;ria formal.</p></li><li><p><strong>Responsabilidade Central:</strong> A institui&#231;&#227;o Prestadora de BaaS assume a responsabilidade prim&#225;ria por pol&#237;ticas e procedimentos de PLD/CFT (Preven&#231;&#227;o &#224; Lavagem de Dinheiro) e preven&#231;&#227;o a fraudes, mesmo que a interface seja gerida pela Tomadora.</p></li></ul><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica: </strong>A Resolu&#231;&#227;o n&#186; 16 &#233; um convite &#224; excel&#234;ncia operacional. Aumentar a responsabilidade do Prestador exige que os bancos e as Institui&#231;&#245;es de Pagamento licenciadas aprimorem drasticamente seus crit&#233;rios de due diligence sobre seus parceiros de BaaS. Para as fintechs e empresas Tomadoras de servi&#231;o, o custo do compliance aumenta, incentivando parcerias de longo prazo baseadas na qualidade e na conformidade, e n&#227;o apenas no pre&#231;o. Isso fortalece o ecossistema como um todo, elevando a seguran&#231;a do consumidor.</p><div><hr></div><h3>2. IOF Cripto: O Fim da &#8220;Doleira Digital&#8221;</h3><p>O Minist&#233;rio da Fazenda, por meio de sua Secretaria Executiva, confirmou que est&#225; finalizando os estudos para a aplica&#231;&#227;o do Imposto sobre Opera&#231;&#245;es Financeiras (IOF) em transa&#231;&#245;es com criptoativos.</p><p><strong>O Ponto-Chave:</strong> A inten&#231;&#227;o &#233; eliminar a arbitragem tribut&#225;ria.</p><ul><li><p><strong>Equaliza&#231;&#227;o Fiscal:</strong> A medida busca equiparar a tributa&#231;&#227;o das transfer&#234;ncias internacionais em criptoativos (especialmente <em>stablecoins</em>) &#224;s opera&#231;&#245;es cambiais tradicionais.</p></li><li><p><strong>Fechamento de Brecha:</strong> Com a classifica&#231;&#227;o de criptoativos como c&#226;mbio pela Resolu&#231;&#227;o BCB 521 (anteriormente analisada), a incid&#234;ncia de IOF passa a ser o pr&#243;ximo passo l&#243;gico para garantir a isonomia tribut&#225;ria e coibir o uso de stablecoins para remessas informais, o que era popularmente chamado de &#8220;doleira digital&#8221;.</p></li></ul><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica: </strong>Este movimento &#233; um marco para a institucionaliza&#231;&#227;o. Ao nivelar a tributa&#231;&#227;o, o governo sinaliza que o uso de criptoativos para fins de pagamentos transfronteiri&#231;os deve seguir as regras de disclosure e compliance do Sistema Financeiro Nacional. Para bancos e exchanges reguladas, isso traz mais previsibilidade e concorr&#234;ncia leal, permitindo que a inova&#231;&#227;o ocorra dentro do arcabou&#231;o legal. O foco migra da elis&#227;o fiscal para a efici&#234;ncia tecnol&#243;gica na liquida&#231;&#227;o de c&#226;mbio.</p><div><hr></div><h3>3. FMI Alerta para MMFs Tokenizados e Risco de &#8220;Flash Crashes&#8221;</h3><p>O Fundo Monet&#225;rio Internacional (FMI) emitiu um alerta sobre o risco sist&#234;mico crescente associado &#224; tokeniza&#231;&#227;o, destacando especificamente os <em>Money Market Funds</em> (Fundos de Mercado Monet&#225;rio) tokenizados.</p><p><strong>O Ponto-Chave:</strong> Efici&#234;ncia r&#225;pida demais pode se tornar fragilidade.</p><ul><li><p><strong>Amplifica&#231;&#227;o de Volatilidade:</strong> O FMI reconhece que a tokeniza&#231;&#227;o torna os mercados mais r&#225;pidos e baratos. No entanto, o alerta &#233; que a liquida&#231;&#227;o quase instant&#226;nea via <em>smart contracts</em> (contratos inteligentes) pode amplificar a volatilidade em momentos de crise de liquidez, gerando &#8220;flash crashes&#8221; que se propagam em cascata.</p></li><li><p><strong>Risco de Contratos Encadeados:</strong> A complexidade e a interdepend&#234;ncia de m&#250;ltiplos <em>smart contracts</em> podem criar um &#8220;efeito domin&#243;&#8221; no qual um erro ou estresse em uma ponta se espalha rapidamente por todo o sistema.</p></li></ul><p><strong>An&#225;lise Estrat&#233;gica: </strong>Este &#233; um aviso fundamental para todos envolvidos em projetos de Real World Assets (RWA) e tokeniza&#231;&#227;o no Brasil. Ele refor&#231;a a necessidade de criar mecanismos de &#8220;seguran&#231;a&#8221; (como circuit breakers e limites de desalavancagem) dentro do c&#243;digo dos tokens. A li&#231;&#227;o &#233; que a DLT (Tecnologia de Registro Distribu&#237;do) deve ser aplicada com a devida prud&#234;ncia, integrando salvaguardas regulat&#243;rias e tradicionais para garantir que a velocidade da tecnologia n&#227;o comprometa a estabilidade.</p><div><hr></div><h3>Links da Semana</h3><p>As fontes originais para aprofundar a discuss&#227;o com sua equipe t&#233;cnica:</p><ul><li><p><strong>Finsiders Brasil:</strong> <a href="https://www.google.com/search?q=https://finsidersbrasil.com.br/noticias-sobre-fintechs/banking-as-a-service/bc-e-cmn-definem-reglas-para-baas-e-nomes-de-instituicoes/">BC e CMN definem novas regras de transpar&#234;ncia para o BaaS</a></p></li><li><p><strong>InfoMoney:</strong> <a href="https://www.infomoney.com.br/onde-investir/secretario-de-haddad-confirma-plano-de-taxar-criptomoedas/">Governo confirma estudo para aplicar IOF em transa&#231;&#245;es com criptoativos</a></p></li><li><p><strong>Cointelegraph/IMF:</strong> <a href="https://br.cointelegraph.com/news/imf-warns-tokenized-markets-amplify-flash-crashes">FMI alerta que mercados tokenizados podem amplificar flash crashes</a></p></li></ul><div><hr></div><h3>Conclus&#227;o: Responsabilidade e Solidez</h3><p>A edi&#231;&#227;o #018 da TrendFi demonstra que a regula&#231;&#227;o est&#225; se movendo rapidamente para construir um futuro financeiro mais s&#243;lido, exigindo que todos &#8212; sejam bancos incumbentes, sejam fintechs inovadoras &#8212; operem sob uma nova r&#233;gua de transpar&#234;ncia e gest&#227;o de risco. A converg&#234;ncia entre BC, CMN e Receita Federal garante que a inova&#231;&#227;o flores&#231;a com responsabilidade fiscal e operacional.</p><p><strong>A provoca&#231;&#227;o para sua semana:</strong> Com a clareza regulat&#243;ria sobre BaaS e IOF, o mercado de stablecoins e liquida&#231;&#227;o de c&#226;mbio est&#225; pronto para uma reestrutura&#231;&#227;o. Seu time est&#225; posicionado para oferecer solu&#231;&#245;es de c&#226;mbio digital transparentes e <em>compliant</em>, capturando o fluxo que estava fora do radar?</p><p>Se esta an&#225;lise foi &#250;til para navegar o novo cen&#225;rio, compartilhe com seus pares.</p><p>Nos vemos na pr&#243;xima edi&#231;&#227;o!</p><p><strong>Obrigado por ler TrendFi News!</strong></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#017 Lex Cryptus Brasilis]]></title><description><![CDATA[O dia 10 de novembro de 2025 entra para a cronologia financeira nacional como o momento em que o mercado de criptoativos brasileiro atingiu sua maioridade regulat&#243;ria.]]></description><link>https://news.trendfi.com.br/p/017-lex-cryptus-brasilis</link><guid isPermaLink="false">https://news.trendfi.com.br/p/017-lex-cryptus-brasilis</guid><dc:creator><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></dc:creator><pubDate>Sat, 22 Nov 2025 14:13:39 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/73cc5cf2-8632-4ca4-a5f3-e54a890c1017_1200x644.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>O dia 10 de novembro de 2025 entra para a cronologia financeira nacional como o momento em que o mercado de criptoativos brasileiro atingiu sua maioridade regulat&#243;ria. Em uma a&#231;&#227;o coordenada, Banco Central (BC) e Receita Federal (RFB) estabeleceram as regras definitivas para o setor, encerrando o per&#237;odo de experimenta&#231;&#227;o e &#8220;zonas cinzentas&#8221;.</p><p>Para quem observa de fora, parece apenas burocracia. Para n&#243;s, que operamos o sistema financeiro, a mensagem &#233; estrat&#233;gica: a infraestrutura cripto foi oficialmente incorporada ao SFN (Sistema Financeiro Nacional). Isso traz seguran&#231;a jur&#237;dica, mas imp&#245;e barreiras de entrada que redesenhar&#227;o a competi&#231;&#227;o entre bancos, fintechs e exchanges nativas.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://news.trendfi.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler TrendFi News! 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Abaixo, os pontos cruciais de cada norma que seu time de Compliance precisa mapear:</p><h3>1. A Tr&#237;ade do Banco Central (Resolu&#231;&#245;es 519, 520 e 521)</h3><ul><li><p><strong>Resolu&#231;&#227;o BCB 519 (O &#8220;Quem&#8221;):</strong> Estabelece os crit&#233;rios para autoriza&#231;&#227;o das Sociedades Prestadoras de Servi&#231;os de Ativos Virtuais (SPSAVs).</p></li><li><p><strong>Resolu&#231;&#227;o BCB 520 (O &#8220;Como&#8221;):</strong> Foca na governan&#231;a, riscos e PLD/CFT (Preven&#231;&#227;o &#224; Lavagem de Dinheiro).</p></li><li><p><strong>Resolu&#231;&#227;o BCB 521 (A Conex&#227;o Cambial):</strong> Integra cripto ao mercado de c&#226;mbio e capitais internacionais.</p></li></ul><h3>2. Receita Federal e a &#8220;DeCripto&#8221;</h3><p>A nova Instru&#231;&#227;o Normativa (IN) atualiza o reporte fiscal, alinhando o Brasil ao padr&#227;o <strong>CARF (Crypto-Asset Reporting Framework)</strong> da OCDE.</p><ul><li><p><strong>Extraterritorialidade:</strong> Exchanges estrangeiras que tenham &#8220;presen&#231;a significativa&#8221; no Brasil (site em portugu&#234;s, parcerias locais ou marketing direcionado) s&#227;o obrigadas a reportar opera&#231;&#245;es &#224; RFB.</p></li><li><p><strong>Reporte Granular:</strong> Aumento do n&#237;vel de detalhe exigido sobre saldos em fiat, convers&#245;es entre criptoativos e identifica&#231;&#227;o de benefici&#225;rios finais.</p></li></ul><div><hr></div><h3>An&#225;lise de Impacto Estrat&#233;gico</h3><p>A regula&#231;&#227;o n&#227;o afeta todos os players da mesma forma. Ocorre um reequil&#237;brio de for&#231;as no mercado:</p><p><strong>1. Para Bancos (Incumbentes): A Vantagem Competitiva</strong> O custo de conformidade subiu drasticamente. Para bancos que j&#225; possuem estruturas robustas de PLD, Jur&#237;dico e Capital, isso &#233; uma excelente not&#237;cia.</p><ul><li><p><strong>Oportunidade:</strong> Bancos podem atuar como &#8220;infraestrutura as a service&#8221; para fintechs menores que n&#227;o conseguir&#227;o a licen&#231;a de SPSAV, oferecendo cust&#243;dia e liquida&#231;&#227;o.</p></li><li><p><strong>Seguran&#231;a:</strong> Com a regra clara, bancos p&#250;blicos podem finalmente lan&#231;ar produtos de investimento e tokeniza&#231;&#227;o de ativos (RWA) sem o risco de questionamentos legais futuros.</p></li></ul><p><strong>2. Para Exchanges Nativas: Consolida&#231;&#227;o For&#231;ada</strong> As &#8220;exchanges puras&#8221; enfrentar&#227;o seu maior teste. A exig&#234;ncia de capital e a implementa&#231;&#227;o t&#233;cnica da <em>Travel Rule</em> drenar&#227;o caixa.</p><ul><li><p><strong>Cen&#225;rio:</strong> Espera-se uma onda de Fus&#245;es e Aquisi&#231;&#245;es (M&amp;A). Exchanges menores ser&#227;o absorvidas ou encerrar&#227;o atividades. As grandes, j&#225; capitalizadas, tentar&#227;o se posicionar como &#8220;bancos digitais de nicho&#8221;.</p></li></ul><p><strong>3. Para Fintechs: O Dilema do Piv&#244;</strong> Startups que usavam cripto como diferencial de produto ter&#227;o que decidir: solicitar a licen&#231;a (caro e lento) ou plugar-se em um banco/SPSAV maior (perdendo margem, mas ganhando velocidade).</p><div><hr></div><h3>O Impacto Espec&#237;fico nas Stablecoins</h3><p>A Resolu&#231;&#227;o 521 e a nova postura do regulador alteram profundamente o uso de <em>stablecoins,</em> como USDT e USDC:</p><ul><li><p><strong>Fim da &#8220;Arbitragem Cambial&#8221;:</strong> At&#233; ontem, muitas empresas usavam stablecoins para enviar recursos ao exterior fugindo do IOF e do spread banc&#225;rio tradicional. Com a 521, essa pr&#225;tica passa a ser monitorada como evas&#227;o cambial se n&#227;o seguir os ritos formais.</p></li><li><p><strong>Stablecoins como Infraestrutura:</strong> Por outro lado, a norma legitima o uso desses ativos para liquida&#231;&#227;o <em>b2b</em> eficiente. Bancos poder&#227;o usar stablecoins reguladas para <em>settlement</em> internacional instant&#226;neo, desde que dentro do canal de c&#226;mbio oficial.</p></li></ul><div><hr></div><h3>Fontes e Leituras da Semana</h3><p>Para aprofundamento t&#233;cnico nas normas citadas:</p><ul><li><p><strong>Banco Central do Brasil:</strong> <a href="https://bcb.gov.br/detalhenoticia/20918/nota">Nota Oficial - Banco Central regulamenta o uso de ativos virtuais e cria as SPSAVs</a></p></li><li><p><strong>Portal <a href="http://Gov.br">Gov.br</a>:</strong> <a href="https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/noticias/2025/novembro/rfb-atualiza-regulamentacao-de-criptoativos-para-adapta-la-ao-padrao-internacional-carf-da-ocde-2013-in-rfb-no-2-291-de-14-de-novembro-de-2025">RFB lan&#231;a IN 2.291 adaptada ao padr&#227;o CARF/OCDE</a></p></li><li><p><strong>Mattos Filho:</strong> <a href="https://www.mattosfilho.com.br/unico/normas-regulamentacao-ativos-virtuais/">An&#225;lise Jur&#237;dica: Banco Central divulga normas 519, 520 e 521</a></p></li><li><p><strong>Mercado Bitcoin:</strong> <a href="https://www.mb.com.br/economia-digital/regulacao/regulacao-cripto/">Artigo: Regula&#231;&#227;o Cripto e o impacto da Resolu&#231;&#227;o 520 nas exchanges</a></p></li><li><p><strong>InfoMoney:</strong> <a href="https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/receita-abre-porta-para-corretora-estrangeira-de-cripto-dedurar-sonegador-entenda/">Receita abre porta para fiscalizar corretoras estrangeiras com a DeCripto</a></p></li></ul><div><hr></div><h3>Conclus&#227;o: Hora de Ocupar Espa&#231;o</h3><p>A edi&#231;&#227;o #017 da TrendFi traz uma conclus&#227;o pragm&#225;tica: a barreira de entrada subiu, e isso favorece quem tem estrutura. A &#8220;Lex Cryptus Brasilis&#8221; n&#227;o veio para acabar com o mercado, mas para profissionaliz&#225;-lo ao n&#237;vel banc&#225;rio.</p><p>Para as institui&#231;&#245;es tradicionais, o risco reputacional de operar com cripto foi mitigado pela chancela regulat&#243;ria. A pergunta estrat&#233;gica agora deixa de ser &#8220;podemos fazer?&#8221; e passa a ser &#8220;como faremos melhor?&#8221;.</p><p><strong>Provoca&#231;&#227;o para a semana:</strong> Seu banco est&#225; pronto para capturar o fluxo de clientes que sair&#227;o das exchanges n&#227;o reguladas em busca de seguran&#231;a?</p><p>Se esta an&#225;lise trouxe clareza sobre o novo cen&#225;rio, compartilhe a TrendFi com seus colegas e amigo.</p><p>At&#233; a pr&#243;xima edi&#231;&#227;o!</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://news.trendfi.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler TrendFi News! Subscreva gratuitamente para receber novos posts e apoiar o meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#016 Drex em Transição, UBS no Blockchain e Japão Entra na Era das Stablecoins]]></title><description><![CDATA[O Banco Central do Brasil surpreendeu o mercado ao desligar a plataforma piloto do Drex, a infraestrutura baseada em Hyperledger Besu onde rodava o real digital, alegando desafios de privacidade e seguran&#231;a n&#227;o resolvidos.]]></description><link>https://news.trendfi.com.br/p/016-drex-em-transicao-ubs-no-blockchain</link><guid isPermaLink="false">https://news.trendfi.com.br/p/016-drex-em-transicao-ubs-no-blockchain</guid><dc:creator><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></dc:creator><pubDate>Sat, 08 Nov 2025 13:43:01 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/67b7c88e-32fb-486c-885d-35bf93236452_1200x644.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>O Banco Central do Brasil surpreendeu o mercado ao desligar a plataforma piloto do Drex, a infraestrutura baseada em Hyperledger Besu onde rodava o real digital, alegando desafios de privacidade e seguran&#231;a n&#227;o resolvidos. Longe de enterrar a ideia da moeda digital nacional, o movimento sinaliza uma mudan&#231;a estrat&#233;gica: em vez de construir toda a pilha tecnol&#243;gica internamente, o BC assume agora o papel de regulador e padronizador, delegando ao mercado o protagonismo na inova&#231;&#227;o. </p><p>A mensagem nas entrelinhas &#233;: n&#227;o se trata de recuo, mas de redefini&#231;&#227;o de pap&#233;is. O Drex &#8220;segue de p&#233;&#8221;: haver&#225; uma Fase 3 em 2026 com nova tecnologia, por&#233;m sob uma arquitetura modular em que o Banco Central dita as regras do jogo enquanto bancos e fintechs desenvolvem as solu&#231;&#245;es. Essa arquitetura descentralizada por&#233;m regulada expande limites ao liberar o &#237;mpeto inovador do mercado, mas provoca uma reflex&#227;o: qual &#233; o alcance da disrup&#231;&#227;o quando o core continua rigidamente sujeito &#224;s normas do guardi&#227;o financeiro?</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://news.trendfi.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler TrendFi News! Subscreva gratuitamente para receber novos posts e apoiar o meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><div><hr></div><h3>BACEN p&#243;s-Drex: arquitetura modular, mercado protagonista</h3><p>A decis&#227;o de aposentar a rede blockchain do Drex n&#227;o significou abandono do real digital, e sim pragmatismo regulat&#243;rio. Fontes pr&#243;ximas ao projeto confirmam que o BC desligar&#225; a plataforma atual e buscar&#225; uma nova infraestrutura tecnol&#243;gica em 2026. O piloto cumpriu seu papel ao evidenciar limita&#231;&#245;es: privacidade, custos, escalabilidade, e agora o Banco Central prefere ajustar a rota. &#8220;Novos modelos de neg&#243;cios com escopo mais direcionado pelo mercado podem ter requisitos atendidos sem as eventuais restri&#231;&#245;es regulat&#243;rias do piloto&#8221;, diz a BBChain (parceira do projeto), sintetizando a nova filosofia: dar maior papel ao mercado na evolu&#231;&#227;o. Em outras palavras, o BC estabelece padr&#245;es de seguran&#231;a, privacidade e interoperabilidade, mas caber&#225; &#224;s institui&#231;&#245;es financeiras e techs criar as aplica&#231;&#245;es em torno do real digital.</p><p>Esse rearranjo tamb&#233;m alinha o Brasil &#224; tend&#234;ncia internacional. Nos EUA, por exemplo, decidiu-se privilegiar stablecoins privadas em vez de CBDCs varejistas. Aqui, a ressignifica&#231;&#227;o do Drex abre caminho para estruturas tokenizadas privadas e stablecoins no lugar de uma moeda digital de banco central. N&#227;o por acaso, bancos brasileiros j&#225; se movimentam: o Safra lan&#231;ou em setembro sua pr&#243;pria moeda digital lastreada em d&#243;lar, aproveitando vantagens tribut&#225;rias, e o Ita&#250; admitiu estudar uma stablecoin pr&#243;pria assim que haja regulamenta&#231;&#227;o.</p><p></p><p>Essa regula&#231;&#227;o, ali&#225;s, est&#225; por vir j&#225;: o Banco Central convocou coletiva em 10/11 (segunda-feira) para anunciar as regras resultantes das Consultas P&#250;blicas 109, 110 e 111. Tais normas estabelecer&#227;o os requisitos do jogo para exchanges de cripto, processos de licenciamento e a integra&#231;&#227;o das stablecoins e criptoativos ao sistema financeiro tradicional. Em resumo, o BC define a estrada (com supervis&#227;o prudencial, interoperabilidade cambial e prote&#231;&#227;o ao consumidor) e entrega a dire&#231;&#227;o ao mercado. Resta saber se os agentes privados estar&#227;o &#224; altura de inovar na velocidade das fintechs dentro dessas novas margens regulat&#243;rias e se a regula&#231;&#227;o conseguir&#225; ser firme sem sufocar a criatividade.</p><p></p><h3>Tokeniza&#231;&#227;o institucional: UBS em campo com Chainlink</h3><p></p><p>Enquanto o BC aposta no mercado como desenvolvedor, grandes players globais d&#227;o exemplos do que pode ser constru&#237;do. A su&#237;&#231;a UBS realizou o primeiro resgate on-chain de um fundo de investimento tokenizado, usando o padr&#227;o t&#233;cnico Chainlink Digital Transfer Agent (DTA) em uma transa&#231;&#227;o ao vivo. Na pr&#225;tica, o banco tokenizou cotas de um fundo monet&#225;rio (uMINT) na rede Ethereum e executou integralmente on-chain o processo de subscri&#231;&#227;o e resgate dessas cotas, com a fintech DigiFT atuando como distribuidora e orquestra&#231;&#227;o via contratos inteligentes. Trata-se de um marco que aproxima a infraestrutura cripto do mercado de fundos tradicional (avaliado em ~US$ 100 trilh&#245;es), prometendo ganhos de efici&#234;ncia, transpar&#234;ncia e interoperabilidade &#8211; ainda que imponha novos desafios de padroniza&#231;&#227;o e compliance.</p><p></p><p>O case da UBS ilustra como financeiros tradicionais est&#227;o testando ativos reais tokenizados em ambiente compat&#237;vel com a rigorosa estrutura banc&#225;ria. Todos os est&#225;gios do ciclo de vida do ativo ocorreram on-chain de forma compliant, desde a ordem de compra at&#233; a liquida&#231;&#227;o e atualiza&#231;&#227;o dos registros internos. Segundo Mike Dargan, diretor de opera&#231;&#245;es e TI da UBS, o feito demonstra como padr&#245;es t&#233;cnicos baseados em smart contracts podem melhorar opera&#231;&#245;es de fundos e a experi&#234;ncia do investidor, abrindo espa&#231;o para novos produtos compon&#237;veis. Estrat&#233;gias como a iniciativa UBS Tokenize mostram institui&#231;&#245;es incumbentes extraindo efici&#234;ncia de blockchain sem abdicar de controles &#8211; automatizando backoffice, reduzindo prazos de liquida&#231;&#227;o e permitindo auditoria em tempo real, tudo isso integrado aos sistemas legados do banco. Em suma, o protagonismo da UBS sinaliza que a tokeniza&#231;&#227;o institucional deixou de ser experimento para virar implementa&#231;&#227;o concreta. Bancos no Brasil, de olho nas diretrizes do BACEN, podem seguir o exemplo: tokenizar d&#237;vidas, cotas de fundo ou receb&#237;veis em plataformas compat&#237;veis com o arcabou&#231;o regulat&#243;rio, colhendo efici&#234;ncia sem perder conformidade.</p><p></p><h3>Stablecoins sob supervis&#227;o: o caso japon&#234;s</h3><p></p><p>No Jap&#227;o, testemunhamos uma nova fase em que stablecoins viram infraestrutura banc&#225;ria regulada. A Ag&#234;ncia de Servi&#231;os Financeiros (FSA) anunciou suporte a um projeto conjunto dos tr&#234;s maiores bancos japoneses: MUFG, SMFG e Mizuho, para emitir uma stablecoin atrelada ao iene. Diferentemente das stablecoins de mercado que cresceram &#224; margem dos bancos, essa iniciativa ter&#225; os gigantes banc&#225;rios criando uma estrutura compartilhada de emiss&#227;o e transfer&#234;ncia de tokens, sob padr&#245;es t&#233;cnicos e legais unificados e supervis&#227;o direta do regulador. Em outras palavras, as stablecoins ser&#227;o tratadas como meio de pagamento bancarizado: interoper&#225;veis entre institui&#231;&#245;es, respeitando requisitos de conformidade locais, e integradas aos esquemas de liquida&#231;&#227;o j&#225; conhecidos (por&#233;m ganhando a agilidade e programabilidade do mundo cripto).</p><p></p><p></p><p>O caso japon&#234;s reflete um contexto maior. Ap&#243;s mudan&#231;as legais, o Jap&#227;o liberou stablecoins emitidas por institui&#231;&#245;es licenciadas, e j&#225; viu surgir a primeira stablecoin de iene por uma fintech (JPYC) lastreada integralmente em dep&#243;sitos e t&#237;tulos p&#250;blicos. Agora, com os pesos-pesados banc&#225;rios unindo for&#231;as, o pa&#237;s busca modernizar suas redes de pagamento sem abrir m&#227;o da seguran&#231;a regulat&#243;ria. Stablecoins banc&#225;rias poder&#227;o ser usadas em remessas internacionais mais eficientes, liquida&#231;&#227;o instant&#226;nea de t&#237;tulos e outras aplica&#231;&#245;es, tudo sob o olhar atento da FSA. &#201; uma resposta ao avan&#231;o global: enquanto projetos de CBDCs patinam, as stablecoins privadas sob regras claras ganham tra&#231;&#227;o.</p><p>N&#227;o por acaso, blocos de bancos europeus estudam lan&#231;ar stablecoin em euro, e grandes bancos dos EUA tamb&#233;m avaliam uma emiss&#227;o conjunta. A mensagem estrat&#233;gica &#233; que <em>adotar stablecoins n&#227;o significa descontrole</em>, quando feitas dentro do condom&#237;nio regulat&#243;rio banc&#225;rio. Para os executivos de inova&#231;&#227;o financeira, fica a li&#231;&#227;o: stablecoins deixaram de ser &#8220;moeda rebelde&#8221; para se tornarem infraestrutura de pagamentos mainstream, com bancos como emissores e reguladores como fiadores da confian&#231;a.</p><div><hr></div><h3>Tr&#234;s links da semana</h3><ul><li><p>Infomoney:<strong> <a href="https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/bc-suspendera-plataforma-drex-permanentemente-por-falta-de-seguranca-dizem-fontes/#:~:text=%E2%80%9CO%20projeto%20DREX%20segue%20de,p%C3%A9%E2%80%9D">BC desliga plataforma do DREX usada at&#233; agora por problemas de privacidade</a></strong></p></li><li><p>Coindesk:<strong> <a href="https://www.coindesk.com/pt-br/business/2025/11/04/ubs-chainlink-execute-first-onchain-tokenized-fund-redemption-in-usd100t-market">UBS e Chainlink executam primeiro resgate de fundo tokenizado on-chain em mercado de US$ 100 trilh&#245;es</a></strong></p></li><li><p>Moneytimes:<strong> <a href="https://www.moneytimes.com.br/governo-do-japao-anuncia-apoio-a-projeto-de-grandes-bancos-para-emissao-de-stablecoins-fets/#:~:text=A%20FSA%20avaliar%C3%A1%20se%20o,de%20forma%20legal%20e%20apropriada">Governo do Jap&#227;o anuncia apoio a projeto de grandes bancos para emiss&#227;o de stablecoins</a></strong>.</p></li></ul><div><hr></div><h3>Conclus&#227;o: E agora, banco?</h3><p></p><p>A edi&#231;&#227;o #016 da TrendFi deixa claro que a fronteira entre inova&#231;&#227;o financeira e regula&#231;&#227;o est&#225; sendo redesenhada em tempo real. O Banco Central define novas margens e convida o mercado a dan&#231;ar nelas &#8211; seja com stablecoins emitidas por bancos, seja com tokeniza&#231;&#227;o de ativos sob medida, seja com integra&#231;&#227;o entre redes tradicionais e DLTs. Ficamos com uma provoca&#231;&#227;o aos l&#237;deres banc&#225;rios e de produto: o que seu banco est&#225; construindo dentro desse novo per&#237;metro regulat&#243;rio?</p><p></p><p>A tokeniza&#231;&#227;o de um fundo, uma stablecoin pr&#243;pria, uma plataforma DeFi compliant? A discuss&#227;o est&#225; lan&#231;ada, e queremos ouvir de voc&#234;. Conte-nos quais iniciativas seu time vislumbra e onde enxerga as maiores oportunidades (ou riscos) nesse novo cen&#225;rio. Se este panorama trouxe insights valiosos, n&#227;o deixe de compartilhar a TrendFi com sua equipe e pares &#8211; vamos ampliar o debate. Nos vemos na pr&#243;xima edi&#231;&#227;o, e at&#233; l&#225;, mantenha-se antenado e disruptivo!</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://news.trendfi.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler TrendFi News! Subscreva gratuitamente para receber novos posts e apoiar o meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#015 Cripto nos Balanços, Infraestrutura em Xeque e IA no Dealmaking]]></title><description><![CDATA[O setor banc&#225;rio tradicional enfrenta tr&#234;s movimentos simult&#226;neos que desafiam seu status quo.]]></description><link>https://news.trendfi.com.br/p/015-cripto-nos-balancos-infraestrutura</link><guid isPermaLink="false">https://news.trendfi.com.br/p/015-cripto-nos-balancos-infraestrutura</guid><dc:creator><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></dc:creator><pubDate>Sun, 02 Nov 2025 13:21:26 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/7deba760-5539-4e83-926d-204c6da490bf_1200x644.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>O setor banc&#225;rio tradicional enfrenta tr&#234;s movimentos simult&#226;neos que desafiam seu status quo. O Banco Central do Brasil sinaliza que <em>criptoativos</em> podem ganhar lugar nos balan&#231;os banc&#225;rios, tirando as moedas digitais do limbo regulat&#243;rio e jogando-as na arena cont&#225;bil convencional. Ao mesmo tempo, gigantes de pagamentos como a Mastercard est&#227;o se reposicionando &#8211; a aquisi&#231;&#227;o da Zero Hash representa n&#227;o apenas uma expans&#227;o de portf&#243;lio, mas a ambi&#231;&#227;o de se tornarem espinha dorsal para integrar cripto aos sistemas financeiros tradicionais. E como se n&#227;o bastasse, a elite de Wall Street v&#234; seu pr&#243;prio <em>core business</em> intelectual na mira da OpenAI, que treina IA para automatizar a modelagem financeira e a produ&#231;&#227;o de <em>pitch books</em>, aquelas tarefas de alt&#237;ssimo valor agregado (e horas cobradas) dos banqueiros de investimento. Cada um desses movimentos, isoladamente, j&#225; seria provocativo; juntos, pintam um panorama de um sistema banc&#225;rio se reinventando: seja aceitando novos ativos em seus cofres, construindo novos trilhos de inova&#231;&#227;o ou repensando o valor do trabalho humano na era das m&#225;quinas inteligentes. O recado? Nada est&#225; fora de quest&#227;o. Reguladores, incumbentes e disruptores parecem concordar: &#233; hora de quebrar paradigmas antes que eles quebrem voc&#234;.</p><div><hr></div><h3>Cripto no Balan&#231;o: BACEN flerta com o Bitcoin na contabilidade dos bancos</h3><p>Quando o Banco Central do Brasil (BCB) abriu, em 29 de outubro, uma consulta p&#250;blica sobre regras para exposi&#231;&#227;o de institui&#231;&#245;es financeiras a criptoativos, o mercado leu nas entrelinhas: <em>o Bitcoin pode enfim entrar pela porta da frente dos bancos</em>. A proposta do BCB segue de perto as diretrizes de Basileia, impondo requerimentos de capital sobre essas exposi&#231;&#245;es e categorizando os criptoativos em subclasses prudenciais. Em termos regulat&#243;rios, isso significa dar um tratamento formal a ativos antes marginalizados &#8211; o BC prop&#245;e inclusive limites duros: criptos de risco (Grupo 2) n&#227;o poder&#227;o exceder 1% do Capital N&#237;vel I dos bancos. <em>Stablecoins</em> totalmente lastreadas e tokens equivalentes a ativos tradicionais (Grupo 1A e 1B) receberiam tratamento de risco similar aos ativos subjacentes, ao passo que criptoativos fora desses crit&#233;rios ficariam fortemente limitados. Em outras palavras, o regulador est&#225; dizendo: &#8220;cripto pode entrar no jogo, mas jogar&#225; sob nossas regras de capital e risco&#8221;.</p><p>As implica&#231;&#245;es cont&#225;beis tamb&#233;m s&#227;o profundas. Pela primeira vez, discute-se padronizar a forma como os bancos reconhecem e reportam criptoativos em seus balan&#231;os. O BCB e o Conselho Monet&#225;rio Nacional j&#225; sinalizaram interesse em alinhar a contabilidade de cripto &#224;s normas internacionais (IFRS), estabelecendo crit&#233;rios para reconhecimento inicial, mensura&#231;&#227;o a valor justo e divulga&#231;&#227;o transparente dessas posi&#231;&#245;es. Isso corrige uma distor&#231;&#227;o: na aus&#234;ncia de regras, cada banco podia tratar esses ativos de forma distinta, dificultando compara&#231;&#245;es e escondendo riscos. Com a nova norma, haver&#225; transpar&#234;ncia e comparabilidade &#8211; as institui&#231;&#245;es precisar&#227;o evidenciar em notas explicativas detalhes de quantidade, valor justo, varia&#231;&#245;es e riscos associados aos ativos digitais que tiverem em carteira. &#201; um salto de amadurecimento institucional: sai o improviso, entra o rigor. Se implementada, a medida empurra os bancos a encarar cripto n&#227;o mais como experimentos <em>off the record</em>, mas como itens dignos de auditoria, m&#233;tricas de risco e, claro, conversa s&#233;ria no comit&#234; de ativos e passivos.</p><p>Estrategicamente, esse movimento do BACEN sinaliza que a fronteira entre banca tradicional e finan&#231;as digitais est&#225; se dissolvendo. N&#227;o se trata de o Banco Central &#8220;abra&#231;ar cripto&#8221; de forma irrestrita, longe disso. Trata-se de reconhecer que o mercado evoluiu a ponto de demandar um cintur&#227;o regulat&#243;rio em torno dos criptoativos. Para os bancos, abre-se a possibilidade de diversificar (ainda que modestamente) suas reservas com ativos digitais, agora respaldados por regras claras. Para o ecossistema cripto, &#233; um diploma de maturidade: quando o &#243;rg&#227;o que zela pela estabilidade financeira do pa&#237;s cria um manual de contabilidade e risco para Bitcoin e companhia, &#233; sinal de que esses ativos sa&#237;ram da fase rebelde e est&#227;o ingressando na idade adulta institucional.</p><h3>Mastercard + Zero Hash: o backbone cripto da &#8220;financeiriza&#231;&#227;o&#8221; tradicional</h3><p>Na arena das infraestruturas de pagamento, outra pe&#231;a se move: a Mastercard revelou estar em negocia&#231;&#227;o avan&#231;ada (na casa de US$ 1,5 a 2 bilh&#245;es) para adquirir a Zero Hash, uma <em>startup</em> especializada em infraestrutura de criptoativos, em especial <em>stablecoins</em>. Para al&#233;m dos n&#250;meros, o que interessa &#233; a l&#243;gica estrat&#233;gica. Stablecoins &#8211; criptomoedas atreladas a moedas fiduci&#225;rias como o d&#243;lar &#8211; despontam como a pr&#243;xima fronteira dos pagamentos globais. Proje&#231;&#245;es indicam que os volumes transacionados via stablecoins podem atingir US$ 1 trilh&#227;o at&#233; 2030, impulsionados pela ado&#231;&#227;o institucional e remessas internacionais mais baratas e r&#225;pidas em blockchain. Visa e Stripe j&#225; mexem suas pe&#231;as: a Visa desenvolve sua pr&#243;pria plataforma de tokeniza&#231;&#227;o para bancos, enquanto a Stripe pagou mais de US$ 1 bi por uma empresa de infraestrutura de stablecoins. Nesse tabuleiro, a Mastercard n&#227;o quer ficar para tr&#225;s &#8211; quer ser ela a prover os dutos pelos quais esse novo dinheiro digital ir&#225; fluir.</p><p>A Zero Hash, fundada em 2017, construiu exatamente esses<em> </em>dutos. Sua plataforma permite que empresas financeiras adicionem, de forma plug-and-play, servi&#231;os de trading cripto, cust&#243;dia e liquida&#231;&#227;o em blockchain nas ofertas aos clientes. Em vez de cada banco ou fintech precisar reinventar a roda cripto, eles podem se conectar &#224; infraestrutura da Zero Hash para transacionar ativos digitais dentro de um framework compliance robusto. A Mastercard enxergou aqui uma oportunidade de <em>upgrade</em> na sua relev&#226;ncia: de meramente processar transa&#231;&#245;es com cart&#227;o, para viabilizar transa&#231;&#245;es on-chain nos bastidores. Com a aquisi&#231;&#227;o, a Mastercard posiciona-se como <em>backbone</em> da integra&#231;&#227;o cripto &#8211; pronta para oferecer a bancos, corretoras tradicionais e grandes players um caminho seguro e escal&#225;vel para o universo dos ativos digitais.</p><p>H&#225; tamb&#233;m um componente defensivo nessa hist&#243;ria. Recentemente, a Mastercard disputou (e perdeu para a Coinbase) a compra de outra startup de infraestrutura cripto, a brit&#226;nica BVNK. Ou seja, os gigantes de pagamentos est&#227;o em guerra pelo controle das infras de cripto. Quem vencer, garante n&#227;o apenas novas fontes de receita, mas tamb&#233;m a sobreviv&#234;ncia em um futuro onde transferir d&#243;lares tokenizados possa ser t&#227;o comum quanto passar um cart&#227;o na maquininha. A Mastercard j&#225; vinha tateando o terreno &#8211; parcerias com exchanges cripto e projetos piloto mostraram seu interesse em stablecoins como alternativa de pagamento. Ao absorver a Zero Hash, ela acelera essa curva de aprendizado e ganha um time que j&#225; processou bilh&#245;es em fluxos tokenizados. Em resumo, a aquisi&#231;&#227;o a coloca um passo &#224; frente para fazer a ponte entre o sistema banc&#225;rio legado e o mundo cripto, oferecendo confian&#231;a regulat&#243;ria e escala global a algo que nasceu disruptivo e fragmentado. Para os bancos tradicionais, &#233; quase um al&#237;vio: em vez de construir do zero, poder&#227;o embarcar na locomotiva Mastercard, que vem carregada de tecnologia cripto por&#233;m com selo de qualidade de um velho conhecido do sistema financeiro.</p><h3>OpenAI vs. Wall Street: o c&#233;rebro do dealmaking em automa&#231;&#227;o</h3><p>N&#227;o s&#227;o s&#243; os ativos e a infraestrutura banc&#225;ria que est&#227;o mudando &#8211; o capital humano de elite tamb&#233;m est&#225; na berlinda tecnol&#243;gica. A OpenAI, criadora do ChatGPT, deflagrou um projeto interno (codinome <em>Mercury</em>) com o objetivo expl&#237;cito de automatizar partes cruciais do trabalho de banqueiros de investimento. Como? Treinando modelos de IA generativa em tarefas complexas como construir modelos financeiros, analisar demonstra&#231;&#245;es e at&#233; preparar apresenta&#231;&#245;es de <em>pitch</em> para M&amp;As, ofertas p&#250;blicas e afins. E n&#227;o &#233; teoria: a empresa recrutou mais de 100 ex-banqueiros de peso &#8211; egressos de JPMorgan, Morgan Stanley, Goldman Sachs &#8211; pagando-lhes US$ 150/hora para ensinarem a m&#225;quina a replicar, passo a passo, o trabalho intelectual que jovens analistas aprendem nas madrugadas de Excel. Esses especialistas fornecem <em>prompts</em>, exemplos de modelagem refinada e padr&#245;es de formata&#231;&#227;o t&#237;picos de Wall Street (sim, at&#233; a fonte, margens e it&#225;lico em porcentuais) para que a IA aprenda a produzir sa&#237;das indistingu&#237;veis do trabalho humano meticuloso.</p><p>O que est&#225; em jogo aqui &#233; o pr&#243;prio DNA do investimento banc&#225;rio. Por d&#233;cadas, a f&#243;rmula foi clara: contrata-se um batalh&#227;o de analistas juniores, exaure-se eles em 100 horas semanais de trabalho repetitivo (valora&#231;&#245;es, <em>decks</em>, due diligence), e em troca eles absorvem conhecimento e cultura para um dia assumirem o posto dos atuais s&#243;cios. &#201; quase um rito de passagem &#8211; <em>tough but necessary</em>. Agora, imagine um mundo onde um agente de IA pode gerar em minutos um modelo financeiro completo, ajustar cen&#225;rios, preparar gr&#225;ficos e talvez at&#233; rascunhar as narrativas estrat&#233;gicas de uma transa&#231;&#227;o. As tarefas tediosas &#8211; modelagem, entrada de dados, desenho de apresenta&#231;&#245;es &#8211; desaparecem do <em>job description</em> dos juniores. Seria o para&#237;so... certo? Muitos jovens banqueiros n&#227;o t&#234;m tanta certeza. Depois de anos reclamando do trabalho bra&#231;al, ironicamente agora temem perder o aprendizado que vem embutido nele. Sem &#8220;sofr&#234;ncia&#8221;, sem ganho &#8211; <em>no pain, no gain</em>. Executivos veteranos ecoam essa preocupa&#231;&#227;o: <em>&#8220;Estamos prontos para substituir muitas tarefas b&#225;sicas por m&#225;quinas, mas o que isso significa para o desenvolvimento de talentos a longo prazo?&#8221;</em> provocou Nir Bar Dea, CEO da Bridgewater Associates. Em bom portugu&#234;s: se voc&#234; pular direto do Excel automatizado para o cliente, pode faltar repert&#243;rio na hora de pensar conceitualmente e liderar negocia&#231;&#245;es complexas.</p><p>Do ponto de vista da elite financeira, h&#225; dois &#226;ngulos a considerar. No curto prazo, ferramentas de IA podem elevar a produtividade e at&#233; a qualidade das an&#225;lises &#8211; erros de f&#243;rmula diminuem, vers&#245;es de apresenta&#231;&#245;es se atualizam em um clique, permitindo que os seniores foquem mais na estrat&#233;gia e no relacionamento com o cliente. A efici&#234;ncia pode se traduzir em fechar neg&#243;cios mais r&#225;pido, com times reduzidos. Por&#233;m, no longo prazo, essa mesma elite pode se ver sem um pipeline de talentos experientes, porque a base da pir&#226;mide n&#227;o &#8220;aprendeu a pegar no pesado&#8221;. Al&#233;m disso, se o <em>core intelectual</em> do <em>dealmaking</em> &#8211; que envolve criatividade financeira, identifica&#231;&#227;o de sinergias, precifica&#231;&#227;o de ativos &#8211; come&#231;a a ser compartilhado com algoritmos, o <em>mojo</em> exclusivo dos grandes bancos de investimento pode ser dilu&#237;do. Executivos clientes poderiam questionar: <em>&#8220;Preciso pagar milh&#245;es em fees se uma parte substancial do trabalho meu banco est&#225; rodando numa m&#225;quina?&#8221;</em> Ou ainda, novas boutiques enxutas munidas de IA podem desafiar o oligop&#243;lio dos grandes bancos oferecendo an&#225;lises sofisticadas a custo menor, j&#225; que n&#227;o precisam sustentar um ex&#233;rcito de analistas.</p><p>&#201; claro que, na pr&#225;tica, a ado&#231;&#227;o ser&#225; gradual. Reguladores e os pr&#243;prios bancos v&#227;o ponderar riscos: quem assume a responsabilidade se um modelo gerado por IA tiver um lapso e precificar mal um neg&#243;cio? Provavelmente sempre haver&#225; uma camada humana de verifica&#231;&#227;o e julgamento final &#8211; pelo menos enquanto a IA n&#227;o provar sua infalibilidade (se &#233; que um dia isso ocorrer&#225;). Mas o precedente est&#225; aberto. Se em 2024 discut&#237;amos IA escrevendo relat&#243;rios de research, agora em 2025 falamos da IA <em>fazendo</em> a modelagem do valuation em si. O mercado financeiro, t&#227;o orgulhoso de seu intelecto e intui&#231;&#227;o, est&#225; diante de uma automa&#231;&#227;o que atinge seu n&#250;cleo cerebral. A intelig&#234;ncia de m&#225;quina deixa de ser apenas um assistente e se candidata a s&#243;cio silencioso na pr&#243;xima gera&#231;&#227;o de deals.</p><div><hr></div><h3>Links e Fontes</h3><ul><li><p>Exame: <a href="https://exame.com/future-of-money/banco-central-abre-consulta-publica-sobre-exposicao-criptomoedas-instituicoes-financeiras/">Banco Central abre consulta p&#250;blica sobre exposi&#231;&#227;o a criptomoedas por institui&#231;&#245;es financeiras</a></p></li><li><p>Coindesk: <a href="https://www.coindesk.com/pt-br/business/2025/10/29/mastercard-eyes-zero-hash-acquisition-for-nearly-usd2b-bet-on-stablecoins-report">Mastercard mira aquisi&#231;&#227;o da Zero Hash por quase US$ 2 bilh&#245;es em aposta nas stablecoins: relat&#243;rio</a></p></li><li><p>Robb Report Brasil: <a href="https://www.robbreportbrasil.com.br/noticias-lide/inovacao-futuro/openai-recruta-ex-banqueiros-para-treinar-ia-em-modelagem-financeira-e-automatizar-tarefas#:~:text=A%20OpenAI%20est%C3%A1%20recrutando%20mais,em%20grandes%20bancos%20de%20investimento">OpenAI recruta ex-banqueiros para treinar IA em modelagem financeira e automatizar tarefas</a></p></li></ul><div><hr></div><h3>Conclus&#227;o: E agora, banco?</h3><p>A edi&#231;&#227;o #015 da TrendFi deixa claro que n&#227;o h&#225; trincheira segura: os bancos e players tradicionais precisam dan&#231;ar conforme a nova m&#250;sica &#8211; seja incorporando criptoativos com responsabilidade, seja atualizando suas infraestruturas com ajuda de parceiros tech, seja repensando o papel humano nos investimentos. Ficamos com a pergunta: o que define um banco na pr&#243;xima d&#233;cada? Ativos inovadores, redes h&#237;bridas humano-IA, ou tudo isso junto?</p><p>A discuss&#227;o est&#225; lan&#231;ada e voc&#234; faz parte dela. Conte para n&#243;s o que achou destas tend&#234;ncias e para onde enxerga o futuro caminhando. Se esta an&#225;lise trouxe insights v&#225;lidos, n&#227;o deixe de compartilhar com sua equipe e pares &#8211; vamos ampliar o debate. Nos vemos na pr&#243;xima TrendFi, e at&#233; l&#225;, permane&#231;a antenado e disruptivo.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://news.trendfi.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler TrendFi News! 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Mas nos bastidores, onde a infraestrutura de fato se move, esta semana trouxe sinais inequ&#237;vocos de que a virada deixou de ser PowerPoint. A ANBIMA puxa um piloto de tokeniza&#231;&#227;o com governan&#231;a de mercado, Wall Street normaliza cripto como colateral e as stablecoins se consolidam como encanamento de liquida&#231;&#227;o corporativa. A pergunta para quem est&#225; em banco n&#227;o &#233; &#8220;se&#8221;, mas em que camada vamos jogar.</p><div><hr></div><h3>ANBIMA: piloto de tokeniza&#231;&#227;o de fundos e deb&#234;ntures</h3><p>A ANBIMA anunciou o projeto-piloto de uma rede DLT padronizada e interoper&#225;vel para emiss&#227;o/negocia&#231;&#227;o de cotas de fundos e deb&#234;ntures, em evento de apresenta&#231;&#227;o que ocorreu no dia 24/10. O piloto nasce na Rede ANBIMA de Inova&#231;&#227;o e mira efici&#234;ncia operacional, integra&#231;&#227;o e aprendizagem &#8220;m&#227;o na massa&#8221; junto ao mercado. O passo que faltava entre POCs isoladas e escala setorial.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://news.trendfi.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler TrendFi News! 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Tradu&#231;&#227;o para banc&#225;rio: menos ideologia, mais modelagem de risco, haircuts e liquida&#231;&#227;o 24/7 &#8212; e um efeito manada prov&#225;vel entre grandes bancos.</p><h3>Citi: a pr&#243;xima perna de crescimento vem das stablecoins</h3><p>Relat&#243;rio do Citi aponta que as stablecoins devem impulsionar a pr&#243;xima fase do mercado cripto, elevando o uso como &#8220;cola&#8221; transacional entre redes e institui&#231;&#245;es, com ganhos vis&#237;veis para Ethereum (ainda que emissores pr&#243;prios possam disputar o tr&#225;fego no futuro). Implica&#231;&#227;o pr&#225;tica: tesourarias e pagamentos cross-border ganham um trilho de liquida&#231;&#227;o quase instant&#226;neo, desde que a casa esteja arrumada em KYC e segrega&#231;&#227;o de reservas.</p><h3>Afterburner: pagamentos com stablecoins decolam</h3><p>Levantamentos recentes indicam salto de ~70% no volume de pagamentos com stablecoins ap&#243;s o marco regulat&#243;rio dos EUA (GENIUS Act), superando US$ 10 bi/m&#234;s em agosto e com B2B liderando valor m&#233;dio por transa&#231;&#227;o. O recado ao mercado tradicional &#233; claro: stablecoin saiu do nicho de exchange e virou infra de liquida&#231;&#227;o corporativa.</p><div><hr></div><h3>Links e Fontes</h3><ul><li><p>Valor Econ&#244;mico: <a href="https://valor.globo.com/financas/criptomoedas/noticia/2025/10/24/anbima-comeca-piloto-de-tokenizacao-de-fundos.ghtml">Anbima come&#231;a piloto de &#8216;tokeniza&#231;&#227;o&#8217; de fundos</a></p></li><li><p>Bloomberg: <a href="https://www.coindesk.com/markets/2025/10/24/jpmorgan-to-allow-clients-to-pledge-bitcoin-and-ether-as-collateral-bloomberg">JPMorgan permitir&#225; BTC/ETH como colateral</a></p></li><li><p>Coindesk: <a href="https://www.coindesk.com/markets/2025/10/20/wall-street-bank-citi-sees-stablecoins-powering-crypto-s-next-growth-phase">Citi prev&#234; que stablecoins v&#227;o puxar a pr&#243;xima fase</a></p></li><li><p>Pymnts: <a href="https://www.pymnts.com/cryptocurrency/2025/stablecoin-payments-surge-70-post-genius-act/">Pagamentos com stablecoins crescem ~70% p&#243;s-regula&#231;&#227;o</a></p></li></ul><div><hr></div><h3>E agora?</h3><p>Tokeniza&#231;&#227;o n&#227;o &#233; tend&#234;ncia &#233; reconstru&#231;&#227;o de processo. Para times de produto, risco e opera&#231;&#245;es, o trabalho imediato &#233; menos &#8220;qual blockchain?&#8221; e mais cust&#243;dia e segrega&#231;&#227;o, reconcilia&#231;&#227;o multi-sistemas, trilhas de auditoria e interoperabilidade com o que j&#225; existe (fund admin, distribui&#231;&#227;o, clearing, COAF). Quanto antes colocarmos as m&#227;os no fluxo real, menor o custo da curva quando a r&#233;gua subir.</p><p>Se voc&#234; atua em banco, infraestrutura de mercado ou regula&#231;&#227;o, a pergunta &#250;til &#233;: em que camada eu quero estar quando isso escalar? Compartilhe esta edi&#231;&#227;o com quem ainda acha que blockchain &#233; s&#243; cripto.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://news.trendfi.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler TrendFi News! 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E por aqui n&#227;o ser&#225; diferente!</p><p>Desde a primeira edi&#231;&#227;o, foram 14 semanas de publica&#231;&#245;es, 13 edi&#231;&#245;es e +1.300 pessoas alcan&#231;adas. M&#233;dia de 20% de abertura dos emails, mais de 13 mil impress&#245;es e 322 engajamentos. Isso para artigos do Linkedin &#233; uma fortuna, j&#225; que o algoritmo parece jogar contra.</p><p>Testamos v&#225;rios formatos, desde mais profundos at&#233; formatos sobre impactos de 3&#186; Grau. Creio que o formato mais vi&#225;vel tanto para o editor quanto para os leitores &#233; esse NOVO formato abaixo, trazendo 5 not&#237;cias interessantes com uma pequena an&#225;lise. Vamos deixar a an&#225;lise profunda para relat&#243;rios e reportes maiores.</p><p>Agradecemos a cada um que parou alguns minutos durante a sua semana para ler sobre a nova era do sistema financeiro. Logo logo teremos mais novidades por aqui! Boa leitura.</p><div><hr></div><h2>A Nova Era da Infraestrutura Financeira</h2><p>Na superf&#237;cie, pouco parece ter mudado: os bancos seguem operando, os reguladores seguem regulando e os usu&#225;rios ainda n&#227;o sentem que est&#227;o no &#8220;futuro das finan&#231;as&#8221;. Mas nos bastidores, onde de fato o novo sistema financeiro est&#225; sendo arquitetado, esta semana trouxe sinais inequ&#237;vocos de que a virada estrutural n&#227;o &#233; apenas mais um item do planejamento estrat&#233;gico de um ano qualquer.</p><p>BlackRock quer tokenizar tudo. Citi entra em cust&#243;dia cripto. Visa vislumbra cr&#233;dito descentralizado com stablecoins. Enquanto isso, no Brasil, o Serpro testa credenciais p&#250;blicas em blockchain e a CVM discute n&#243;s validadores com a Petrobras. E at&#233; a SEC americana, notoriamente avessa &#224; inova&#231;&#227;o cripto, admite que est&#225; uma d&#233;cada atrasada.</p><p>O sistema tradicional n&#227;o est&#225; sendo amea&#231;ado por uma rebeli&#227;o... mas por uma substitui&#231;&#227;o n&#227;o t&#227;o silenciosa de suas funda&#231;&#245;es. A quest&#227;o agora n&#227;o &#233; mais se, mas quem conseguir&#225; se tornar infraestrutura relevante neste novo ciclo.</p><div><hr></div><h3>BlackRock: tokenizar &#233; inevit&#225;vel</h3><p>Larry Fink foi categ&#243;rico: todos os ativos, a&#231;&#245;es, im&#243;veis, bonds, ser&#227;o tokenizados. O CEO da maior gestora do mundo v&#234; nisso o caminho para mercados mais acess&#237;veis, eficientes e program&#225;veis. A BlackRock j&#225; est&#225; rodando com US$ 104 bilh&#245;es em criptoativos e um fundo tokenizado multimilion&#225;rio. N&#227;o &#233; hype: &#233; estrat&#233;gia de plataforma. E quem quiser ser custodiante, emissor, liquidador ou distribuidor nesse novo ciclo precisa se posicionar agora.</p><h3>Visa: stablecoin como infraestrutura de cr&#233;dito</h3><p>A Visa quer fazer no cr&#233;dito o que j&#225; fez nos pagamentos: ser o trilho. Em um white paper rec&#233;m-publicado, prop&#245;e uma nova infraestrutura para empr&#233;stimos baseados em stablecoins e contratos inteligentes: os chamados &#8220;onchain loans&#8221;. Ao inv&#233;s de competir com DeFi, a empresa quer torn&#225;-lo institucionaliz&#225;vel, plug&#225;vel e seguro o suficiente para que bancos ofere&#231;am cr&#233;dito em stablecoins com respaldo regulat&#243;rio. E isso muda o jogo para o cr&#233;dito estruturado.</p><h3>Citi: cust&#243;dia de ativos digitais &#233; prioridade</h3><p>Enquanto o JPMorgan segue resistente, o Citi se antecipa e prepara para oferecer cust&#243;dia cripto em 2026. O servi&#231;o ser&#225; voltado a clientes institucionais e combina solu&#231;&#245;es internas com parceiros &#225;geis. O sinal &#233; claro: mesmo entre bancos globais tradicionais, h&#225; uma corrida para definir quem cuidar&#225; da nova &#8220;caixa forte digital&#8221; dos ativos tokenizados, e a cust&#243;dia &#233; s&#243; o primeiro passo para uma infraestrutura mais ampla.</p><h3>Serpro: blockchain estatal com padr&#227;o global</h3><p>No Brasil, o Serpro testou durante o Cardano Tech Summit um sistema de credenciais digitais em blockchain p&#250;blica, com valida&#231;&#227;o pelo login <a href="http://Gov.br">Gov.br</a>. A solu&#231;&#227;o segue padr&#245;es globais de interoperabilidade e ser&#225; usada inicialmente em certifica&#231;&#245;es educacionais. Mas o mais relevante &#233; o movimento estrat&#233;gico: o Serpro quer ser n&#243; validador na rede nacional (RBB), e junto com Petrobras e CVM discute governan&#231;a de infra blockchain soberana. Isso &#233; pol&#237;tica p&#250;blica transformada em c&#243;digo.</p><h3>SEC: da repress&#227;o &#224; urg&#234;ncia regulat&#243;ria</h3><p>Ap&#243;s anos sendo o basti&#227;o anti-cripto, a SEC parece reconhecer sua miopia. O presidente da entidade afirmou que os EUA est&#227;o dez anos atr&#225;s na regula&#231;&#227;o de cripto e precisam reverter esse atraso com urg&#234;ncia. Ele fala em criar exce&#231;&#245;es regulat&#243;rias, harmonizar registros e at&#233; explorar formatos de sandbox. Se a SEC mudar o tom, Wall Street muda junto --&gt; e o volume institucional vem.</p><div><hr></div><h3>Links e Fontes</h3><ol><li><p>CNBC &#8211; <a href="https://www.cnbc.com/2025/10/15/blackrock-larry-fink-on-crypto-tokenization-and-etfs.html">Larry Fink says BlackRock is &#8216;just beginning&#8217; to tokenize every asset class</a></p></li><li><p>Visa &#8211; <a href="https://usa.visa.com/partner-with-us/visa-crypto/onchain-lending-report.html">Stablecoins Beyond Payments: The Onchain Lending Opportunity</a></p></li><li><p>CNBC &#8211; <a href="https://www.cnbc.com/2025/10/17/citi-to-launch-crypto-custody-platform-by-2026.html">Citi says it plans to launch digital asset custody platform by 2026</a></p></li><li><p>Serpro &#8211; <a href="https://www.serpro.gov.br/menu/noticias/noticias-2025/serpro-e-blockchain">Projeto Digital Check em blockchain com RBB</a></p></li><li><p>CNBC &#8211; <a href="https://www.cnbc.com/2025/10/16/sec-chair-us-is-10-years-behind-on-crypto-fixing-this-is-job-one.html">SEC chair says US is &#8216;10 years behind&#8217; on crypto regulation</a></p></li></ol><div><hr></div><h3>E agora?</h3><p>A tokeniza&#231;&#227;o n&#227;o &#233; uma tend&#234;ncia, &#233; uma reconstru&#231;&#227;o do sistema financeiro, pe&#231;a por pe&#231;a, nas m&#227;os das mesmas institui&#231;&#245;es que antes a temiam.</p><p>Se voc&#234; trabalha em banco, infraestrutura de mercado ou regula&#231;&#227;o, a pergunta que vale fazer n&#227;o &#233; &#8220;isso vai acontecer?&#8221;, mas &#8220;em que camada quero estar quando acontecer?&#8221;</p><p>Compartilhe esta edi&#231;&#227;o com quem ainda acha que blockchain &#233; apenas sobre cripto. O futuro da infraestrutura financeira j&#225; come&#231;ou e est&#225; sendo escrito em c&#243;digo.</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://news.trendfi.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Entenda como a tecnologia est&#225; reescrevendo o sistema financeiro. Assine a TrendFi.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#012 Bancos do G7 inauguram a era das stablecoins globais]]></title><description><![CDATA[O que acontece quando os pesos-pesados do sistema banc&#225;rio tradicional resolvem falar a l&#237;ngua das criptomoedas?]]></description><link>https://news.trendfi.com.br/p/012-bancos-do-g7-inauguram-a-era</link><guid isPermaLink="false">https://news.trendfi.com.br/p/012-bancos-do-g7-inauguram-a-era</guid><dc:creator><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></dc:creator><pubDate>Tue, 21 Oct 2025 00:54:39 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/b7549d4d-53eb-4d58-a5a4-3cc56bef052c_1200x644.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>O que acontece quando os pesos-pesados do sistema banc&#225;rio tradicional resolvem falar a l&#237;ngua das criptomoedas? A cena antes inimagin&#225;vel de bancos concorrentes unindo for&#231;as em torno de um token digital est&#225; se desenhando. Uma coaliz&#227;o in&#233;dita dos maiores bancos das economias do G7 sinaliza uma virada hist&#243;rica: a cria&#231;&#227;o conjunta de uma stablecoin global para pagamentos internacionais. A iniciativa provoca perguntas sobre quem conduzir&#225; os &#8220;trilhos&#8221; financeiros do futuro: as fintechs de cripto ou os veteranos bancos internacionais? Sem alarde e com an&#225;lise direta, a 12&#170; edi&#231;&#227;o da newsletter TrendFi disseca essa movimenta&#231;&#227;o hist&#243;rica, suas motiva&#231;&#245;es e suas poss&#237;veis consequ&#234;ncias em tr&#234;s dimens&#245;es: operacional, competitiva e sist&#234;mica.</p><div><hr></div><p>Em 10 de outubro de 2025, um comunicado liderado pelo BNP Paribas revelou que um grupo de dez bancos globais de primeira linha se uniu para explorar a emiss&#227;o de uma nova forma de dinheiro digital, lastreado 1:1 em reservas banc&#225;rias e dispon&#237;vel em blockchains p&#250;blicas, com foco nas moedas do G7. Entre os participantes confirmados est&#227;o Banco Santander, Bank of America, Barclays, BNP Paribas, Citigroup, Deutsche Bank, Goldman Sachs, MUFG (Jap&#227;o), TD Bank (Canad&#225;) e UBS. Juntos, eles cobrem as principais divisas das maiores economias &#8211; d&#243;lar americano, euro, libra esterlina, iene e d&#243;lar canadense, sinalizando uma ambi&#231;&#227;o de alcance verdadeiramente global. O objetivo declarado &#233; avaliar se uma oferta setorial colaborativa pode trazer os benef&#237;cios dos criptoativos para pagamentos, aumentando a concorr&#234;ncia no mercado sem comprometer a conformidade regulat&#243;ria e a gest&#227;o de risco. Em outras palavras, os bancos pretendem uma alternativa &#8220;<em>compliant</em>&#8221; &#224;s stablecoins privadas existentes, integrando tecnologia de ponta sem abrir m&#227;o de governan&#231;a e seguran&#231;a tradicionais.</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!4IRv!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F5c3f4a4c-b425-4792-90a5-7ff4f328b6e7_1000x734.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!4IRv!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F5c3f4a4c-b425-4792-90a5-7ff4f328b6e7_1000x734.png 424w, 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data-attrs="{&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/5c3f4a4c-b425-4792-90a5-7ff4f328b6e7_1000x734.png&quot;,&quot;srcNoWatermark&quot;:null,&quot;fullscreen&quot;:null,&quot;imageSize&quot;:null,&quot;height&quot;:734,&quot;width&quot;:1000,&quot;resizeWidth&quot;:null,&quot;bytes&quot;:null,&quot;alt&quot;:&quot;Conte&#250;do do artigo&quot;,&quot;title&quot;:null,&quot;type&quot;:null,&quot;href&quot;:null,&quot;belowTheFold&quot;:false,&quot;topImage&quot;:true,&quot;internalRedirect&quot;:null,&quot;isProcessing&quot;:false,&quot;align&quot;:null,&quot;offset&quot;:false}" class="sizing-normal" alt="Conte&#250;do do artigo" title="Conte&#250;do do artigo" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!4IRv!,w_424,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F5c3f4a4c-b425-4792-90a5-7ff4f328b6e7_1000x734.png 424w, 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stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a><figcaption class="image-caption"></figcaption></figure></div><p><em><strong>Gr&#225;fico:</strong> Capitaliza&#231;&#227;o de mercado das stablecoins lastreadas em d&#243;lar (linha roxa) aproxima-se de US$300 bilh&#245;es, enquanto stablecoins em euro permanecem abaixo de US$500 milh&#245;es. O dom&#237;nio das stablecoins em USD reflete a hegemonia americana nos pagamentos digitais (Fonte: CoinDesk/Reuters).</em></p><p>Essa movimenta&#231;&#227;o ocorre num contexto em que stablecoins est&#227;o se tornando protagonistas nas finan&#231;as digitais. Em apenas alguns anos, o valor de stablecoins em circula&#231;&#227;o global aproximou-se de US$ 300 bilh&#245;es, sendo a vasta maioria atrelada ao d&#243;lar norte-americano. A stablecoin privada Tether (USDT) sozinha responde por cerca de US$ 179 bilh&#245;es desse montante, algo em torno de 60% de todo o mercado em 2025. Em contraste, stablecoins em outras moedas s&#227;o min&#250;sculas, por exemplo, todos os tokens atrelados ao euro somavam menos de &#8364;620 milh&#245;es recentemente. Esse desequil&#237;brio tem acendido o alerta de autoridades fora dos EUA: a Europa, por exemplo, v&#234; risco em deixar a infraestrutura de pagamentos digitais dominada por d&#243;lares e por emissores estrangeiros. N&#227;o por acaso, um cons&#243;rcio de nove bancos europeus (incluindo ING, UniCredit e others) anunciou planos para lan&#231;ar uma stablecoin em euro at&#233; 2026, buscando autonomia estrat&#233;gica em pagamentos frente &#224; hegemonia dos EUA. Christine Lagarde, presidente do BCE, j&#225; advertia que stablecoins privadas colocam em risco a pol&#237;tica monet&#225;ria e a estabilidade financeira, preferindo solu&#231;&#245;es p&#250;blicas como um euro digital.</p><p>Do lado dos EUA, o ambiente regulat&#243;rio tamb&#233;m evoluiu. Em julho de 2025, foi sancionada a lei apelidada <a href="https://www.linkedin.com/pulse/d%C3%B3lar-30-trump-sanciona-genius-act-sth%C3%A9fano-cordeiro-hmcnf">GENIUS Act pelo presidente Donald Trump</a>, estabelecendo um marco para stablecoins de pagamento. A lei exige reserva 1:1 em ativos seguros e pro&#237;be emissores de pagar juros sobre stablecoins, um detalhe not&#225;vel, pois os bancos temiam que stablecoins com rendimento pudessem atrair dep&#243;sitos para fora do sistema banc&#225;rio. Com esse respaldo legal e querendo evitar &#8220;uberiza&#231;&#227;o&#8221; do dinheiro, os grandes bancos agora se sentem encorajados a entrar no jogo. Importante notar que essa alian&#231;a G7 n&#227;o nasceu do nada: meses antes, reportagens j&#225; indicavam que JPMorgan, Bank of America, Citi e Wells Fargo discutiam a cria&#231;&#227;o de uma stablecoin consorcial em d&#243;lar. Ou seja, as engrenagens vinham se movendo nos bastidores.</p><p>&#201; imposs&#237;vel falar desse movimento sem destacar a <a href="https://www.linkedin.com/pulse/jp-morgan-o-banco-mais-ambicioso-da-web3-sth%C3%A9fano-cordeiro-ngyff">JPMorgan Chase</a>. Pioneiro entre os bancos em blockchain, o JPMorgan n&#227;o apenas est&#225; envolvido nas discuss&#245;es como traz uma experi&#234;ncia robusta na bagagem. Sua rede privada Onyx (recentemente rebatizada como Kinexys) opera desde 2020 uma stablecoin pr&#243;pria, a JPM Coin, usada para transfer&#234;ncias internas entre clientes institucionais. O sucesso foi significativo: o sistema j&#225; processava mais de US$ 2 bilh&#245;es por dia em 2024, totalizando US$ 1,5 trilh&#227;o liquidados desde o lan&#231;amento. Trata-se de um &#8220;laborat&#243;rio vivo&#8221; do que as stablecoins banc&#225;rias podem oferecer: liquida&#231;&#227;o 24/7 em tempo real de valores transnacionais, reduzindo depend&#234;ncia de redes como Swift. Agora, o JPMorgan avan&#231;a al&#233;m do ambiente privado: a empresa realizou projetos-piloto de um dep&#243;sito tokenizado (JPM Deposit Token, JPMD) em blockchain p&#250;blica, visando disponibiliz&#225;-lo tanto a seus clientes quanto a clientes de bancos correspondentes. Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, j&#225; declarou que quer seu banco &#8220;como um jogador&#8221; nesse espa&#231;o, mesmo mantendo ceticismo quanto a cripto n&#227;o-regulada. Em suma, a JPMorgan consolida uma estrat&#233;gia dual: desenvolver internamente capacidade em blockchain (Onyx/Kinexys) e participar de esfor&#231;os setoriais mais amplos. Posi&#231;&#227;o vantajosa para liderar a curva de aprendizado enquanto seus pares come&#231;am a experimenta&#231;&#227;o.</p><div><hr></div><h3>Impacto Operacional: Novo Rail de Pagamentos para o Sistema Banc&#225;rio</h3><p>No plano operacional, a entrada coordenada dos grandes bancos em stablecoins promete redesenhar a infraestrutura de pagamentos internacionais. Hoje, transfer&#234;ncias interbanc&#225;rias transfronteiri&#231;as frequentemente dependem de intermedi&#225;rios e da rede Swift, incorrendo em prazos de +2 dias &#250;teis para liquida&#231;&#227;o e custos elevados. Com uma stablecoin consorcial, os bancos vislumbram um <em>rail</em> (trilho) alternativo, sempre aberto: tokens banc&#225;rios liquidados em minutos ou segundos, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Na pr&#225;tica, um pagamento em d&#243;lar de Nova York para T&#243;quio poderia ocorrer quase instantaneamente via blockchain, sem esperar janelas de opera&#231;&#227;o de c&#226;maras tradicionais. Isso reduz atrito e risco operacional (menos depend&#234;ncia de m&#250;ltiplas correspondentes) e libera capital preso em reservas de liquidez, j&#225; que a compensa&#231;&#227;o &#233; em tempo real.</p><p>Do ponto de vista dos bancos, essa iniciativa equivale a criar um Livro Raz&#227;o Digital interbanc&#225;rio compartilhado, onde cada stablecoin representa um cr&#233;dito imediato contra uma das institui&#231;&#245;es emissoras. A tecnologia blockchain assegura a imutabilidade e rastreabilidade dessas transa&#231;&#245;es, um ganho de transpar&#234;ncia sobre o sistema legado de mensagens banc&#225;rias. &#201; importante frisar que os bancos planejam usar blockchains p&#250;blicas, ou seja, plataformas abertas (como possivelmente Ethereum ou similares), por&#233;m com as devidas permiss&#245;es e controles de conformidade envolvidos. Isso difere de iniciativas anteriores puramente privadas: aqui busca-se o equil&#237;brio entre alcance global e seguran&#231;a/segrega&#231;&#227;o de participantes autorizados.</p><p>Naturalmente, implantar esse novo trilho requer superar desafios operacionais. Um deles &#233; a interoperabilidade t&#233;cnica e legal entre jurisdi&#231;&#245;es. Cada stablecoin atrelada a moedas do G7 estar&#225; sujeita &#224; regulamenta&#231;&#227;o local (Fed/FDIC no d&#243;lar, BCE no euro, etc.), o que traz risco de fragmenta&#231;&#227;o se n&#227;o houver padroniza&#231;&#227;o clara. Harmonizar normas para que esses tokens conversem entre si &#233; t&#227;o importante quanto o c&#243;digo subjacente. Os bancos no cons&#243;rcio ter&#227;o que definir protocolos comuns de rede, liquidez e liquida&#231;&#227;o &#8211; possivelmente formando uma c&#226;mera de compensa&#231;&#227;o multimoeda em blockchain. Sem coordena&#231;&#227;o, poder&#237;amos terminar com &#8220;feudos digitais&#8221; isolados por moeda ou por emissor, o que minaria os ganhos de efici&#234;ncia.</p><p>Outro ponto operacional &#233; a gest&#227;o de liquidez e reservas. Pela natureza do projeto, cada stablecoin ser&#225; 100% lastreada em reservas de alta qualidade (dep&#243;sitos em banco central, t&#237;tulos p&#250;blicos de curto prazo, etc.), conforme exigido por regula&#231;&#245;es como o GENIUS Act. Isso implica que os bancos precisar&#227;o segregar esses ativos, n&#227;o podendo empreg&#225;-los livremente em empr&#233;stimos de longo prazo. Contudo, h&#225; um incentivo financeiro claro: as reservas de stablecoins podem ser investidas em t&#237;tulos p&#250;blicos remunerados, gerando receita. N&#227;o &#233; segredo que a Tether, por exemplo, obteve lucro de US$ 4,9 bilh&#245;es apenas no 2&#186; trimestre de 2023 aplicando seus colaterais em t&#237;tulos e outros investimentos. Os bancos tradicionais, ao entrarem nesse segmento, vislumbram abocanhar essa fonte de ganhos, algo que pode inclusive compensar a redu&#231;&#227;o de certas tarifas de transfer&#234;ncia, se o modelo for bem-sucedido. Em resumo, operacionalizar stablecoins significa para os bancos um exerc&#237;cio delicado: conciliar inova&#231;&#227;o em velocidade e disponibilidade com a robustez financeira e regulat&#243;ria esperada de institui&#231;&#245;es sist&#234;micas.</p><p>Por fim, h&#225; aspectos de ciberseguran&#231;a e continuidade a considerar. Migrar parcelas do fluxo financeiro para uma rede blockchain amplia a superf&#237;cie de ataque potencial, seja via exploits de contrato inteligente, seja via tentativas de fraude digital. Os bancos dever&#227;o investir pesado em auditorias de c&#243;digo, monitoramento de redes e redund&#226;ncia, garantindo que o novo <em>rail</em> seja t&#227;o confi&#225;vel quanto (ou mais que) as redes legadas. A experi&#234;ncia da JPMorgan com a Onyx/Kinexys ilustra essa curva de aprendizado: desde 2020, a JPM teve que integrar sua plataforma blockchain aos sistemas centrais, treinar times operacionais e estabelecer procedimentos de conting&#234;ncia para uma rede que n&#227;o &#8220;fecha&#8221; nunca. Esse aprendizado agora poder&#225; ser compartilhado com os demais. Em suma, no grau operacional a iniciativa representa moderniza&#231;&#227;o da tubula&#231;&#227;o financeira: pagamentos globais mais r&#225;pidos e automatizados, por&#233;m exigindo dos bancos adapta&#231;&#245;es em infraestrutura, compliance e gest&#227;o de risco compat&#237;veis com a era digital.</p><div><hr></div><h3>Impacto Competitivo: Bancos vs. Tether/Circle &#8211; Equil&#237;brio de Poder em Jogo</h3><p>No front competitivo, a coaliz&#227;o de stablecoins banc&#225;rias aponta diretamente ao dom&#237;nio das stablecoins privadas como Tether (USDT) e USD Coin (USDC), emitidas respectivamente por empresas como Tether e Circle. Hoje essas moedas privadas suprem uma necessidade que o sistema banc&#225;rio n&#227;o atendia: transa&#231;&#245;es digitais em tempo real, especialmente no ecossistema cripto e em pagamentos internacionais de varejo. O movimento dos bancos sugere: &#8220;vamos tomar de volta esse terreno&#8221;. Mas quais diferenciais eles trazem e como podem mudar o equil&#237;brio de poder?</p><p>Primeiramente, credibilidade e conformidade regulat&#243;ria passam a ser o cart&#227;o de visitas das stablecoins banc&#225;rias. Diferentemente de um emissor como a Tether &#8211; sediada em para&#237;so fiscal, com hist&#243;rico opaco de auditorias &#8211; um JPMorgan ou Deutsche Bank opera sob rigorosos requisitos de capital e fiscaliza&#231;&#227;o constante. Essa diferen&#231;a de pedigree n&#227;o &#233; trivial: grandes institui&#231;&#245;es financeiras disp&#245;em de governan&#231;a corporativa estabelecida, balan&#231;os auditados e, sobretudo, acesso a linhas de liquidez de bancos centrais em caso de estresse. Assim, um token emitido por esses bancos pode inspirar confian&#231;a maior nos usu&#225;rios tradicionais e nos reguladores. Transpar&#234;ncia tamb&#233;m tende a melhorar pois &#233; razo&#225;vel esperar divulga&#231;&#245;es peri&#243;dicas de reservas, talvez at&#233; em tempo real on-chain, algo que as regras do cons&#243;rcio provavelmente padronizar&#227;o. Em outras palavras, as stablecoins do G7 pretendem ser &#8220;same same, but different&#8221; em rela&#231;&#227;o &#224;s cripto-stables: oferecem a mesma utilidade de um d&#243;lar digital, por&#233;m com o selo de qualidade de institui&#231;&#245;es centen&#225;rias e supervis&#227;o governamental expl&#237;cita.</p><p>Enquanto isso, para as incumbentes Tether e Circle, o alcance global foi conquistado na base da ado&#231;&#227;o nos mercados de criptoativos. USDT tornou-se a moeda veicular em exchanges de criptomoedas pelo mundo, de modo que seu valor deriva principalmente dessa network effect. J&#225; os bancos consorciados trazem outra rede nas m&#227;os: a rede de clientes corporativos e comerciais existente. Imagine multinacionais podendo liquidar pagamentos entre si via stablecoin banc&#225;ria, ou grandes plataformas de e-commerce integrando um token &#8220;JP Morgan USD&#8221; como forma de pagamento confi&#225;vel. A base de usu&#225;rios pode se expandir para muito al&#233;m dos traders de Bitcoin. Contudo, cabe ponderar que essas bases n&#227;o se sobrep&#245;em totalmente: usu&#225;rios de cripto nativos valorizam a permissionless (aus&#234;ncia de controles r&#237;gidos) &#8211; caracter&#237;stica que provavelmente n&#227;o estar&#225; presente nos stablecoins banc&#225;rios, j&#225; que o cons&#243;rcio deve impor KYC rigoroso e potencialmente blacklist de endere&#231;os il&#237;citos. Assim, num primeiro momento, Tether pode continuar reinando em aplica&#231;&#245;es offshore e na economia cripto paralela, enquanto os bancos focam em casos de uso institucional e pagamentos corporativos onde conformidade &#233; mandat&#243;ria.</p><p>Um aspecto cr&#237;tico ser&#225; a estrat&#233;gia de liquidez e convers&#227;o dessas moedas. Tether e Circle constru&#237;ram mecanismos de reden&#231;&#227;o (resgate 1:1) que funcionam, ainda que com fric&#231;&#245;es &#8211; Circle permite resgates em prazos curtos via bancos parceiros; a Tether historicamente restringia resgates diretos para montantes elevados, tornando a liquidez secund&#225;ria (em exchanges) a principal. Os bancos, por sua vez, podem oferecer resgate instant&#226;neo on-demand: afinal, uma stablecoin emitida por, digamos, BNP Paribas nada mais &#233; do que um dep&#243;sito &#224; vista tokenizado. O cliente poderia converter o token em dinheiro na conta banc&#225;ria com um clique, possivelmente sem custos (especialmente se for seu banco de relacionamento). Essa liquidez nativa, lastreada nos trilh&#245;es que esses bancos movimentam, imp&#245;e forte concorr&#234;ncia &#224;s stablecoins independentes. Al&#233;m disso, makers de mercado profissionais tendem a arbitrar qualquer discrep&#226;ncia de cota&#231;&#227;o entre um &#8220;USDT banc&#225;rio&#8221; e o d&#243;lar real, mantendo o peg muito pr&#243;ximo. Isso s&#243; ser&#225; v&#225;lido, claro, se os bancos permitirem que tamb&#233;m n&#227;o-clientes transacionem seus tokens; caso fechem o ecossistema apenas a participantes permissionados, podem perder a chance de ver a stablecoin negociada amplamente. A tend&#234;ncia, contudo, &#233; de abertura gradativa com controles: de acordo com o cons&#243;rcio, a inten&#231;&#227;o &#233; &#8220;aumentar a concorr&#234;ncia no mercado&#8221; com um ativo est&#225;vel em blockchain p&#250;blica, o que implica buscar ampla circula&#231;&#227;o.</p><p>Quanto &#224; governan&#231;a, a colabora&#231;&#227;o entre concorrentes naturais (bancos diferentes) ser&#225; um teste de fogo. Emissores como Tether e Circle tomam decis&#245;es internas sobre pol&#237;ticas de reservas, listagens, atualiza&#231;&#245;es de contrato etc. No caso do cons&#243;rcio G7, &#233; prov&#225;vel que criem um organismo de governan&#231;a conjunta ou empresa-ve&#237;culo para coordenar padr&#245;es &#8211; similar a iniciativas passadas como o Fnality/USC (Utility Settlement Coin) e mesmo o cons&#243;rcio USDF nos EUA. Fontes indicam que a Provenance Blockchain e a fintech Figure (envolvidas no USDF) poderiam ser instrumentalizadas nesse projeto, oferecendo uma base tecnol&#243;gica interoper&#225;vel. A governan&#231;a do cons&#243;rcio tende a ser mais lenta e burocr&#225;tica, por&#233;m traz a vantagem de diluir riscos: nenhuma institui&#231;&#227;o controlaria sozinha a stablecoin, ao contr&#225;rio da Circle ou Tether. Para o mercado, isso pode significar decis&#245;es mais previs&#237;veis e aderentes &#224; regula&#231;&#227;o, ainda que menos &#225;geis na resposta a inova&#231;&#245;es (por exemplo, integra&#231;&#227;o com protocolos DeFi poder&#225; ser debatida exaustivamente entre os bancos antes de aprovada).</p><p>Do ponto de vista dos emissores privados, a entrada dos bancos &#233; um sinal de valida&#231;&#227;o do modelo de neg&#243;cio &#8211; stablecoins viraram mainstream &#8211; mas tamb&#233;m uma amea&#231;a direta. A Circle, emissora da USDC, j&#225; vinha buscando se alinhar a regula&#231;&#245;es e se integrar no sistema banc&#225;rio (tentou carta banc&#225;ria nos EUA, sem sucesso at&#233; agora). Com bancos incumbentes emitindo seus pr&#243;prios tokens, a Circle pode virar parceira ou competidora feroz. Um cen&#225;rio poss&#237;vel &#233; consolida&#231;&#227;o ou parceria: bancos menores podem adotar a infraestrutura de um dos cons&#243;rcios, ou at&#233; firmar acordos com Circle para emiss&#227;o conjunta sob compliance. J&#225; a Tether provavelmente continuar&#225; atuando &#224; margem do establishment, atendendo mercados onde h&#225; demanda por d&#243;lar digital mas pouca supervis&#227;o (bolsas estrangeiras, pa&#237;ses com controles cambiais, etc.). Ainda assim, mesmo nesse nicho, a Tether pode enfrentar press&#227;o se as stablecoins &#8220;oficiais&#8221; tomarem boa fatia do volume global, especialmente com apoio de governos do G7.</p><p>Em s&#237;ntese, no grau competitivo a iniciativa dos bancos &#233; um divisor de &#225;guas. Eles trazem peso institucional e promessas de seguran&#231;a que podem erodir a vantagem pioneira de USDT/USDC, ao menos junto a usu&#225;rios que valorizam compliance e facilidade de integra&#231;&#227;o banc&#225;ria. Conforme analistas apontam, iniciativas G7 como essa podem legitimar as stablecoins como instrumento financeiro de vez, fazendo-as migrar de um mercado de US$300 bi para um trilion&#225;rio, por&#233;m sob novos guardi&#227;es. Ainda restam perguntas: qual ser&#225; a atratividade desses tokens se os bancos n&#227;o puderem pagar juros ao portador (devido &#224; proibi&#231;&#227;o legal de stablecoins remuneradas)? Poder&#227;o as empresas de tecnologia lan&#231;ar suas pr&#243;prias vers&#245;es para competir (por exemplo, a PayPal j&#225; lan&#231;ou sua stablecoin, PYUSD, e Big Techs podem se mexer)? Por ora, os bancos tomaram a dianteira de forma coordenada, e isso por si s&#243; j&#225; muda a percep&#231;&#227;o do mercado: de que stablecoin n&#227;o &#233; mais terra de ningu&#233;m, mas sim um terreno onde os tit&#227;s de Wall Street, Frankfurt, Londres e T&#243;quio decidiram fincar bandeira.</p><div><hr></div><h3>Impacto Sist&#234;mico: Reordenando a Arquitetura Financeira Global?</h3><p>No n&#237;vel sist&#234;mico, as implica&#231;&#245;es de uma rede de stablecoins lastreadas em moedas fortes por bancos globais podem ser profundas, compar&#225;veis a poucas inova&#231;&#245;es na hist&#243;ria recente (j&#225; h&#225; quem diga ser &#8220;o experimento mais audacioso em dinheiro digital desde a cria&#231;&#227;o do Swift&#8221;). De um lado, vislumbra-se uma integra&#231;&#227;o in&#233;dita entre o sistema banc&#225;rio tradicional e a tecnologia de registros distribu&#237;dos (DLT), potencialmente definindo um novo padr&#227;o para pagamentos internacionais. De outro, h&#225; receios de deslocamentos de liquidez entre pa&#237;ses, efeitos sobre soberania monet&#225;ria e concentra&#231;&#227;o de poder financeiro em novas bases.</p><p>Para as economias desenvolvidas do G7, essa iniciativa pode refor&#231;ar a posi&#231;&#227;o de suas moedas no centro das transa&#231;&#245;es digitais globais. Uma an&#225;lise da pr&#243;pria JPMorgan estimou que a prolifera&#231;&#227;o de stablecoins de d&#243;lar e similares poderia elevar a demanda global por d&#243;lares em US$ 1,4 trilh&#227;o at&#233; 2027, solidificando ainda mais o papel do d&#243;lar como moeda-chave na economia digital. Ou seja, se hoje muitos pa&#237;ses j&#225; s&#227;o &#8220;dolarizados informalmente&#8221; via c&#233;dulas f&#237;sicas ou dep&#243;sitos em bancos correspondentes, amanh&#227; poder&#227;o estar dolarizados via tokens circulando em carteiras digitais. Isso, claro, amplifica a influ&#234;ncia geopol&#237;tica dos emissores de moedas de reserva. N&#227;o surpreende que autoridades europeias discutam como fomentar stablecoins em euros para contrabalan&#231;ar a domina&#231;&#227;o americana nessa seara pois ningu&#233;m quer ficar para tr&#225;s na corrida dos trilhos financeiros do futuro. Bancos centrais tamb&#233;m avan&#231;am em projetos de Moedas Digitais de Banco Central (CBDCs), mas curiosamente o sucesso das stablecoins banc&#225;rias privadas pode aliviar a press&#227;o por CBDCs de atacado: se os bancos comerciais entregarem uma solu&#231;&#227;o funcional, reguladores podem preferir apoi&#225;-la em vez de competir diretamente.</p><p>Entretanto, para pa&#237;ses emergentes e mercados perif&#233;ricos, o advento de stablecoins G7 traz um potencial efeito colateral adverso: fuga de capitais e desintermedia&#231;&#227;o local. Stablecoins em d&#243;lar j&#225; s&#227;o usadas por popula&#231;&#245;es de pa&#237;ses com moeda fraca como reserva de valor ou hedge contra infla&#231;&#227;o. Com grandes bancos facilitando esse acesso de forma segura e massificada, &#233; conceb&#237;vel que volumes crescentes de dep&#243;sitos sejam convertidos em tokens de d&#243;lar/euro, escapando dos bancos dom&#233;sticos. Um estudo da Standard Chartered alertou que a difus&#227;o de stablecoins fortes pode subtrair cerca de US$ 1 trilh&#227;o de economias emergentes at&#233; 2028 devido &#224; migra&#231;&#227;o de dep&#243;sitos para fora. Essa &#8220;dolariza&#231;&#227;o digital&#8221; pode enfraquecer a capacidade de cr&#233;dito de bancos locais (menos dep&#243;sitos implicam menos recursos para emprestar internamente) e at&#233; for&#231;ar bancos centrais emergentes a gastar reservas defendendo suas moedas. Em suma, h&#225; um risco de agravamento das disparidades monet&#225;rias globais: moedas fracas ficam ainda menos utilizadas, enquanto d&#243;lares, euros e ienes digitais permeiam todos os cantos.</p><p>Outro aspecto sist&#234;mico &#233; a difus&#227;o da fronteira entre dinheiro p&#250;blico e privado. Hoje, o dinheiro que usamos ou &#233; emitido pelo banco central (esp&#233;cie, reservas banc&#225;rias) ou pelos bancos comerciais (dep&#243;sitos garantidos parcialmente). As stablecoins banc&#225;rias criam uma situa&#231;&#227;o h&#237;brida: s&#227;o dinheiro privado (passivo dos bancos) circulando fora dos sistemas fechados, quase como uma moeda independente. Se esse ecossistema crescer muito r&#225;pido &#8220;&#224; margem&#8221;, reguladores temem a cria&#231;&#227;o de um sistema monet&#225;rio paralelo antes que as regras completas estejam em vigor. Por exemplo, como garantir que a pol&#237;tica monet&#225;ria (defini&#231;&#227;o de juros pelos BCs) transmita seus efeitos se boa parte das transa&#231;&#245;es ocorrem via tokens? Os bancos argumentariam que, sendo stablecoins equivalentes a dep&#243;sitos, tudo continua sob controle &#8211; mas na pr&#225;tica, se esses tokens ficarem acess&#237;veis a n&#227;o-correntistas globalmente, os bancos centrais perdem visibilidade e talvez efic&#225;cia de certas medidas. A regula&#231;&#227;o do GENIUS Act nos EUA e do MiCA na Europa buscam justamente trazer esse universo para dentro do per&#237;metro regulado antes que ganhe vida pr&#243;pria. Autoridades poder&#227;o exigir que stablecoins sistemicamente relevantes mantenham certas m&#233;tricas (liquidez extra, acesso a redes de emerg&#234;ncia). No limite, bancos centrais podem integrar-se &#224;s redes: por exemplo, permitir que a convers&#227;o stablecoin banc&#225;ria &lt;-&gt; moeda fiduci&#225;ria ocorra instantaneamente via contas de reserva (h&#225; discuss&#245;es sobre &#8220;deposit tokens&#8221; serem reconhecidos como forma de dep&#243;sito coberto por seguro, etc.). Tudo isso est&#225; em evolu&#231;&#227;o.</p><p>Uma consequ&#234;ncia interessante &#233; a reinser&#231;&#227;o dos grandes bancos como &#8220;guardi&#227;es&#8221; tamb&#233;m no mundo cripto/tokenizado. Nos &#250;ltimos anos, muito se falou sobre fintechs e redes descentralizadas destronarem bancos. Se o cons&#243;rcio G7 der certo, veremos uma esp&#233;cie de recentraliza&#231;&#227;o sobre novas bases: bancos controlando stablecoins e, possivelmente, oferecendo cust&#243;dia e servi&#231;os relacionados em blockchain. Isso pode limitar o espa&#231;o de empresas puramente cripto ou mesmo de Big Techs no dom&#237;nio dos pagamentos digitais. Em vez de termos um &#8220;Facebook Libra&#8221; (projeto que foi barrado) circulando globalmente, ter&#237;amos um token multi-banco aprovado. Para os decisores de pol&#237;tica, talvez seja um mal menor uma vez ser prefer&#237;vel que bancos regulados detentores de licen&#231;as conduzam a inova&#231;&#227;o, do que players fora do alcance regulat&#243;rio. No entanto, isso consolida ainda mais o oligop&#243;lio banc&#225;rio: os mesmos gigantes que controlam o cr&#233;dito e os fluxos internacionais passariam a ditar as regras tamb&#233;m na infraestrutura blockchain de pagamentos. H&#225; receios de poder de mercado e interoperabilidade: e se cada cons&#243;rcio G7 criar uma rede n&#227;o compat&#237;vel com outra (por exemplo, um cons&#243;rcio liderado por bancos americanos e outro por europeus)? Poder&#237;amos trocar o monop&#243;lio da Swift por duop&#243;lios ou oligop&#243;lios de redes blockchain, fragmentando novamente o cen&#225;rio. Por isso, a harmoniza&#231;&#227;o global ser&#225; fundamental &#8211; entidades como BIS (Banco de Compensa&#231;&#245;es Internacionais) e o FSB j&#225; acompanham de perto esses pilotos para sugerir padr&#245;es globais.</p><p>Em termos de infraestrutura global de pagamentos, um sucesso das stablecoins banc&#225;rias implicaria menos depend&#234;ncia de sistemas legados como correspondent banking, Swift, c&#226;maras locais, etc. Isso n&#227;o significa que essas redes morrem, provavelmente continuar&#227;o servindo certos fluxos, mas o volume migraria. Imagine exportadores e importadores trocando stablecoins diretamente e usando smart contracts para liquidar etapas de uma carta de cr&#233;dito. Ou investidores internacionais comprando t&#237;tulos em mercados estrangeiros e recebendo cupons via stablecoin instant&#226;nea. A liquida&#231;&#227;o at&#244;mica (simult&#226;nea) de transa&#231;&#245;es de valores mobili&#225;rios com tokens de moeda (conhecido como DvP &#8211; Delivery versus Payment) ganha agilidade, o que j&#225; est&#225; nos planos (os bancos veem seus stablecoins tamb&#233;m como ponte para tokens de t&#237;tulos, a&#231;&#245;es digitais etc. no futuro pr&#243;ximo). A longo prazo, poderemos testemunhar uma arquitetura financeira global mais integrada, onde fronteiras nacionais importam menos para o movimento do dinheiro, com consequ&#234;ncias amb&#237;guas, pois efici&#234;ncia vem de m&#227;os dadas com maior interconex&#227;o (e portanto potencial cont&#225;gio em crises).</p><p>Resumindo, o impacto sist&#234;mico dessa coaliz&#227;o pode ser revolucion&#225;rio mas requer equil&#237;brio fino entre inova&#231;&#227;o e estabilidade. Se bem-sucedida, a iniciativa dos bancos do G7 poder&#225; baratear e acelerar o com&#233;rcio internacional, reduzir a depend&#234;ncia de intermedi&#225;rios e estimular a inclus&#227;o financeira (imagine migrantes enviando remessas em minutos usando uma stablecoin banc&#225;ria de reputa&#231;&#227;o s&#243;lida, em vez de cash ou operadores caros). Por&#233;m, tamb&#233;m carrega o potencial de deslocar riscos: tirar fundos de economias fr&#225;geis, criar um ambiente de competi&#231;&#227;o desigual entre moedas e embaralhar a distin&#231;&#227;o entre dinheiro estatal e privado. Reguladores ter&#227;o de acompanhar de perto e eles j&#225; est&#227;o cientes. A UE, por exemplo, j&#225; sinaliza que no euro digital (CBDC) pretendido poder&#225; impor limites de posse (ex: &#8364;3.000 por indiv&#237;duo) para evitar vazamentos massivos de dep&#243;sitos dos bancos comerciais. Medidas semelhantes podem ser pensadas em rela&#231;&#227;o a stablecoins: tetos por wallet, ou exig&#234;ncia de &#8220;redesconto&#8221; compuls&#243;rio em certas situa&#231;&#245;es.</p><p>No fim das contas, a coaliz&#227;o banc&#225;ria das stablecoins G7 representa uma tentativa do status quo de se reinventar e reafirmar soberania sobre os trilhos financeiros do s&#233;culo XXI. Em vez de verem fintechs e cripto-startups conduzirem a disrup&#231;&#227;o, os bancos est&#227;o dizendo: n&#243;s mesmos faremos, sob nossas regras (e as que j&#225; seguimos). &#201; uma jogada audaciosa e talvez necess&#225;ria para que permane&#231;am relevantes. Resta acompanhar se conseguir&#227;o inovar sem reproduzir as mesmas limita&#231;&#245;es estruturais que buscam solucionar. Se obtiverem &#234;xito, talvez em alguns anos o envio de dinheiro para outro pa&#237;s seja t&#227;o simples quanto enviar um e-mail e saberemos que por tr&#225;s daquele token est&#225; o respaldo de bancos que atravessaram s&#233;culos, agora adaptados aos novos tempos. Em caso de fracasso ou fragmenta&#231;&#227;o, poderemos ver um retorno &#224; prancheta, ou o florescimento de solu&#231;&#245;es alternativas (incluindo aqui moedas digitais de bancos centrais). Decisores do setor financeiro precisam, portanto, acompanhar de perto esses desdobramentos, pois o que est&#225; em jogo &#233; nada menos que a pr&#243;xima gera&#231;&#227;o da infraestrutura monet&#225;ria global constru&#237;da em blockchain, mas com a chancela dos guardi&#245;es de sempre.</p><div><hr></div><h3>&#128279; Sinais do Sistema</h3><p>Tr&#234;s links que refor&#231;am (ou tensionam) a conversa:</p><ul><li><p><a href="https://br.cointelegraph.com/news/national-treasury-and-central-bank-join-forces-to-end-bitcoin-reserve-project-in-brazil">Tesouro e BC barram &#8220;Reserva de Bitcoin&#8221;</a> O Tesouro Nacional e o Banco Central articularam a retirada de pauta do PL 4.501/2024, que destinava at&#233; 5% das reservas internacionais a BTC. A justificativa oficial foi risco de volatilidade, liquidez e reputa&#231;&#227;o para a pol&#237;tica cambial. O recado &#233; claro: cripto como reserva soberana segue fora do horizonte brasileiro no curto prazo.</p></li><li><p><a href="https://br.cointelegraph.com/news/chainalysis-seizable-crypto-assets-national-reserves-2025">Chainalysis estima US$ 75 bi em cripto pass&#237;vel de apreens&#227;o</a> Relat&#243;rio da Chainalysis calcula mais de US$ 75 bilh&#245;es em cripto associado a atividades il&#237;citas potencialmente recuper&#225;veis, com 75% em Bitcoin e participa&#231;&#227;o crescente de stablecoins. O dado entra no debate sobre &#8220;reservas nacionais de cripto&#8221; e pode influenciar estrat&#233;gias governamentais de enforcement e arrecada&#231;&#227;o via confisco.</p></li><li><p><a href="https://diariodocomercio.com.br/mix/banco-central-faz-comunicado-a-todos-os-brasileiros-com-chaves-pix-ativas/">PIX Parcelado adiado para o fim de outubro</a> O Banco Central comunicou no F&#243;rum Pix que a regulamenta&#231;&#227;o do Pix Parcelado fica para a &#250;ltima semana de outubro. A funcionalidade replica a din&#226;mica do parcelado com juros, com liquida&#231;&#227;o imediata para o recebedor e pagamento em presta&#231;&#245;es pelo pagador. Potencial de impacto competitivo no cr&#233;dito de pequeno t&#237;quete e press&#227;o adicional sobre adquir&#234;ncia e cart&#227;o.</p></li></ul><div><hr></div><h3>&#128172; E a&#237;, o que voc&#234; viu?</h3><p>O que mais te chamou aten&#231;&#227;o nessa edi&#231;&#227;o? Me conta aqui nos coment&#225;rios ou por DM. Se curtir, compartilhe com algu&#233;m que constr&#243;i o futuro da economia digital.</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://news.trendfi.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Entenda como a tecnologia est&#225; reescrevendo o sistema financeiro. 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O que antes passava como &#8220;meio de pagamento digital&#8221; agora precisa falar a l&#237;ngua do eFX: autoriza&#231;&#227;o, rastreabilidade, transpar&#234;ncia de custo. N&#227;o &#233; um gesto contra cripto; &#233; um recado claro de que d&#243;lar tokenizado continua sendo d&#243;lar e, no Brasil, d&#243;lar obedece a regra de c&#226;mbio.</p><p>Nos anos 1990, muita gente conhecia o &#8220;d&#243;lar da doleira&#8221;. Hoje, o atalho ganhou UX e lat&#234;ncia de milissegundos: com dois cliques, qualquer um transforma reais em um d&#243;lar digital e o envia para fora. A Consulta P&#250;blica 124/2025 &#233; a resposta institucional a esse descolamento entre experi&#234;ncia e governan&#231;a: mesmo com interface nova, as obriga&#231;&#245;es antigas permanecem.</p><p>Nesta edi&#231;&#227;o, destrincho o que muda de forma pr&#225;tica e sem barulho. Primeiro, o que acontece na opera&#231;&#227;o das plataformas e fintechs quando o atalho some e o compliance sobe. Depois, como isso reorganiza o campo regulat&#243;rio e nivela a disputa entre stablecoins e produtos banc&#225;rios tokenizados. Por fim, o tabuleiro macro: pol&#237;tica cambial, soberania do real e os trilhos digitais que podem conectar o Brasil a uma liquida&#231;&#227;o 24/7, sem abrir m&#227;o do per&#237;metro prudencial.</p><div><hr></div><h3>&#128204; Introdu&#231;&#227;o: Uma ofensiva estrat&#233;gica no &#8220;d&#243;lar digital&#8221;</h3><p>N&#227;o &#233; todo dia que o Banco Central do Brasil (BC) mira diretamente uma brecha regulat&#243;ria e declara o <strong>fim da terra de ningu&#233;m para as stablecoins</strong>. Foi exatamente isso que aconteceu na <a href="https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20843/nota">Consulta P&#250;blica n&#186; 124/2025</a>, na qual o BC prop&#245;e equiparar as opera&#231;&#245;es internacionais com stablecoins &#224;s de c&#226;mbio tradicional. Em outras palavras, o <strong>&#8220;d&#243;lar digital&#8221; entra na mira cambial</strong>. Essa iniciativa tem um peso not&#225;vel: stablecoins &#8211; antes operando em uma zona cinzenta entre fintechs e exchanges &#8211; passam a ser tratadas como <strong>moeda estrangeira tokenizada</strong>, sujeitas &#224;s mesmas regras de uma remessa oficial. A proposta provocou debates acalorados. Seria o fim das transa&#231;&#245;es cripto sem supervis&#227;o ou o nascimento de uma nova era de integra&#231;&#227;o entre finan&#231;as tradicionais e digitais?</p><p>Com um tom provocativo e autoral, analisamos abaixo o contexto e os impactos m&#250;ltiplos dessa medida para o sistema financeiro.</p><h3>Contexto regulat&#243;rio: do c&#226;mbio ao cripto, a resposta do BC &#224;s stablecoins</h3><p>A movimenta&#231;&#227;o do BC n&#227;o surgiu do vazio, ela &#233; fruto de uma evolu&#231;&#227;o legal e regulat&#243;ria. Tudo come&#231;ou com a aprova&#231;&#227;o da nova Lei de C&#226;mbio (Lei 14.286/21), que modernizou o arcabou&#231;o cambial brasileiro, permitindo inclusive servi&#231;os de pagamento internacionais por meios digitais (eFX). Paralelamente, a explos&#227;o do mercado de criptoativos levou ao Marco Legal dos Criptoativos (Lei 14.478/22), que definiu &#8220;ativos virtuais&#8221; e estabeleceu bases para a regula&#231;&#227;o de exchanges e afins. Em 2023, um decreto presidencial designou o Banco Central como &#243;rg&#227;o respons&#225;vel por regular e supervisionar os prestadores de servi&#231;os de ativos virtuais (PSAVs) &#8211; incluindo corretoras, custodiante e emissores de stablecoins.</p><p>Desde ent&#227;o, o BC vem construindo um arcabou&#231;o robusto para o mercado cripto, <em>sempre com o olhar atento &#224;s stablecoins</em>. J&#225; em 2024, lan&#231;ou consultas p&#250;blicas (CPs 109, 110 e 111/2024) sobre regras para PSAVs, com normas finais esperadas para 2025. Um ponto pol&#234;mico dessas propostas foi a restri&#231;&#227;o &#224; autocust&#243;dia de stablecoins: o BC sugeriu vedar que corretoras transfiram stablecoins diretamente para carteiras pessoais dos usu&#225;rios. A justificativa? Stablecoins atreladas a moedas fortes (como d&#243;lar) podiam servir para driblar regras de c&#226;mbio e lavagem de dinheiro, escapando do alcance das autoridades. Em redes blockchain abertas, o BC n&#227;o consegue bloquear ou controlar essas transa&#231;&#245;es &#8211; da&#237; a estrat&#233;gia de concentrar a circula&#231;&#227;o dessas moedas em intermedi&#225;rios regulados, dificultando a fuga para a sombra. O recado foi claro: enquanto indiv&#237;duos controlarem stablecoins livremente, haver&#225; brechas para evas&#227;o e il&#237;citos.</p><p>Chegamos assim &#224; Consulta P&#250;blica 124/2025. Publicada em 19/09/2025, ela prop&#245;e alterar a Resolu&#231;&#227;o BCB n&#186; 277/2022 (que regulamenta o eFX) para eliminar de vez as brechas envolvendo stablecoins. O BC enquadra expressamente as transa&#231;&#245;es internacionais com ativos virtuais est&#225;veis dentro do regime cambial tradicional. Essa medida alinha-se a um objetivo maior de moderniza&#231;&#227;o do sistema financeiro nacional, seguindo melhores pr&#225;ticas internacionais. Entidades de mercado veem o movimento como resposta &#224; r&#225;pida expans&#227;o de solu&#231;&#245;es digitais que facilitam compras e remessas ao exterior via cripto. Em comunicado, o diretor de Regula&#231;&#227;o do BC, Gilneu Vivan, destacou que a proposta busca <strong>&#8220;maior seguran&#231;a, transpar&#234;ncia e efici&#234;ncia&#8221; nas opera&#231;&#245;es internacionais, abrindo espa&#231;o &#224; inova&#231;&#227;o e inclus&#227;o financeira</strong>. Ou seja, integrar as stablecoins ao guarda-chuva regulat&#243;rio n&#227;o &#233; apenas reprimir riscos, &#233; tamb&#233;m legitimar essas ferramentas sob regras claras.</p><p>No contexto global, o Brasil posiciona-se ao lado de jurisdi&#231;&#245;es que correm para enquadrar stablecoins. Bancos centrais de emergentes temem a <em>siphonagem</em> de dep&#243;sitos e a fuga de capitais via stablecoins, que permitem cidad&#227;os acessarem d&#243;lares virtuais facilmente. &#211;rg&#227;os como o BIS e o FMI j&#225; alertaram: a prolifera&#231;&#227;o de stablecoins em economias em desenvolvimento pode minar a pol&#237;tica monet&#225;ria e a soberania financeira ao facilitar a dolariza&#231;&#227;o informal e a evas&#227;o cambial. Vale lembrar que o Brasil figura entre os dez pa&#237;ses com maior ado&#231;&#227;o de criptoativos. Boa parte desse volume ocorre via stablecoins, muitas vezes fora do alcance de mecanismos oficiais. Assim, trazer essas transa&#231;&#245;es para dentro do per&#237;metro regulat&#243;rio tornou-se prioridade. N&#227;o por acaso, o BC faz parte de uma tend&#234;ncia: nos EUA, foi aprovada uma lei federal para stablecoins: o <em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/d%C3%B3lar-30-trump-sanciona-genius-act-sth%C3%A9fano-cordeiro-hmcnf">GENESIS/GENIUS Act</a></em> ; na Europa, o regulamento MiCA imp&#245;e requisitos estritos a tokens lastreados em moeda. A agenda 2025-2026 do Banco Central j&#225; elencava a consolida&#231;&#227;o das regras de ativos virtuais e mencionava stablecoins em discuss&#227;o legislativa. Inclusive, um projeto de lei espec&#237;fico (PL 4308/2024) tramita no Congresso para regulamentar stablecoins, exigindo autoriza&#231;&#227;o do BC para emiss&#227;o atrelada a moedas estrangeiras e reservas 100% lastreadas. O autor do PL, Dep. Aureo Ribeiro, argumenta que uma regula&#231;&#227;o clara <strong>&#8220;mitigaria riscos e colocaria o Brasil em posi&#231;&#227;o de lideran&#231;a financeira global, atraindo investimentos e promovendo inclus&#227;o&#8221;</strong>. Em suma, h&#225; um esfor&#231;o coordenado entre Executivo, BC e Legislativo para enquadrar as stablecoins tanto via normas infralegais quanto em lei formal.</p><p>Com esse pano de fundo hist&#243;rico, fica evidente por que a CP 124/2025 &#233; t&#227;o importante: ela conecta os pontos entre o c&#226;mbio tradicional e o mundo cripto, sinalizando que n&#227;o haver&#225; dois universos paralelos. A seguir, analisamos tr&#234;s camadas de impacto dessa proposta &#8211; do imediato (sobre empresas do setor), passando pelo desenho regulat&#243;rio e competitividade, at&#233; as consequ&#234;ncias estruturais para a soberania monet&#225;ria e os trilhos financeiros digitais do pa&#237;s.</p><div><hr></div><h2>&#127754;Tr&#234;s graus de impacto</h2><h3>1&#186; Grau &#8212; Opera&#231;&#227;o sob eFX: o &#8220;atalho&#8221; some, o compliance sobe</h3><p>No curto prazo, a presta&#231;&#227;o de servi&#231;os com stablecoins para fins internacionais passa a seguir o mesmo trilho do c&#226;mbio. Isso significa licenciamento obrigat&#243;rio: quem hoje intermedeia remessas com stablecoins ter&#225; de ser institui&#231;&#227;o autorizada pelo Banco Central ou operar acoplado a uma. Os fluxos em reais migram para conta de dep&#243;sito exclusiva do prestador de eFX, com liquida&#231;&#227;o por opera&#231;&#227;o de c&#226;mbio formal, inclusive durante a fase de transi&#231;&#227;o de quem estiver se regularizando. A rastreabilidade se torna integral, com reporte mensal ampliado ao regulador e c&#243;digos de finalidade espec&#237;ficos para identificar essas remessas. Na ponta do cliente, o custo passa a espelhar o do c&#226;mbio tradicional, com divulga&#231;&#227;o do Valor Efetivo Total. O escopo do eFX tamb&#233;m se amplia para cobrir transfer&#234;ncias ligadas a investimentos no Brasil e no exterior at&#233; um teto por transa&#231;&#227;o. O efeito l&#237;quido &#233; o fim da zona cinzenta operacional: aumenta o custo de compliance e cai a arbitragem regulat&#243;ria, em troca de seguran&#231;a jur&#237;dica e previsibilidade.</p><h3>2&#186; Grau &#8212; Mercado e regula&#231;&#227;o: campo nivelado e disputa de trilhos</h3><p>Em um segundo n&#237;vel, a proposta integra de vez o universo cripto ao per&#237;metro financeiro oficial, reduzindo incentivos &#224; arbitragem entre &#8220;mundo cripto&#8221; e &#8220;mundo FX&#8221;. Stablecoins deixam de ser um canal paralelo e passam a competir com produtos banc&#225;rios regulados, como dep&#243;sitos tokenizados, sob regras compar&#225;veis de custo, transpar&#234;ncia e controles de KYC/AML. A competi&#231;&#227;o volta a se dar por produto, experi&#234;ncia e pre&#231;o, e n&#227;o por brechas de regula&#231;&#227;o. A padroniza&#231;&#227;o de autoriza&#231;&#227;o, conta exclusiva, VET e granularidade informacional facilita coopera&#231;&#227;o entre &#243;rg&#227;os e qualifica as estat&#237;sticas cambiais e de capitais. No plano internacional, o Brasil se alinha a pr&#225;ticas que integram stablecoins sem proibi-las, preservando a inova&#231;&#227;o dentro de um per&#237;metro prudencial claro. Para os players j&#225; regulados, o ambiente fica mais leg&#237;vel para escalar; para os demais, a estrat&#233;gia passa a ser acoplar-se a institui&#231;&#245;es autorizadas ou buscar licen&#231;a plena.</p><h3>3&#186; Grau &#8212; Estrutural e macro: soberania, estat&#237;stica cambial e trilhos digitais do Real</h3><p>Na camada estrutural, o enquadramento cambial fecha rotas informais de sa&#237;da e entrada via stablecoins e melhora a capacidade do Estado de medir e gerir fluxos em moeda estrangeira, condi&#231;&#227;o b&#225;sica para pol&#237;tica cambial e monet&#225;ria eficaz. A combina&#231;&#227;o de conta exclusiva, reporte recorrente e codifica&#231;&#227;o de finalidades reduz opacidade e facilita o enforcement sobre il&#237;citos financeiros sem sufocar a inova&#231;&#227;o. Ao permitir eFX ligado a investimentos e ao padronizar o reporte, o pa&#237;s prepara o terreno para interoperabilidade gradual entre solu&#231;&#245;es tokenizadas, incluindo stablecoins reguladas, dep&#243;sitos tokenizados e, adiante, c&#226;mbio direto tokenizado no varejo e no atacado. O movimento &#233; simultaneamente defensivo, ao proteger a base monet&#225;ria do avan&#231;o de uma dolariza&#231;&#227;o digital fora do radar, e habilitador, ao criar trilhos digitais para que o real circule em redes globais sob governan&#231;a dom&#233;stica. Se bem calibrado, esse redesenho tende a refor&#231;ar a soberania monet&#225;ria e a abrir espa&#231;o para que o real dispute relev&#226;ncia nos novos trilhos de liquida&#231;&#227;o 24/7, mantendo a inova&#231;&#227;o acoplada ao interesse p&#250;blico.</p><div><hr></div><h3>Refer&#234;ncias externas recomendadas</h3><ul><li><p><strong><a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2467716">Projeto de Lei 4308/2024 (C&#226;mara dos Deputados)</a></strong> &#8211; Texto legislativo em an&#225;lise que regulamenta o mercado de stablecoins no Brasil. O PL exige autoriza&#231;&#227;o do Banco Central para emiss&#227;o de stablecoins lastreadas em moeda estrangeira (enquadrando-as como opera&#231;&#227;o de c&#226;mbio), reserva integral de valor e monitoramento contra lavagem de dinheiro, refor&#231;ando a responsabilidade e transpar&#234;ncia nesse mercado emergente.</p></li><li><p><strong><a href="https://portaldobitcoin.uol.com.br/stablecoins-ja-tiram-depositos-dos-bancos-e-ameacam-politica-monetaria-diz-campos-neto/">&#8220;Stablecoins tiram dep&#243;sitos dos bancos e amea&#231;am pol&#237;tica monet&#225;ria, diz Campos Neto&#8221; (Portal do Bitcoin)</a></strong> &#8211; Reportagem que resume as declara&#231;&#245;es de Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC, sobre o impacto das stablecoins na economia tradicional. Campos Neto alerta que a populariza&#231;&#227;o das stablecoins j&#225; reduz dep&#243;sitos banc&#225;rios e enfraquece a transmiss&#227;o da pol&#237;tica monet&#225;ria, servindo como alternativa de poupan&#231;a em d&#243;lar digital e ampliando a dolariza&#231;&#227;o em pa&#237;ses emergentes. Uma leitura essencial para entender os riscos macroecon&#244;micos percebidos pelas autoridades.</p></li><li><p><strong><a href="https://finsidersbrasil.com.br/criptoativos/stablecoins-trazem-oportunidades-a-bancos-e-fintechs-mas-e-preciso-superar-barreiras/">Finsiders: Stablecoins trazem oportunidades a bancos e fintechs, mas tamb&#233;m h&#225; riscos</a> </strong>&#8211; An&#225;lise aprofundada (publicada em jul/2025) sobre as stablecoins, abordando tanto seu potencial revolucion&#225;rio (pagamentos globais 24/7, integra&#231;&#227;o financeira internacional) quanto os riscos e desafios. O texto destaca preocupa&#231;&#245;es do BIS sobre fuga de capitais e soberania, a falta de transpar&#234;ncia de algumas stablecoins e os esfor&#231;os regulat&#243;rios em curso. Tamb&#233;m traz perspectivas da ind&#250;stria nacional, equilibrando otimismo com cautela informada. Um panorama abrangente para situar o Brasil no contexto das tend&#234;ncias globais de moedas est&#225;veis.</p></li></ul><div><hr></div><h3>&#128279; Sinais do Sistema</h3><p>Tr&#234;s links que refor&#231;am (ou tensionam) a conversa:</p><ul><li><p>&#128270; <a href="https://www.ft.com/content/2d7983fd-7529-4984-8d3c-73cb87e6e12c">SWIFT lan&#231;a blockchain pr&#243;pria</a>: A rede global de mensagens financeiras vai testar um ledger para liquida&#231;&#227;o tokenizada com bancos como BofA, Citi e NatWest &#8212; sinal de que o &#8220;mundo dos trilhos&#8221; tradicionais est&#225; se movendo para on-chain.</p></li><li><p>&#9881;&#65039; <a href="https://www.ecb.europa.eu/press/intro/news/html/ecb.mipnews251002.en.html">Digital Euro ganha fornecedores:</a> O BCE selecionou provedores para cinco componentes do euro digital na fase de prepara&#231;&#227;o &#8212; passo concreto de engenharia e governan&#231;a para um CBDC utiliz&#225;vel</p></li><li><p>&#128065;&#65039;&#128488;&#65039; <a href="https://gfmag.com/transaction-banking/bofa-leverages-genai-to-enhance-services/">GenAI no core banc&#225;rio</a>: O Bank of America ampliou o uso de IA generativa em tesouraria e atendimento corporativo (AskGPS e insights de mercados), sinalizando produtividade e &#8220;assistentes&#8221; internos como vantagem competitiva.</p></li></ul><div><hr></div><h3>&#128172; E a&#237;, o que voc&#234; viu?</h3><p>O que mais te chamou aten&#231;&#227;o nessa edi&#231;&#227;o? Me conta aqui nos coment&#225;rios ou por DM. Se curtir, compartilhe com algu&#233;m que constr&#243;i o futuro da economia digital.</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://news.trendfi.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Entenda como a tecnologia est&#225; reescrevendo o sistema financeiro. Assine a TrendFi.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#010 CVM se mantém agnóstica quanto a tecnologia na nova CVM 88]]></title><description><![CDATA[A CVM prometeu e a CVM cumpriu!]]></description><link>https://news.trendfi.com.br/p/010-cvm-se-mantem-agnostica-quanto</link><guid isPermaLink="false">https://news.trendfi.com.br/p/010-cvm-se-mantem-agnostica-quanto</guid><dc:creator><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></dc:creator><pubDate>Tue, 21 Oct 2025 00:51:39 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/96c2852c-5ead-4e3f-aa3e-c1a2041fdb53_1200x644.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>A CVM prometeu e a CVM cumpriu! Chegou a Consulta P&#250;blica mais aguardada do ano ap&#243;s o an&#250;ncio do BACEN pela n&#227;o utiliza&#231;&#227;o de blockchain na pr&#243;xima fase do Drex. O mercado, pelos corredores dos eventos setoriais estava aguardando ansiosamente. N&#227;o que a tokeniza&#231;&#227;o ou a utiliza&#231;&#227;o de blockchain sejam proibidos em crowdfunding, mas porque sem um direcionamento claro normatizado a chance dos grandes players entrarem diminui.</p><p>E essa clareza veio logo no Edital da consulta p&#250;blica, em seu cap&#237;tulo 7, p&#225;ginas 26 e 27:</p><p><em>Diversos valores mobili&#225;rios distribu&#237;dos via crowdfunding, especialmente t&#237;tulos de securitiza&#231;&#227;o,podem ser representados como tokens utilizando tecnologia de registro distribu&#237;do (DLT), inclusive para controle de titularidade de valores mobili&#225;rios. O Parecer de Orienta&#231;&#227;o CVM n&#186; 40/2022 esclarece que,independentemente da tecnologia utilizada, os ativos que se enquadram como valores mobili&#225;rios est&#227;o integralmente sujeitos &#224; regulamenta&#231;&#227;o aplic&#225;vel.</em></p><p><em>A Minuta A mant&#233;m a vis&#227;o agn&#243;stica em rela&#231;&#227;o &#224; tecnologia empregada pelas plataformas para representar os valores mobili&#225;rios ofertados, bem como para realizar suas obriga&#231;&#245;es regulat&#243;rias, esclarecendo que o uso de DLT pelas plataformas n&#227;o altera suas obriga&#231;&#245;es regulat&#243;rias nem mitiga responsabilidades (art. 36, par&#225;grafo &#250;nico).</em></p><p><em>A CVM convida coment&#225;rios sobre eventuais ajustes &#224; norma para comportar o uso de DLT em opera&#231;&#245;es de crowdfunding, bem como sobre a conveni&#234;ncia de incluir fatores de risco tecnol&#243;gicos ou outras informa&#231;&#245;es pertinentes nos anexos de informa&#231;&#245;es essenciais da oferta.</em></p><p>Ou seja, sem mant&#233;m agn&#243;stica quanto a tecnologia implementada, n&#227;o haver&#225; supress&#227;o de responsabilidades ou obriga&#231;&#245;es. Logo, n&#227;o prev&#234; a desintermedia&#231;&#227;o, mas gostaria de escutar da sociedade sobre o tema.</p><p>Com ou sem blockchain seguimos abaixo com a an&#225;lise da Consulta P&#250;blica e a proposta de uma nova resolu&#231;&#227;o.</p><div><hr></div><h3>&#128204; Introdu&#231;&#227;o</h3><p>A CVM - Comiss&#227;o de Valores Mobili&#225;rios, colocou em consulta p&#250;blica uma nova regra que revoga e substitui a Resolu&#231;&#227;o 88, atualizando o regime de ofertas via plataformas de investimento participativo. A proposta elimina o teto de receita bruta do emissor, recalibra limites de capta&#231;&#227;o conforme o tipo de emissor, moderniza o mercado secund&#225;rio com possibilidade de recompra pelo emissor e ajusta salvaguardas ao investidor. O objetivo declarado &#233; manter o crowdfunding como um regime modular, proporcional ao risco e complementar ao regime F&#193;CIL, evitando arbitragens e preservando prote&#231;&#227;o ao investidor.</p><h3>Contexto</h3><p>Desde 2023, o crowdfunding passou a ser amplamente utilizado em opera&#231;&#245;es de securitiza&#231;&#227;o, inclusive com uso de DLT e emiss&#245;es em forma de token, ap&#243;s of&#237;cios que reconheceram essa possibilidade. O volume captado cresceu de forma acelerada e a concentra&#231;&#227;o em certificados de receb&#237;veis tornou evidentes lacunas da norma atual. A consulta responde a esse deslocamento do mercado ao ampliar o rol de emissores e instrumentos, trazendo para dentro do regime companhias securitizadoras registradas, produtores rurais pessoas naturais e cooperativas agropecu&#225;rias, al&#233;m de suprimir o teto de receita para sociedades empres&#225;rias n&#227;o registradas. Em paralelo, a proposta migra o limite do investidor de varejo do modelo &#8220;global&#8221; para &#8220;por plataforma&#8221;, autoriza a recomposi&#231;&#227;o de capital ao permitir o reinvestimento do principal recebido no mesmo ano sem consumir o teto e encurta o per&#237;odo de arrependimento de cinco para dois dias. H&#225;, ainda, um redesenho do regime informacional: anexos espec&#237;ficos por tipo de emissor, refor&#231;o de transpar&#234;ncia sobre inadimpl&#234;ncia e a cria&#231;&#227;o de um relat&#243;rio anual padronizado de desempenho das ofertas, aumentando comparabilidade entre plataformas e disciplina competitiva. No relacionamento com o ecossistema, admite-se distribui&#231;&#227;o por conta e ordem por intermedi&#225;rios tradicionais, e o secund&#225;rio &#233; reestruturado com elimina&#231;&#227;o do conceito de &#8220;investidor ativo&#8221; e previs&#227;o de recompra, condicionada a regras de equidade, metodologia objetiva e disclosure pr&#233;vio.</p><h3>Tr&#234;s graus de impacto</h3><p><strong>1 - Impacto imediato: opera&#231;&#227;o e experi&#234;ncia do investidor</strong> No curto prazo, a opera&#231;&#227;o tende a ficar mais simples para plataformas e investidores. A troca do limite &#8220;global&#8221; por limite &#8220;por plataforma&#8221;, combinada &#224; possibilidade de reinvestir o principal recebido no mesmo ano sem consumir o teto, reduz atrito cadastral e reconciliat&#243;rio entre players, diminui erros de controle e acelera a execu&#231;&#227;o das ofertas. A redu&#231;&#227;o do prazo de arrependimento para dois dias encurta o ciclo de liquida&#231;&#227;o sem eliminar o direito de reflex&#227;o do investidor. A abertura para acordos de distribui&#231;&#227;o por conta e ordem com institui&#231;&#245;es do sistema de distribui&#231;&#227;o amplia capilaridade comercial e deve levar o produto a p&#250;blicos que hoje n&#227;o transitam pelas plataformas.</p><p><strong>2 - Mercado e regula&#231;&#227;o: liquidez, comparabilidade e disciplina</strong> No m&#233;dio prazo, o conjunto de medidas fortalece liquidez, comparabilidade e disciplina de mercado. A elimina&#231;&#227;o do &#8220;investidor ativo&#8221; e a possibilidade de recompra pelo emissor, desde que previstas na oferta e ancoradas em crit&#233;rios objetivos e divulga&#231;&#227;o pr&#233;via, tendem a organizar o p&#243;s-oferta e a criar expectativas mais claras de sa&#237;da para investidores. O novo relat&#243;rio anual padronizado de desempenho, com hist&#243;rico de adimplemento e eventos de liquidez, aumenta a transpar&#234;ncia, facilita a an&#225;lise de risco e induz concorr&#234;ncia por qualidade operacional. Para securitizadoras, o teto de R$ 50 milh&#245;es por patrim&#244;nio separado, ajustes de lock-up e de valor m&#237;nimo, al&#233;m do regime de transi&#231;&#227;o para registro e a integra&#231;&#227;o com as regras de securitiza&#231;&#227;o, acomodam a realidade das ofertas tokenizadas sem perder rastreabilidade.</p><p><strong>3 - Sist&#234;mico e inova&#231;&#227;o: agro no radar, securitiza&#231;&#227;o integrada e trilhos proporcionais</strong> No horizonte estrutural, a reforma amplia o acesso a capital e especializa o regime por segmento. A entrada do produtor rural pessoa f&#237;sica, com CPR-F e garantias m&#237;nimas, e das cooperativas agropecu&#225;rias, com CPR-F, CDCA e nota comercial, aproxima o varejo do agroneg&#243;cio e diversifica fontes de funding al&#233;m do cr&#233;dito banc&#225;rio tradicional. A supress&#227;o do teto de receita e a calibra&#231;&#227;o de tetos por oferta: R$ 25 milh&#245;es para sociedades empres&#225;rias e cooperativas, R$ 50 milh&#245;es para securitizadoras registradas e R$ 2,5 milh&#245;es por safra para produtor rural, preservam proporcionalidade de risco e desincentivam migra&#231;&#245;es indevidas entre o crowdfunding e o regime F&#193;CIL. Somada &#224; distribui&#231;&#227;o por conta e ordem e ao refor&#231;o informacional, a medida d&#225; trilhos regulat&#243;rios mais claros para a securitiza&#231;&#227;o e a tokeniza&#231;&#227;o no varejo, com expectativa de maior capilaridade, competi&#231;&#227;o e efici&#234;ncia ao longo do tempo.</p><div><hr></div><h3>&#128279; Sinais do Sistema</h3><p>Tr&#234;s links que refor&#231;am (ou tensionam) a conversa:</p><ul><li><p><strong><a href="https://valorinveste.globo.com/blogs/gustavo-cunha/coluna/cripto-mira-um-mercado-de-quatrilhoes.ghtml">Cripto mira um mercado de quatrilh&#245;es</a></strong>: A tese de que a tokeniza&#231;&#227;o e as infraestruturas on-chain miram um TAM medido pela soma de mercados gigantes (d&#237;vida, a&#231;&#245;es, derivativos) volta ao centro do debate. A leitura sugere foco em infraestrutura, liquidez e mecanismos de forma&#231;&#227;o de pre&#231;o &#8212; com DEXs de derivativos e trilhos institucionais ganhando tra&#231;&#227;o &#8212; e convida a separar &#8220;narrativa&#8221; de &#8220;execu&#231;&#227;o&#8221;: onde j&#225; h&#225; produto/mercado e onde ainda &#233; hip&#243;tese. Por <a href="https://www.linkedin.com/in/gustavo-c-s-cunha/">Gustavo Costa e Silva Cunha</a></p></li><li><p><strong><a href="https://www.citigroup.com/global/insights/stablecoins-2030">Stablecoins 2030 de Web3 a Wall Street:</a></strong> O Citi revisa as proje&#231;&#245;es de emiss&#227;o de stablecoins para <strong>US$ 1,9 tri (base)</strong> e <strong>US$ 4,0 tri (bull)</strong> at&#233; 2030 e sugere que, com <strong>velocidade de 50x</strong>, elas poderiam dar suporte a algo como <strong>US$ 100 tri</strong> em volume transacionado (base). O banco v&#234; <strong>conviv&#234;ncia</strong> entre stablecoins, <strong>dep&#243;sitos tokenizados</strong> e <strong>CBDCs</strong>, e aposta que o <strong>turnover de &#8220;bank tokens&#8221;</strong> pode <strong>superar o de stablecoins</strong> at&#233; 2030 &#8212; especialmente para tesourarias corporativas que buscam programabilidade com salvaguardas banc&#225;rias.</p></li><li><p><strong><a href="https://www.cbsnews.com/news/ibm-hsbc-quantum-computing-bond-trading/">HSBC + IBM: salto qu&#226;ntico no mercado de bonds corporativos (RFQ)</a></strong>: Em teste de negocia&#231;&#227;o de t&#237;tulos, o HSBC afirma ter obtido <strong>34% de melhora</strong> nas previs&#245;es algor&#237;tmicas de pre&#231;o ao combinar computa&#231;&#227;o cl&#225;ssica com o processador qu&#226;ntico <strong>IBM Heron</strong>: apontado como o primeiro <strong>&#8220;world-first&#8221;</strong> pr&#225;tico no setor para <strong>bond trading</strong>. A tese: ganhos de acur&#225;cia e velocidade em mercados OTC podem se traduzir em <strong>margens maiores e mais liquidez</strong>, acelerando a ado&#231;&#227;o de t&#233;cnicas qu&#226;nticas em fluxos de precifica&#231;&#227;o e execu&#231;&#227;o.</p></li></ul><div><hr></div><h3>&#128172; E a&#237;, o que voc&#234; viu?</h3><p>O que mais te chamou aten&#231;&#227;o nessa edi&#231;&#227;o? Me conta aqui nos coment&#225;rios ou por DM. Se curtir, compartilhe com algu&#233;m que constr&#243;i o futuro da economia digital.</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://news.trendfi.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Entenda como a tecnologia est&#225; reescrevendo o sistema financeiro. Assine a TrendFi.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#009 Quando o Robô Fecha a Conta]]></title><description><![CDATA[Entre as muitas &#8220;buzzwords&#8221; do momento, poucas me instigam tanto quanto a ideia de m&#225;quinas fazendo neg&#243;cios entre si.]]></description><link>https://news.trendfi.com.br/p/009-quando-o-robo-fecha-a-conta</link><guid isPermaLink="false">https://news.trendfi.com.br/p/009-quando-o-robo-fecha-a-conta</guid><dc:creator><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></dc:creator><pubDate>Tue, 21 Oct 2025 00:50:16 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/d321179c-0576-4c40-a268-1cd8dbd541d0_1200x644.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Entre as muitas &#8220;buzzwords&#8221; do momento, poucas me instigam tanto quanto a ideia de m&#225;quinas fazendo neg&#243;cios entre si. Enquanto boa parte do notici&#225;rio se prende a den&#250;ncias, manipula&#231;&#245;es de bots e promessas vazias de IA, prefiro desviar do ru&#237;do e observar o que realmente est&#225; mudando a estrutura do sistema financeiro. N&#227;o sou engenheiro de hardware nem evangelista de apocalipse rob&#243;tico, mas me fascina o que acontece quando tiramos o humano do meio do pagamento e colocamos c&#243;digos, tokens e contratos inteligentes em seu lugar.</p><p>Nesta edi&#231;&#227;o 9&#170; edi&#231;&#227;o da TrendFi mergulho na <strong>Economia das M&#225;quinas em A&#231;&#227;o</strong>, mostrando como o protocolo AP2 da Google abre caminho para agentes aut&#244;nomos comprarem por n&#243;s. Explico o contexto dos <em>mandatos de inten&#231;&#227;o</em> e de carrinho, o por que as grandes bandeiras e exchanges se alinharam em torno desse padr&#227;o e o sobre seu real impacto que vai al&#233;m de acionar um assistente para comprar t&#234;nis. Tamb&#233;m conecto o AP2 a iniciativas que parecem distantes, como os tokens banc&#225;rios que permitem m&#225;quinas pagarem umas &#224;s outras offline e a avalanche de tokeniza&#231;&#227;o de ativos. Se as &#250;ltimas edi&#231;&#245;es sobre a <a href="https://www.linkedin.com/pulse/jp-morgan-o-banco-mais-ambicioso-da-web3-sth%C3%A9fano-cordeiro-ngyff/">Estrat&#233;gia do JP Morgan para Web3</a> ou <a href="https://www.linkedin.com/pulse/tokeniza%C3%A7%C3%A3o-de-a%C3%A7%C3%B5es-e-etfs-acelera-sem-pedir-licen%C3%A7a-cordeiro-cvnhf">Tokeniza&#231;&#227;o de A&#231;&#245;es</a> te tirou da zona de conforto, prepare-se para uma conversa ainda mais provocativa sobre o momento em que rob&#244;s passam de consumidores a atores econ&#244;micos.</p><div><hr></div><h3>&#128204; Introdu&#231;&#227;o</h3><p>A Google acaba de lan&#231;ar o <em>Agent Payments Protocol</em> (AP2), um protocolo aberto para que agentes baseados em IA possam comprar servi&#231;os em nome dos usu&#225;rios. O an&#250;ncio, feito no <a href="https://cloud.google.com/blog/products/ai-machine-learning/announcing-agents-to-payments-ap2-protocol">blog da empresa</a> em 16 de setembro de 2025, foi acompanhado por mais de 60 parceiros: de bandeiras de cart&#227;o a grandes varejistas e fintechs. A ideia &#233; criar uma especifica&#231;&#227;o comum que permita que quaisquer tipos de agentes, como: modelos generativos, bots de varejo, assistentes do celular ou dispositivos industriais, conversem com <em>gateways</em>, emissores e estabele&#231;am responsabilidades. Como esse movimento pode alterar o mercado de pagamentos? A seguir analisamos o lan&#231;amento e o pano de fundo de pagamentos entre m&#225;quinas.</p><h3>O que &#233; o AP2?</h3><p>O protocolo define tr&#234;s grandes pilares:</p><ul><li><p>Autoriza&#231;&#227;o: o consumidor precisa conceder ao agente um mandato de inten&#231;&#227;o (Intent Mandate), documento digital assin&#225;vel que d&#225; permiss&#227;o para pesquisar produtos e iniciar pedidos. Em seguida, na hora de fechar a compra, um mandato de carrinho (Cart Mandate) finaliza itens, pre&#231;o e condi&#231;&#245;es. Para compras totalmente automatizadas &#233; necess&#225;rio detalhar limites de valor e condi&#231;&#245;es de compra; o objetivo &#233; deixar rastros audit&#225;veis.</p></li><li><p>Autenticidade: as mensagens trocadas entre agentes e provedores s&#227;o assinadas criptograficamente, garantindo que o pedido veio do agente autorizado e n&#227;o foi adulterado.</p></li><li><p>Accountability: cada transa&#231;&#227;o tem documenta&#231;&#227;o que deixa claro quem &#233; respons&#225;vel em caso de falha, disputas ou fraude.</p></li></ul><p>A especifica&#231;&#227;o &#233; agn&#243;stica ao meio de pagamento. Ela cobre cart&#245;es de cr&#233;dito/d&#233;bito, transfer&#234;ncias banc&#225;rias em tempo real e stablecoins. A Google, a Coinbase e a MetaMask anunciaram uma extens&#227;o chamada A2A x402 para integrar o protocolo de remessas em criptomoedas (x402) ao AP2, permitindo pagamentos com stablecoins. O projeto ainda cita como colaboradores American Express, Mastercard, PayPal, Ant International, Airwallex, Revolut, Salesforce e outros.</p><p>Exemplos ilustram o potencial: um agente poderia planejar uma viagem, consultar diferentes prestadores e, com o aval do usu&#225;rio, reservar voo, hotel e transporte em uma s&#243; instru&#231;&#227;o. Outro exemplo envolve compras programadas; o usu&#225;rio determina um limite de pre&#231;o ou condi&#231;&#245;es (por exemplo, adquirir t&#234;nis quando houver promo&#231;&#227;o), e o agente executa a compra com base nesse mandato.</p><h3>O estado da arte dos pagamentos m&#225;quina a m&#225;quina</h3><p>O AP2 surge em um contexto mais amplo de pagamentos entre m&#225;quinas (M2M). Projetos recentes apontam para a digitaliza&#231;&#227;o da moeda banc&#225;ria e a necessidade de pagamentos offline. Um cons&#243;rcio alem&#227;o formado pela DG Nexolution, DZ Bank, Festo e Giesecke+Devrient desenvolveu um prot&#243;tipo em que m&#225;quinas com carteiras digitais armazenam tokens de dinheiro e podem transacionar entre si sem conex&#227;o &#224; internet. Esses deposit tokens ou Commercial Bank Money Tokens (CBMTs) s&#227;o representa&#231;&#245;es digitais de dep&#243;sitos banc&#225;rios em blockchain, permitindo transa&#231;&#245;es program&#225;veis e seguras. Cada banco emite seus tokens e eles interoperam com os de outros bancos, possibilitando pagamentos r&#225;pidos e sem intermedi&#225;rios. A solu&#231;&#227;o traz pagamentos via Ethernet, Bluetooth ou NFC e &#233; crucial para ambientes remotos ou de alta seguran&#231;a.</p><p>Os especialistas afirmam que essas capacidades offline s&#227;o necess&#225;rias porque m&#225;quinas em movimento, em cadeias de suprimentos ou &#225;reas industriais podem ficar sem conex&#227;o. Ao armazenar fundos de forma segura em carteiras offline, dispositivos conseguem pagar autonomamente, garantindo continuidade das opera&#231;&#245;es. Programas de pay&#8209;per&#8209;use e licenciamento baseado em uso tornam&#8209;se poss&#237;veis com tokeniza&#231;&#227;o. Essa abordagem pode complementar o AP2, que foca nas regras de autoriza&#231;&#227;o e comunica&#231;&#227;o; juntos, os protocolos de pagamentos entre agentes e tokens banc&#225;rios permitem transa&#231;&#245;es automatizadas em contextos online e offline.</p><div><hr></div><h2>Tr&#234;s graus de impacto</h2><h3>1 - Impacto imediato: prova de conceito e ades&#227;o das big techs</h3><p>A Google leva vantagem ao propor um padr&#227;o open source que j&#225; nasce apoiado por redes de cart&#245;es, bancos e criptoparceiros. A ades&#227;o r&#225;pida garante interoperabilidade entre players. Para as empresas, o protocolo facilita integrar assistentes e LLMs aos seus sistemas de pagamento, reduzindo custos de integra&#231;&#227;o. J&#225; os consumidores se beneficiam de experi&#234;ncias mais fluidas: fazer reservas, comprar insumos ou renovar assinaturas poder&#225; ocorrer por voz ou chat com seguran&#231;a. A exig&#234;ncia de mandat&#225;rios (Intent Mandate e Cart Mandate) cria barreiras contra fraudes, mas pode exigir educa&#231;&#227;o dos usu&#225;rios.</p><h3>2 - Mercado e regula&#231;&#227;o: ajustes para um mundo de agentes</h3><p>No m&#233;dio prazo, carteiras digitais, gateways e adquirentes ter&#227;o de adaptar seus sistemas para aceitar mandatos digitais e garantir a autenticidade das mensagens. Com mais de 60 parceiros, a press&#227;o por normaliza&#231;&#227;o regulat&#243;ria aumentar&#225;. A integra&#231;&#227;o com stablecoins e tokens banc&#225;rios coloca ag&#234;ncias reguladoras diante de quest&#245;es de cust&#243;dia, lavagem de dinheiro e prote&#231;&#227;o ao consumidor. Autoridades como a FCA j&#225; est&#227;o <a href="https://www.slaughterandmay.com/insights/financial-regulation-weekly-bulletin/financial-regulation-weekly-bulletin-18-september-2025/#:~:text=,17%20September%202025">discutindo aplicar o Handbook a atividades de criptoativos</a> e receber&#227;o coment&#225;rios sobre sua consulta p&#250;blica at&#233; novembro de 2025. O Banco da Inglaterra, por sua vez, defende exerc&#237;cios conjuntos de resili&#234;ncia operacional e alerta para a ado&#231;&#227;o de criptografia resistente a computadores qu&#226;nticos, requisito relevante para manter a seguran&#231;a dos mandatos digitais.</p><h3>3 - Sist&#234;mico e inova&#231;&#227;o: economia program&#225;vel</h3><p>A converg&#234;ncia entre o AP2 e iniciativas como CBMTs projeta uma economia program&#225;vel. M&#225;quinas poder&#227;o contratar servi&#231;os umas das outras, pagar por uso e at&#233; negociar hor&#225;rios de produ&#231;&#227;o ou consumo de energia. Tokeniza&#231;&#227;o de dep&#243;sitos, stablecoins e credenciais descentralizadas possibilitam liquida&#231;&#227;o instant&#226;nea e smart contracts autom&#225;ticos. O ecossistema tende a se conectar a outras infraestruturas abertas, como open banking e open data, ampliando a competi&#231;&#227;o e a personaliza&#231;&#227;o. Ao mesmo tempo, surgem riscos sist&#234;micos: falhas em modelos de IA podem gerar compras indesejadas; ataques a carteiras offline podem comprometer cadeias industriais. Reguladores precisar&#227;o equilibrar inova&#231;&#227;o e seguran&#231;a, talvez exigindo auditorias constantes e limites din&#226;micos para agentes.</p><div><hr></div><h3>&#128279; Sinais do Sistema</h3><p>Tr&#234;s links que refor&#231;am (ou tensionam) a conversa:</p><ul><li><p><a href="https://www.nasdaq.com/newsroom/qa-nasdaqs-new-proposal-tokenized-securities">Nasdaq prop&#245;e tokenizar a&#231;&#245;es e ETPs</a> &#8211; Em 8 de setembro, a bolsa norte-americana apresentou &#224; SEC um pedido para permitir que membros e investidores tokenizem a&#231;&#245;es e fundos negociados em bolsa (ETPs) listados no Nasdaq. A proposta prev&#234; um modelo h&#237;brido em que o investidor escolhe liquidar em forma tradicional ou tokenizada; a compensa&#231;&#227;o seria feita pela Depository Trust Corporation (DTC) e os tokens manteriam o mesmo CUSIP e direitos das a&#231;&#245;es originais. A iniciativa busca integrar ativos digitais &#224; infraestrutura existente, preservando estabilidade e prote&#231;&#227;o ao investidor.</p></li><li><p><a href="https://portaldobitcoin.uol.com.br/blackrock-quer-tokenizar-etfs-em-nova-aposta-no-mercado-financeiro-digital/#:~:text=A%20tokeniza%C3%A7%C3%A3o%20possibilita%20criar%20vers%C3%B5es,primeiros%20testes%20com%20fundos%20do">BlackRock quer tokenizar ETFs</a> &#8211; Segundo fontes do Bloomberg, a maior gestora de ativos do mundo estuda levar ETFs lastreados em a&#231;&#245;es para a blockchain. A tokeniza&#231;&#227;o permitiria negocia&#231;&#227;o 24 horas, acesso global e uso desses ativos como garantia em redes de criptomoedas. A aposta vem ap&#243;s o sucesso do fundo tokenizado BlackRock USD Institutional Digital Liquidity (BUIDL), que distribuiu mais de US$ 2 milh&#245;es em dividendos em quatro meses. Larry Fink, CEO da BlackRock, afirma que &#8220;todos os ativos poder&#227;o ser tokenizados&#8221;, mas reconhece desafios regulat&#243;rios e operacionais.</p></li><li><p><a href="https://br.cointelegraph.com/news/debt-tokenization-in-brazil-cvm-evaluates-limit-review">CVM revisar&#225; limites para tokeniza&#231;&#227;o de d&#237;vidas</a> &#8211; A Comiss&#227;o de Valores Mobili&#225;rios brasileira abrir&#225;, at&#233; o fim de setembro, consulta p&#250;blica para revisar a Resolu&#231;&#227;o 88, que regula o crowdfunding de investimentos. O objetivo &#233; aumentar o limite de capta&#231;&#227;o e a receita das empresas e incluir novos participantes. O mercado de tokens de d&#237;vida cresceu de R$ 7 milh&#245;es em 2022 para R$ 1,35 bilh&#227;o em 2024 e j&#225; supera R$ 2,2 bilh&#245;es em 2025. Propostas em discuss&#227;o sugerem elevar a receita do emissor para R$ 250 milh&#245;es e permitir capta&#231;&#245;es de at&#233; R$ 150 milh&#245;es; tamb&#233;m se discute liberar recursos antes de atingir dois ter&#231;os da oferta e dispensar agente fiduci&#225;rio quando a plataforma supervisionar a opera&#231;&#227;o.</p></li></ul><div><hr></div><h3>&#128172; E a&#237;, o que voc&#234; viu?</h3><p>O lan&#231;amento do AP2 demonstra que pagamentos entre m&#225;quinas deixar&#227;o de ser um conceito futurista para tornar&#8209;se infraestrutura. As iniciativas de tokeniza&#231;&#227;o e resili&#234;ncia mostram que o setor financeiro vive um momento de constru&#231;&#227;o de pilares t&#233;cnicos e regulat&#243;rios para a economia de agentes. <strong>Voc&#234; confiaria um or&#231;amento mensal a um assistente ou rob&#244;?</strong></p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://news.trendfi.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Entenda como a tecnologia est&#225; reescrevendo o sistema financeiro. Assine a TrendFi.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#008 BC endurece regras e projeta nova era de segurança no Pix]]></title><description><![CDATA[Agosto e setembro ficaram marcados por uma enxurrada de epis&#243;dios de seguran&#231;a no sistema financeiro.]]></description><link>https://news.trendfi.com.br/p/008-bc-endurece-regras-e-projeta</link><guid isPermaLink="false">https://news.trendfi.com.br/p/008-bc-endurece-regras-e-projeta</guid><dc:creator><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></dc:creator><pubDate>Tue, 21 Oct 2025 00:48:38 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/8b19d11a-3fbf-4aeb-b7a4-511c0956113b_1200x644.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Agosto e setembro ficaram marcados por uma enxurrada de epis&#243;dios de seguran&#231;a no sistema financeiro. N&#227;o foram fraudes no varejo ou vazamentos isolados, mas ataques coordenados que perfuraram centenas de milh&#245;es nas carteiras digitais e reavivaram velhos fantasmas. O Banco Central entrou em campo para controlar a narrativa &#8212; e para reposicionar a disputa.</p><p>Na live do dia 5/9, o recado foi expl&#237;cito: a farra acabou. Ao impor um limite de R$&#8239;15&#8239;mil por transa&#231;&#227;o para institui&#231;&#245;es sem autoriza&#231;&#227;o e exigir capital m&#237;nimo de R$&#8239;15&#8239;milh&#245;es para os provedores de tecnologia, o BC avisa que a nova corrida pela inova&#231;&#227;o ter&#225; crit&#233;rios de entrada claros. Para uns, &#233; o come&#231;o de um cerco que sufoca players menores; para outros, &#233; o in&#237;cio de uma grande limpeza de reputa&#231;&#245;es. Em vez de demonizar fintechs, o regulador diz que &#8220;todos s&#227;o v&#237;timas&#8221; e que a quest&#227;o &#233; de governan&#231;a, e n&#227;o de modelo de neg&#243;cio.</p><p>No pano de fundo, h&#225; um contrapeso: a ascens&#227;o do open finance e da IA preditiva. Enquanto o BC endurece as regras, milh&#245;es de consumidores testam servi&#231;os que combinam dados compartilhados, personaliza&#231;&#227;o e economia de juros. A mensagem impl&#237;cita &#233; que inova&#231;&#227;o e seguran&#231;a n&#227;o s&#227;o antag&#244;nicas, mas inevit&#225;veis no mesmo tabuleiro. Nossa leitura: em vez de olhar apenas a superf&#237;cie do limite de R$&#8239;15&#8239;mil, observe como os players se movimentar&#227;o para elevar seus padr&#245;es de compliance e capturar novas oportunidades de tokeniza&#231;&#227;o e cr&#233;dito. Afinal, as grandes disrup&#231;&#245;es surgem sempre nos intervalos entre a press&#227;o regulat&#243;ria e a fome de mercado.</p><div><hr></div><h3>&#128204; Introdu&#231;&#227;o</h3><p>A mais recente edi&#231;&#227;o da <strong>TrendFi</strong> abre com um alerta de ciberseguran&#231;a. Na &#250;ltima sexta&#8209;feira (05 de Set 2025), o Banco Central do Brasil (BC) <a href="https://www.youtube.com/watch?v=CBlaIAP7SeY">convocou uma live extraordin&#225;ria</a> ap&#243;s tr&#234;s hacks que desviaram pelo menos R$ 1,7 bilh&#227;o em dois meses e expuseram mais de 48 milh&#245;es de chaves Pix. O presidente Gabriel Gal&#237;polo procurou apagar o inc&#234;ndio antes que virasse p&#226;nico: reconheceu que &#8220;<a href="https://finsidersbrasil.com.br/regulamentacao/bc-decide-reforcar-seguranca-do-sfn-faria-lima-e-fintechs-sao-vitimas-diz-presidente/#:~:text=As%20medidas%20de%20seguran%C3%A7a%20anunciadas,acordo%20com%20o%20pr%C3%B3prio%20BC">Faria Lima e fintechs s&#227;o v&#237;timas</a>&#8221; e prometeu refor&#231;ar a blindagem da infraestrutura financeira. Para isso, o BC publicou um pacote de resolu&#231;&#245;es (BCB 494 a 498) que altera de imediato a rotina de institui&#231;&#245;es de pagamento (IPs) e provedores de servi&#231;os de tecnologia da informa&#231;&#227;o (PSTIs).</p><div><hr></div><h3>O que as resolu&#231;&#245;es 494 &#8211; 498 mudam</h3><p><strong>Limite de R$ 15 mil por opera&#231;&#227;o</strong> &#8211; As Resolu&#231;&#245;es BCB 496 e 497 imp&#245;em um teto de R$ 15 mil por Pix ou TED para IPs sem autoriza&#231;&#227;o pr&#233;via ou que acessem o Sistema de Pagamentos Brasileiro via PSTI n&#227;o credenciado. A restri&#231;&#227;o vale imediatamente e s&#243; &#233; suspensa se a institui&#231;&#227;o e o seu PSTI provarem controles de seguran&#231;a adequados; h&#225; a possibilidade de suspens&#227;o tempor&#225;ria por at&#233; 90 dias quando o participante atesta mecanismos m&#237;nimos. O BC justificou que 99 % das transfer&#234;ncias corporativas ficam abaixo desse valor e a m&#233;dia para pessoas f&#237;sicas &#233; de R$ 3,7 mil, de modo que a maioria dos usu&#225;rios n&#227;o sentir&#225; impacto.</p><p><strong>Obrigatoriedade de autoriza&#231;&#227;o</strong> &#8211; A Resolu&#231;&#227;o BCB 494 antecipa para 31 de maio de 2026 o prazo para que todas as IPs obtenham autoriza&#231;&#227;o do BC (antes o limite era 2029). A partir de agora n&#227;o &#233; permitido iniciar opera&#231;&#245;es sem essa autoriza&#231;&#227;o, e quem tiver o pedido negado deve cessar atividades em at&#233; 30 dias. O pedido precisa informar endere&#231;o f&#237;sico &#8211; coworkings ou escrit&#243;rios virtuais n&#227;o s&#227;o mais aceitos. A mudan&#231;a atinge cerca de 160 institui&#231;&#245;es que ainda aguardam na fila de autoriza&#231;&#227;o.</p><p><strong>Exclus&#227;o de cooperativas e institui&#231;&#245;es de pequeno porte como &#8220;respons&#225;veis&#8221;</strong> &#8211; Somente bancos dos segmentos S1 a S4, que re&#250;nem as institui&#231;&#245;es de maior porte, poder&#227;o ser respons&#225;veis por IPs n&#227;o autorizadas no arranjo Pix. Cooperativas de cr&#233;dito e institui&#231;&#245;es do segmento S5 ficam de fora e ter&#227;o 120 dias para ajustar contratos.</p><p><strong>Requisitos para PSTIs</strong> &#8211; A Resolu&#231;&#227;o BCB 498 cria um regramento espec&#237;fico para provedores de servi&#231;os de tecnologia da informa&#231;&#227;o. Eles passam a ter capital m&#237;nimo de R$ 15 milh&#245;es, devem designar diretores espec&#237;ficos para seguran&#231;a da informa&#231;&#227;o, ciberseguran&#231;a, gest&#227;o de riscos, compliance e gest&#227;o de crises, e precisam comprovar anualmente o cumprimento desses requisitos. Atualmente existem nove PSTIs &#8211; sete ativos e dois homologados &#8211; que ter&#227;o quatro meses para se ajustar &#224; nova regula&#231;&#227;o.</p><div><hr></div><h3>1- Impacto imediato (1&#186; grau)</h3><p>O primeiro efeito das resolu&#231;&#245;es &#233; <strong>operacional</strong>. IPs n&#227;o autorizadas e fintechs que usam PSTIs n&#227;o credenciados veem suas opera&#231;&#245;es de transfer&#234;ncia limitadas a R$ 15 mil. Embora 99 % das transa&#231;&#245;es das empresas j&#225; estejam abaixo desse valor, alguns segmentos de varejo e B2B ter&#227;o de escalonar grandes pagamentos ou procurar institui&#231;&#245;es devidamente autorizadas. Para as IPs que ainda aguardam na fila do BC, a redu&#231;&#227;o do prazo de autoriza&#231;&#227;o cria uma corrida contra o rel&#243;gio: pedidos precisam ser protocolados at&#233; maio de 2026 e eventuais negativas obrigar&#227;o o encerramento das atividades em 30 dias. Os PSTIs, por sua vez, ter&#227;o de refor&#231;ar capital e estruturas de governan&#231;a em quatro meses; para plataformas menores, a exig&#234;ncia de R$ 15 milh&#245;es pode inviabilizar o modelo de neg&#243;cio.</p><h3>2 - Impactos de mercado e regula&#231;&#227;o (2&#186; grau)</h3><p>Num horizonte de meses, as medidas devem <strong>realocar o tr&#225;fego de pagamentos</strong>. Os limites for&#231;ar&#227;o fintechs n&#227;o autorizadas a transferir clientes para grandes bancos ou a buscar parcerias com PSTIs credenciados. Como cooperativas de cr&#233;dito e institui&#231;&#245;es de pequeno porte n&#227;o poder&#227;o mais ser respons&#225;veis pelos participantes do Pix, a concentra&#231;&#227;o de contas em players de segmentos maiores tende a aumentar, reduzindo a competi&#231;&#227;o no curto prazo. A exig&#234;ncia de endere&#231;o f&#237;sico e a proibi&#231;&#227;o de coworkings aprofundam o escrut&#237;nio regulat&#243;rio sobre startups que antes operavam de forma mais flex&#237;vel. Ao mesmo tempo, a possibilidade de suspens&#227;o do limite para quem comprovar controles de seguran&#231;a cria um incentivo claro ao investimento em infraestrutura cibern&#233;tica e certifica&#231;&#245;es independentes.</p><h3>3 - Efeito sist&#234;mico e inova&#231;&#227;o (3&#186; grau)</h3><p>A longo prazo, as resolu&#231;&#245;es podem <strong>reposicionar o ecossistema de pagamentos brasileiro</strong>. Ao subir a r&#233;gua de capital e governan&#231;a dos PSTIs, o BC sinaliza que a interconex&#227;o ao Sistema de Pagamentos Brasileiro n&#227;o &#233; trivial: exige recursos, gest&#227;o de riscos e compromisso com a seguran&#231;a cibern&#233;tica. Isso pode afastar aventureiros, mas tamb&#233;m estimula novas tecnologias de detec&#231;&#227;o de fraudes. Na pr&#243;pria live, Gal&#237;polo lembrou que bancos e fintechs s&#227;o v&#237;timas e defendeu a moderniza&#231;&#227;o das ferramentas de monitoramento. Em paralelo, figuras como o ex&#8209;presidente do BC Roberto Campos Neto, hoje no Nubank, preveem que algoritmos preditivos e intelig&#234;ncia artificial tornar&#227;o o sistema mais seguro. A press&#227;o regulat&#243;ria combinada com a ascens&#227;o do open finance deve impulsionar a integra&#231;&#227;o entre bancos tradicionais e fintechs. O resultado prov&#225;vel &#233; uma infraestrutura mais robusta, com menos brechas para hackers, por&#233;m mais seletiva com novos entrantes. O risco &#233; que o aumento de capital m&#237;nimo e as barreiras regulat&#243;rias afastem inovadores menores e concentrem o mercado, dificultando a concorr&#234;ncia.</p><div><hr></div><h3>&#128279; Sinais do Sistema</h3><p>Tr&#234;s links que refor&#231;am (ou tensionam) a conversa:</p><ul><li><p><strong><a href="https://finsidersbrasil.com.br/eventos/ia-preditiva-vai-melhorar-seguranca-do-sistema-financeiro-diz-campos-neto/#:~:text=A%20capacidade%20preditiva%20da%20Intelig%C3%AAncia,recursos%20ser%20automatizada%20com%20IA">IA preditiva e open finance ganham for&#231;a</a></strong> &#8211; Roberto Campos Neto defendeu que algoritmos preditivos e intelig&#234;ncia artificial v&#227;o melhorar a seguran&#231;a do sistema financeiro e que a tokeniza&#231;&#227;o n&#227;o avan&#231;a sem dados abertos.</p></li><li><p><a href="https://br.cointelegraph.com/news/drex-in-review-pix-hacks-force-bc-to-review-innovation-agenda">Drex em segundo plano</a> - Canaliza&#231;&#227;o de recursos para mitigar vulnerabilidades de seguran&#231;a do Pix deixar&#225; o restante da agenda de inova&#231;&#227;o do Banco Central em segundo plano.</p></li><li><p><a href="https://br.cointelegraph.com/news/citi-brasil-pix-global-tokenization-stablecoins">Brasil &#233; refer&#234;ncia do Citi para cria&#231;&#227;o de &#8216;Pix Global&#8217;</a> - Tokeniza&#231;&#227;o e stablecoins fornecem a infraestrutura necess&#225;ria para cria&#231;&#227;o de um sistema global de pagamentos 24/7, mas regula&#231;&#227;o ainda &#233; entrave.</p></li></ul><div><hr></div><h3>&#128172; E a&#237;, o que voc&#234; viu?</h3><p>E voc&#234;, acha que a trava de R$ 15 mil vai proteger o sistema ou sufocar a inova&#231;&#227;o? Compartilhe esta edi&#231;&#227;o e participe da conversa.</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://news.trendfi.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Entenda como a tecnologia est&#225; reescrevendo o sistema financeiro. Assine a TrendFi.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#007 Tokenização de Ações e ETFs Acelera sem Pedir Licença]]></title><description><![CDATA[Entre manchetes sobre fraudes e investiga&#231;&#245;es, o mercado financeiro brasileiro voltou &#224;s p&#225;ginas policiais.]]></description><link>https://news.trendfi.com.br/p/007-tokenizacao-de-acoes-e-etfs-acelera</link><guid isPermaLink="false">https://news.trendfi.com.br/p/007-tokenizacao-de-acoes-e-etfs-acelera</guid><dc:creator><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></dc:creator><pubDate>Tue, 21 Oct 2025 00:47:34 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/32da9685-50d8-43d6-b6cc-fbfbf92a8cc1_1200x644.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Entre manchetes sobre fraudes e investiga&#231;&#245;es, o mercado financeiro brasileiro voltou &#224;s p&#225;ginas policiais. Em vez de surfar na onda de comentaristas de ocasi&#227;o, prefiro reconhecer meus limites: ciberseguran&#231;a e crime financeiro exigem um dom&#237;nio t&#233;cnico que n&#227;o me proponho a ter. Acredito, sim, que blockchain e privacidade podem reduzir esses desvios, mas essa &#233; uma conversa para outro momento.</p><p>Nesta s&#233;tima edi&#231;&#227;o, voltamos ao que a TrendFi faz de melhor: detectar os sinais de transforma&#231;&#227;o antes de virarem senso comum. Trago uma pesquisa original sobre a tokeniza&#231;&#227;o na bolsa de valores &#8211; quem j&#225; est&#225; tokenizando, quais ativos est&#227;o sendo replicados em blockchain e por que isso importa para o futuro do mercado. De iniciativas globais como o ecossistema xStocks e os mercados institucionais da Aave e Ondo ao papel pioneiro de Bee4 e Liqi no Brasil, mapeio as for&#231;as que est&#227;o aproximando Wall Street do DeFi.</p><p>Se a &#250;ltima edi&#231;&#227;o sobre <a href="https://www.linkedin.com/pulse/jp-morgan-o-banco-mais-ambicioso-da-web3-sth%C3%A9fano-cordeiro-ngyff/?trackingId=bb5mwuWGQK%2BtK3RG98ARYw%3D%3D">a estrat&#233;gia Web3 do JP Morgan</a> te provocou, prepare-se para mais uma leitura cheia de insights.</p><div><hr></div><h3>&#128204; Introdu&#231;&#227;o</h3><p>A corrida para levar as grandes empresas de Wall Street para o blockchain virou avalanche. Em quest&#227;o de semanas, diversas plataformas anunciaram <strong>a&#231;&#245;es e ETFs tokenizados</strong> que podem ser comprados e vendidos 24/7, diretamente da carteira de cripto. O movimento ganhou tra&#231;&#227;o com <strong>parcerias envolvendo exchanges globais (Kraken, Bybit, KuCoin, Bitget e Robinhood)</strong>, a <strong>adop&#231;&#227;o de or&#225;culos de dados em tempo real pela </strong><a href="https://www.linkedin.com/company/chainlink-labs/">Chainlink Labs</a> e o <strong>lan&#231;amento de mercados institucionais como o Horizon da </strong><a href="https://www.linkedin.com/company/aavelabs/">Aave Labs</a>. No Brasil, enquanto o sandbox da CVM criou a <strong>Bee4</strong> que transforma pequenas empresas em cases de IPO tokenizado, Liqi fecha acordos bilion&#225;rios e a <strong>CVM</strong> prepara normas para ampliar o mercado.</p><p>A seguir, destrinchamos os principais an&#250;ncios dos &#250;ltimos 360 dias e como eles reposicionam o mercado de capitais.</p><div><hr></div><h3>Linha do tempo da tokeniza&#231;&#227;o (&#250;ltimos 12 meses)</h3><ul><li><p><strong><a href="https://cryptoslate.com/chainlink-launches-real-time-us-equities-data-stream-on-37-blockchains/#:~:text=Chainlink%20has%20introduced%20a%20new,directly%20onto%20blockchain%20networks">Ago/24: Chainlink Data Streams</a></strong> &#8211; A rede de or&#225;culos passou a fornecer pre&#231;os de <strong>a&#231;&#245;es e ETFs dos EUA</strong> com atualiza&#231;&#227;o sub&#8209;segundo para 37 blockchains. As streams combinam dados de diversas fontes, s&#227;o assinadas criptograficamente e permitem pausar negocia&#231;&#245;es fora do hor&#225;rio regular, habilitando derivativos e tokens sint&#233;ticos com garantia de integridade;</p></li><li><p><strong><a href="https://br.cointelegraph.com/news/bee4-opens-the-year-with-first-blockchain-ipo-regulated-by-the-cvm-in-2025">Fev/25: Bee4 realiza primeiro IPO em blockchain</a></strong> &#8211; A <strong>Bee4</strong>, participante do sandbox de tokeniza&#231;&#227;o da CVM, realizou o <strong>primeiro IPO totalmente em blockchain</strong> no Brasil. A startup <strong>Roda Conveni&#234;ncia</strong>, l&#237;der em mini-mercados aut&#244;nomos, tornou&#8209;se a quinta empresa listada na Bee4 e a primeira com distribui&#231;&#227;o conjunta pelas corretoras Genial Investimentos e Ita&#250; Private Bank. O mercado Bee4 aceita empresas com faturamento entre R$ 10 e 300 milh&#245;es e possibilita que pequenas e m&#233;dias empresas realizem IPOs e negociem suas a&#231;&#245;es;</p></li><li><p><strong><a href="https://aave.com/blog/horizon-launch">Mar/25: Aave lan&#231;a o mercado Horizon</a></strong> &#8211; O protocolo DeFi inaugurou o <strong>Horizon</strong>, mercado de empr&#233;stimos para investidores institucionais onde &#233; poss&#237;vel depositar <strong>ativos do mundo real (RWA)</strong>, como t&#237;tulos do Tesouro ou CLOs AAA, e tomar stablecoins. A opera&#231;&#227;o conta com curadoria de gestores de risco e dados de NAV fornecidos pela Chainlink e abre caminho para o uso produtivo de RWAs dentro do DeFi;</p></li><li><p><strong><a href="https://www.infomoney.com.br/business/liqi-e-xdc-firmam-acordo-bilionario-para-tokenizar-ativos-de-credito-no-brasil/#:~:text=de%20Investimento%20em%20Direitos%20Credit%C3%B3rios,para%20os%20pr%C3%B3ximos%2090%20dias">Abr/25: Liqi &amp; XDC</a></strong> &#8211; A brasileira <a href="https://www.linkedin.com/company/liqibr/">Liqi Digital Assets</a> firmou acordo para emitir <strong>US$ 500 milh&#245;es</strong> em RWAs na blockchain XDC, incluindo cr&#233;dito privado, CRIs/CRAs, deb&#234;ntures e ativos imobili&#225;rios. O objetivo &#233; criar uma alternativa moderna aos FIDCs, com mais liquidez e transpar&#234;ncia; a primeira emiss&#227;o estava prevista para ocorrer em 90 dias;</p></li><li><p><a href="https://bee4.com.br/blog/bee4-licenca-cvm-mercado-de-balcao/">Abr/25: BEE4 Alcan&#231;a licen&#231;a definitiva da CVM</a> - A empresa conseguiu a licen&#231;a para atua&#231;&#227;o no mercado de balc&#227;o organizado, aliado a licen&#231;a de deposit&#225;ria central, permitir&#225; que sua atua&#231;&#227;o como ambiente de mercado regulado para a negocia&#231;&#227;o de produtos de renda fixa e vari&#225;vel, como deb&#234;ntures, notas comerciais e a&#231;&#245;es, focando primariamente em valores mobili&#225;rios de PMEs</p></li><li><p><strong><a href="https://www.seudinheiro.com/2025/criptomoedas/kraken-lanca-acoes-tokenizadas-de-empresas-dos-eua-para-clientes-internacionais-nvidia-tesla-e-apple-estao-na-lista-gcsb/">Mai/25: Kraken expande a&#231;&#245;es tokenizadas</a></strong> &#8211; A exchange Kraken passou a oferecer <strong>mais de 50 a&#231;&#245;es e ETFs tokenizados</strong>, emitidos pela Backed, com negocia&#231;&#227;o 24/7 para clientes fora dos EUA. Os tokens, chamados de <strong>xStocks</strong>, s&#227;o emitidos na Solana e podem ser resgatados por dinheiro na propor&#231;&#227;o 1:1. A Kraken informou ao WSJ que trabalha com reguladores para garantir a legalidade em cada pa&#237;s;</p></li><li><p><strong><a href="https://www.prnewswire.com/news-releases/backeds-xstocks-go-live-today-on-bybit-kraken-and-solana-defi-302494374.html">Jun/25: xStocks ao vivo</a></strong> &#8211; A su&#237;&#231;a <a href="https://www.linkedin.com/company/backed-finance/">Backed Finance AG</a> lan&#231;ou oficialmente o <strong>xStocks</strong>, plataforma de a&#231;&#245;es tokenizadas, com <strong>mais de 60 a&#231;&#245;es e ETFs</strong> (Apple, Amazon, Microsoft, S&amp;P 500 ETF etc.) dispon&#237;veis em <strong>Bybit, Kraken</strong> e aplicativos DeFi na Solana. Os tokens t&#234;m lastro 1:1 em a&#231;&#245;es custodiadas, s&#227;o negociados 24/7 e utilizam a infraestrutura da Chainlink para pre&#231;os e prova de reservas;</p></li><li><p><strong><a href="https://www.globenewswire.com/news-release/2025/07/09/3112532/0/en/Bitget-Integrates-xStocks-to-Bring-Wall-Street-to-Web3-with-Tokenized-Stocks-on-Onchain.html">Jul/25: Bitget Onchain integra xStocks</a></strong> &#8211; A exchange <a href="https://www.linkedin.com/company/bitget-global/">Bitget</a> adicionou <a href="https://www.linkedin.com/company/xstocksfi/">xStocks</a> &#224; sua plataforma <strong>Onchain</strong>, permitindo que clientes negociem a&#231;&#245;es como <strong>TSLAX (Tesla), NVDAX (Nvidia), MSTRX (MicroStrategy), SPYX (ETF S&amp;P 500), CRCLX (Circle) e AAPLX (Apple)</strong> diretamente de suas contas, com liquida&#231;&#227;o imediata e sem necessidade de carteiras externas. A CEO Gracy Chen definiu o movimento como parte da converg&#234;ncia entre CeFi e DeFi, em que cripto, a&#231;&#245;es e finan&#231;as tradicionais coexistem;</p></li><li><p><strong><a href="https://www.prnewswire.com/news-releases/kucoin-launches-xstocks-delivering-a-one-stop-access-point-to-top-global-tokenized-equities-for-the-worlds-most-extensive-crypto-user-base-302508700.html">Jul/25: KuCoin une&#8209;se &#224; xStocks</a></strong> &#8211; A exchange KuCoin anunciou a listagem de xStocks e tornou&#8209;se membro da <strong>xStocks Alliance</strong>. O primeiro lote inclui <strong>SPYx (ETF S&amp;P 500), CRCLx (Circle), TSLAX (Tesla), MSTRx (MicroStrategy) e NVDAX (Nvidia)</strong>, todos lastreados 1:1 por a&#231;&#245;es depositadas em bancos regulados e emitidos na <strong>blockchain Solana</strong> A KuCoin destacou que a plataforma serve mais de 41 milh&#245;es de usu&#225;rios em mais de 200 pa&#237;ses e que os tokens ser&#227;o acompanhados por prova de reservas via Chainlink;</p></li><li><p><strong><a href="https://www.coinspeaker.com/pt/cvm-planeja-aumentar-limites-de-tokenizacao-via-crowdfunding/#:~:text=,prevista%20para%20ocorrer%20at%C3%A9%20setembro">Ago/25: CVM anuncia nova resolu&#231;&#227;o</a></strong> &#8211; A Comiss&#227;o de Valores Mobili&#225;rios (CVM) informou que prepara uma resolu&#231;&#227;o para <strong>ampliar o limite de capta&#231;&#227;o e o n&#250;mero de participantes</strong> autorizados a emitir valores mobili&#225;rios tokenizados. A proposta inclui permitir que securitizadoras, produtores rurais, cooperativas e empresas maiores participem de ofertas de tokens, indo al&#233;m do limite de R$ 15 milh&#245;es vigente;</p></li><li><p><strong><a href="https://www.ledgerinsights.com/world-federation-of-exchanges-says-tokenized-stocks-are-mimics/">Ago/25: Cr&#237;ticas dos reguladores</a></strong> &#8211; A <strong>World Federation of Exchanges (WFE)</strong> enviou carta ao SEC, ESMA e IOSCO alertando que a&#231;&#245;es tokenizadas s&#227;o &#8220;<strong>mimics</strong>&#8221; que n&#227;o atingem os padr&#245;es de prote&#231;&#227;o ao investidor. A entidade apontou que ofertas de Robinhood, Kraken, Bybit e Republic s&#227;o derivativos ou empr&#233;stimos com risco de liquidez e arbitragem regulat&#243;ria, e defendeu que os tokens deveriam seguir o modelo de a&#231;&#245;es negociadas em mercados organizados;</p></li><li><p><strong><a href="https://blog.ondo.finance/global-markets/">Set/25: Ondo GM</a> </strong>&#8211; A <a href="https://www.linkedin.com/company/ondo-finance/">Ondo Finance</a>, ap&#243;s apontar que modelos de a&#231;&#245;es tokenizadas sofrem com falta de liquidez (um ativo da Apple tinha apenas US$ 195 de profundidade para slippage de 2% e negociava 14,92% acima do pre&#231;o, anunciou o lan&#231;amento do <strong>Ondo GM</strong>, plataforma que permitir&#225; cunhar tokens de a&#231;&#245;es e ETFs norte&#8209;americanos de forma instant&#226;nea e com acesso direto &#224; liquidez de bolsas tradicionais. An&#250;ncio feito em 22/08 via X (Twitter).</p></li></ul><div><hr></div><h2>Estrat&#233;gias e impactos</h2><h3>Expans&#227;o global do xStocks</h3><p>O modelo da <strong>Backed Finance</strong> &#233; baseado em <strong>cust&#243;dia 1:1</strong> e emiss&#227;o de tokens lastreados em a&#231;&#245;es de companhias de capital aberto e ETFs. Ao integrar&#8209;se com grandes exchanges (Bybit, Kraken, KuCoin, Bitget) e com protocolos DeFi como <strong>Kamino</strong>, <strong>Raydium</strong> e <strong>Jupiter</strong>, a empresa criou um ecossistema que permite usar a&#231;&#245;es tokenizadas como colateral, prover liquidez em AMMs e realizar empr&#233;stimos descentralizados. O ponto central da estrat&#233;gia &#233; <strong>permitir negocia&#231;&#227;o cont&#237;nua, liquidez instant&#226;nea e uso program&#225;vel das a&#231;&#245;es</strong>, algo invi&#225;vel no mercado tradicional. A ades&#227;o da <strong>Chainlink</strong> como provedor oficial de dados e prova de reservas confere confian&#231;a e transpar&#234;ncia adicional.</p><p>O impacto imediato &#233; ampliar o acesso a a&#231;&#245;es e ETFs para investidores de regi&#245;es onde o acesso &#224;s bolsas norte&#8209;americanas &#233; limitado. Usu&#225;rios podem comprar fra&#231;&#245;es de a&#231;&#245;es com stablecoins e utiliz&#225;&#8209;las em aplica&#231;&#245;es DeFi para obter rendimento, diversificar portfolios ou contrair empr&#233;stimos. Para as exchanges, os tokens abrem um novo fluxo de receita e fortalecem a proposta de &#8220;<strong>super&#8209;app de ativos</strong>&#8221; &#8212; negocia&#231;&#227;o de cripto e a&#231;&#245;es num &#250;nico lugar.</p><p>No entanto, o modelo ainda enfrenta desafios. <strong>Reguladores</strong> questionam a natureza jur&#237;dica dos tokens &#8212; muitos funcionam como <strong>contratos de d&#237;vida ou derivativos</strong>, n&#227;o concedendo direitos de voto, e dependem da solv&#234;ncia das SPVs que mant&#234;m as a&#231;&#245;es em cust&#243;dia. A carta da WFE exp&#245;e temores de liquidez insuficiente e arbitragem regulat&#243;ria. Al&#233;m disso, os tokens s&#227;o oferecidos apenas fora dos EUA e alguns pa&#237;ses por quest&#245;es regulat&#243;rias.</p><h3>Or&#225;culos e infraestrutura de dados</h3><p>A <strong>Chainlink</strong> desempenha papel decisivo ao prover <strong>Data Streams de a&#231;&#245;es e ETFs</strong> com lat&#234;ncia sub&#8209;segundo e verifica&#231;&#227;o de assinaturas, permitindo que contratos inteligentes calculem valores de NAV e executem liquida&#231;&#245;es autom&#225;ticas. A integra&#231;&#227;o com o <strong>Cross&#8209;Chain Interoperability Protocol (CCIP)</strong> e com o <strong>Proof of Reserve</strong> abre caminho para que tokens possam migrar para diversas blockchains mantendo a garantia de que h&#225; a&#231;&#245;es reais depositadas. Esse padr&#227;o de infraestrutura &#233; essencial para escalar a tokeniza&#231;&#227;o sem repetir problemas de or&#225;culos lentos e manipula&#231;&#245;es de pre&#231;o.</p><h3>DeFi institucional e liquidez</h3><p>O <strong>Horizon</strong> da <strong>Aave</strong> e o <strong>Ondo GM</strong> apontam para o mesmo destino: <strong>unir o mercado de capitais ao DeFi</strong>. O Horizon permite que investidores qualificados depositem t&#237;tulos do Tesouro, CLOs e outros RWAs para tomar stablecoins, com gest&#227;o de risco e informa&#231;&#245;es de pre&#231;o fornecidas por or&#225;culos J&#225; a Ondo identificou que modelos existentes sofrem com liquidez fraca &#8212; um token de Apple tinha apenas US$ 195 de profundidade e pre&#231;o 14,92% acima do justo &#8212; e prop&#244;s um servi&#231;o em que a cunhagem e o resgate de a&#231;&#245;es tokenizadas &#233; instant&#226;nea, usando liquidez da pr&#243;pria bolsa para assegurar pre&#231;o e arbitragem eficiente.</p><p>Com esses modelos, o DeFi deixa de depender exclusivamente de criptoativos vol&#225;teis e passa a ancorar&#8209;se em ativos com fluxo de caixa real. A expectativa &#233; que stablecoins e protocolos de empr&#233;stimo passem a aceitar a&#231;&#245;es tokenizadas como colateral, abrindo novas estrat&#233;gias de arbitragem e hedge.</p><h3>Panorama brasileiro</h3><p>O Brasil ainda n&#227;o possui a&#231;&#245;es de grandes empresas listadas em blockchains p&#250;blicas, mas o pa&#237;s <strong>desponta como laborat&#243;rio de tokeniza&#231;&#227;o</strong>. A <strong>Bee4</strong> oferece um mercado regulado para PMEs emitirem e negociarem a&#231;&#245;es tokenizadas: em fevereiro, a Roda Conveni&#234;ncia levantou recursos via IPO em blockchain, tornando&#8209;se a quinta companhia listada na plataforma. A Bee4 atende empresas com faturamento de R$ 10 a 300 milh&#245;es, permitindo que captem recursos com menor custo e que investidores comprem fra&#231;&#245;es de neg&#243;cios promissores.</p><p>A <strong>Liqi</strong>, por sua vez, firmou acordo de US$ 500 milh&#245;es com a XDC Network para tokenizar cr&#233;dito, d&#237;vida corporativa e ativos imobili&#225;rios. O mercado brasileiro j&#225; mobiliza cerca de R$ 440 bilh&#245;es em tokeniza&#231;&#227;o, especialmente em modelos de crowdfunding, e a CVM prepara nova resolu&#231;&#227;o para aumentar os limites de capta&#231;&#227;o e incluir securitizadoras, cooperativas e produtores rurais. Ao mesmo tempo, a revista Infomoney <a href="https://www.infomoney.com.br/onde-investir/de-reproducao-humana-a-moteis-investimentos-tokenizados-passam-de-r-1-bi-no-brasil/#:~:text=Empresas%20brasileiras%20%E2%80%9Ctokenizaram%E2%80%9D%20pouco%20mais,estacionamentos%20e%20d%C3%ADvidas%20de%20mot%C3%A9is">registrou que empresas brasileiras tokenizaram mais de R$ 1 bilh&#227;o</a> entre 2019 e janeiro de 2024, num total de 6 mil projetos que variam de d&#237;vidas de mot&#233;is a cl&#237;nicas de reprodu&#231;&#227;o assistida.</p><div><hr></div><h3>Conclus&#227;o</h3><p>A &#250;ltima edi&#231;&#227;o da TrendFi mostrou como o <strong>JP Morgan</strong> construiu sua estrat&#233;gia de blockchain ao longo de uma d&#233;cada. Agora assistimos a <strong>uma corrida acelerada para tokenizar a&#231;&#245;es e ETFs</strong>, impulsionada por uma combina&#231;&#227;o de infraestrutura madura (or&#225;culos, cust&#243;dia, cross&#8209;chain), apetite das exchanges e press&#227;o de investidores por acesso global. <strong>xStocks</strong> e iniciativas similares democratizam o acesso e d&#227;o liquidez cont&#237;nua a ativos antes restritos, mas ainda esbarram em quest&#245;es regulat&#243;rias e precisam provar que conseguem replicar com fidelidade o comportamento dos mercados tradicionais.</p><p>No Brasil, a Bee4 e a Liqi colocam o pa&#237;s no mapa das tokeniza&#231;&#245;es de ativos reais, enquanto a CVM se prepara para regularizar e ampliar o escopo de emiss&#245;es.</p><p>A converg&#234;ncia entre <strong>finan&#231;as tradicionais e DeFi</strong> parece inevit&#225;vel, e as a&#231;&#245;es tokenizadas se tornaram o catalisador perfeito. Se os desafios de liquidez, compliance e governan&#231;a forem superados, a promessa de negociar uma fra&#231;&#227;o de Apple a qualquer hora, us&#225;&#8209;la como colateral ou envi&#225;&#8209;la para outra pessoa com a mesma facilidade de um PIX pode mudar para sempre a maneira como investimos.</p><div><hr></div><h3>&#128279; Sinais do Sistema</h3><p>Tr&#234;s links que refor&#231;am (ou tensionam) a conversa:</p><ul><li><p><strong><a href="https://www.ledgerinsights.com/us-dept-of-commerce-to-publish-gdp-data-on-blockchain/#:~:text=On%20Tuesday%20during%20a%20televised,oracles%20to%20distribute%20the%20data">EUA levar&#227;o PIB para blockchain</a></strong> &#8211; O Departamento de Com&#233;rcio dos EUA anunciou que passar&#225; a publicar dados de <strong>PIB e &#237;ndice PCE</strong> diretamente em blockchains, selecionando <strong>Chainlink e Pyth</strong> como or&#225;culos oficiais. A ideia &#233; tornar as estat&#237;sticas econ&#244;micas tamper&#8209;proof e utiliz&#225;veis em smart contracts e mercados de previs&#227;o;</p></li><li><p><strong><a href="https://www.ledgerinsights.com/former-governor-of-chinas-central-bank-raises-novel-concerns-re-stablecoins/">Preocupa&#231;&#245;es com stablecoins </a></strong>&#8211; O ex&#8209;presidente do Banco Central da China, Zhou Xiaochuan, publicou artigo alertando que stablecoins podem ter <strong>efeito multiplicador de moeda</strong>, criando um volume sujeito a risco maior que o valor emitido. Ele defende que a avalia&#231;&#227;o dos pr&#243;s e contras das stablecoins seja mais hol&#237;stica e considere riscos de corrida banc&#225;ria;</p></li><li><p><strong><a href="https://www.ledgerinsights.com/ant-is-using-kinexys-by-jp-morgan-for-real-time-fx-blockchain-settlement/">Ant usa Kinexys para c&#226;mbio 24/7</a></strong> &#8211; A <strong>Ant International</strong>, afiliada da Alipay, tornou&#8209;se uma das primeiras empresas asi&#225;ticas a utilizar a plataforma <strong>Kinexys</strong> da JP Morgan para liquidar c&#226;mbio em tempo real. A solu&#231;&#227;o permite transa&#231;&#245;es em d&#243;lares, euros e libras 24/7, eliminando janelas de corte e aumentando a efici&#234;ncia dos pagamentos cross&#8209;border.</p></li></ul><div><hr></div><h3>&#128172; E a&#237;, o que voc&#234; viu?</h3><p>Qual an&#250;ncio desta edi&#231;&#227;o mais te provoca: o ecossistema xStocks levando Wall Street ao DeFi, a inova&#231;&#227;o dos or&#225;culos da Chainlink, o surgimento do mercado Horizon/Ave GM ou o avan&#231;o brasileiro com Bee4 e Liqi?</p><p>Deixe seu insight nos coment&#225;rios ou mande uma mensagem. Se curtiu, compartilhe com algu&#233;m que precisa saber o que est&#225; sendo construindo no futuro da economia digital.</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://news.trendfi.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Entenda como a tecnologia est&#225; reescrevendo o sistema financeiro. Assine a TrendFi.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#006 JP Morgan - O Banco Mais Ambicioso da Web3]]></title><description><![CDATA[Nesta 6&#170; edi&#231;&#227;o da nossa newsletter trouxe algo diferente: A an&#225;lise da estrat&#233;gia empreendida pelo banco mais valioso do mundo pra se tornar o banco mais atuante da Web3.]]></description><link>https://news.trendfi.com.br/p/006-jp-morgan-o-banco-mais-ambicioso</link><guid isPermaLink="false">https://news.trendfi.com.br/p/006-jp-morgan-o-banco-mais-ambicioso</guid><dc:creator><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></dc:creator><pubDate>Tue, 21 Oct 2025 00:45:50 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/351897a2-185f-4034-a973-b913a0f11e68_1200x644.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Nesta 6&#170; edi&#231;&#227;o da nossa newsletter trouxe algo diferente: A an&#225;lise da estrat&#233;gia empreendida pelo <a href="https://www.suno.com.br/artigos/bancos-mais-valiosos-do-mundo-2025/">banco mais valioso do mundo</a> pra se tornar o banco mais atuante da Web3. Este t&#237;tulo, concedido exclusivamente por mim, no estilo Melhor P&#227;o com Lingui&#231;a da BR, onde as paradas da estrada elegem o seu lanche como o melhor. O meu voto vai para o JP Morgan, pois entre os grandes, ele come&#231;ou h&#225; uma d&#233;cada e vem colecionando iniciativas e estruturas que o permitir&#227;o, sim, ser o maior &#8220;banco&#8221; da era das finan&#231;as tokenizadas.</p><p>Pra voc&#234;s terem uma ideia, o JP Morgan n&#227;o apenas criou sua pr&#243;pria <em>Business Unit</em> pra cuidar do tema blockchain e tokeniza&#231;&#227;o, como j&#225; teve uma &#8220;ag&#234;ncia&#8221; no metaverso. Ele comprou um im&#243;vel virtual na <a href="https://www.linkedin.com/company/decentralandorg/">Decentraland</a> e fez atendimentos ao vivo com os avatares que entrassem e interagissem.</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!JAgU!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb8294fa5-145f-4a70-afff-0312c27c867d_1400x933.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!JAgU!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb8294fa5-145f-4a70-afff-0312c27c867d_1400x933.jpeg 424w, 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data-attrs="{&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/b8294fa5-145f-4a70-afff-0312c27c867d_1400x933.jpeg&quot;,&quot;srcNoWatermark&quot;:null,&quot;fullscreen&quot;:null,&quot;imageSize&quot;:null,&quot;height&quot;:933,&quot;width&quot;:1400,&quot;resizeWidth&quot;:null,&quot;bytes&quot;:null,&quot;alt&quot;:&quot;Conte&#250;do do artigo&quot;,&quot;title&quot;:null,&quot;type&quot;:null,&quot;href&quot;:null,&quot;belowTheFold&quot;:false,&quot;topImage&quot;:true,&quot;internalRedirect&quot;:null,&quot;isProcessing&quot;:false,&quot;align&quot;:null,&quot;offset&quot;:false}" class="sizing-normal" alt="Conte&#250;do do artigo" title="Conte&#250;do do artigo" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!JAgU!,w_424,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb8294fa5-145f-4a70-afff-0312c27c867d_1400x933.jpeg 424w, 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stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a><figcaption class="image-caption"></figcaption></figure></div><p>Para um banco com 225 anos de hist&#243;ria, maior valor de mercado do mundo, poder tentar, errar, pivotar e continuar entregando iniciativas tokenizadas em blockchain p&#250;blicas e privadas, tem que ter muita certeza da sua estrat&#233;gia e do seu alvo. E &#233; isso que vamos estudar nessa edi&#231;&#227;o.</p><div><hr></div><h3>&#128204; Introdu&#231;&#227;o</h3><p>Na &#250;ltima d&#233;cada, o banco norte&#8209;americano <a href="https://www.linkedin.com/company/jpmorgan/">J.P. Morgan</a> transformou&#8209;se num dos atores mais ativos do universo de <strong>blockchain, Web3 e tokeniza&#231;&#227;o</strong>. Desde que estabeleceu um centro de excel&#234;ncia em blockchain, em 2015, o grupo abra&#231;ou a vis&#227;o de que <strong>tecnologias de DLT (livro&#8209;raz&#227;o distribu&#237;do) poderiam reformular as infraestruturas financeiras</strong>. A estrat&#233;gia passa por criar plataformas internas e pilotos p&#250;blicos, participar de cons&#243;rcios internacionais e experimentar modelos de neg&#243;cio baseados em <strong>dep&#243;sitos tokenizados, dinheiro program&#225;vel e liquida&#231;&#227;o at&#244;mica</strong>. Este panorama hist&#243;rico re&#250;ne os an&#250;ncios e iniciativas que fizeram o maior banco do mundo (em marketcap) o banco <strong>mais ambicioso da Web3</strong>.</p><div><hr></div><h3>Linha do tempo de iniciativas</h3><p>A tabela a seguir resume, por ordem cronol&#243;gica, alguns marcos anunciados pela institui&#231;&#227;o e seus parceiros. Os eventos destacam experimentos no financiamento digital, redes de pagamentos transfronteiri&#231;os, criptoativos de varejo, projetos piloto com reguladores e parcerias com empresas de tecnologia e gestores de ativos.</p><ul><li><p>2015 &#8239;&#8211; Cria&#231;&#227;o do Blockchain Center of Excellence, marco inicial das pesquisas internas do banco sobre aplica&#231;&#245;es de DLT;</p></li><li><p>2016&#8239;&#8211; Lan&#231;amento do Quorum, vers&#227;o privada do Ethereum com privacidade e permiss&#227;o de acesso, posteriormente vendida &#224; <a href="https://www.linkedin.com/company/consensys-software-inc/">Consensys</a>;</p></li><li><p>2017&#8239;&#8211; In&#237;cio da Interbank Information Network (IIN), rede blockchain que depois foi rebatizada para Liink e conecta centenas de bancos;</p></li><li><p>2018&#8239;&#8211; Teste de emiss&#227;o de d&#237;vida em blockchain com o <a href="https://www.linkedin.com/company/banquenationaleducanada/">Banque Nationale du Canada</a>, explorando t&#237;tulos digitais;</p></li><li><p>2019&#8239;&#8211; An&#250;ncio da JPM Coin, stablecoin interna resgat&#225;vel 1:1 em d&#243;lares e voltada a clientes institucionais;</p></li><li><p>2020&#8239;&#8211; Lan&#231;amento da marca Onyx e estreia da Onyx Digital Assets, plataforma que oferece liquida&#231;&#227;o instant&#226;nea de opera&#231;&#245;es de recompra (repo) intradi&#225;rias;</p></li><li><p>2021&#8239;&#8211; Parceria com <a href="https://www.linkedin.com/company/dbs-bank/">DBS Bank</a> e <a href="https://www.linkedin.com/company/temasek-holdings/">Temasek</a> para criar a <a href="https://www.linkedin.com/company/partior/">Partior</a>, rede de pagamentos cross&#8209;border que liquida transa&#231;&#245;es em minutos;</p></li><li><p>Nov/2022&#8239;&#8211; Primeira negocia&#231;&#227;o DeFi cross&#8209;border no &#226;mbito do Project&#8239;Guardian, tokenizando dep&#243;sitos em SGD e JPY e realizando c&#226;mbio automatizado na <a href="https://www.linkedin.com/company/polygonlabs/">Polygon Labs</a>;</p></li><li><p>Nov/2022&#8239;&#8211; DBS Bank executa o primeiro repo intradi&#225;rio na Onyx Digital Assets, liquidando opera&#231;&#245;es de recompra via JPM&#8239;Coin;</p></li><li><p>Out/2023&#8239;&#8211; Lan&#231;amento da Tokenized Collateral Network (TCN); BlackRock tokeniza cotas de fundo de mercado monet&#225;rio e as fornece como garantia a Barclays;</p></li><li><p>Out/2023&#8239;&#8211; A JPM Coin passa a processar mais de US$&#8239;1&#8239;bilh&#227;o/dia ap&#243;s incluir transa&#231;&#245;es em euros;</p></li><li><p>Nov/2023&#8239;&#8211; Prova de conceito de tokeniza&#231;&#227;o de carteiras com a gestora Apollo no Project&#8239;Guardian, permitindo personalizar carteiras de clientes e ligando a Onyx a blockchains permissionadas;</p></li><li><p>Nov/2023&#8239;&#8211; Publica&#231;&#227;o de white paper sobre deposit tokens e demonstra&#231;&#227;o do JPM&#8239;Deposit Token (JPMD) em blockchain p&#250;blica;</p></li><li><p>2024&#8239;&#8211; Rebranding de Onyx para Kinexys e expans&#227;o dos servi&#231;os de pagamentos program&#225;veis e da rede Liink;</p></li><li><p>Mai/2025&#8239;&#8211; Primeira transa&#231;&#227;o p&#250;blica de tokeniza&#231;&#227;o de t&#237;tulos do Tesouro usando a Ondo Chain e a infraestrutura <a href="https://www.linkedin.com/company/chainlink-labs/">Chainlink Labs</a>; liquida&#231;&#227;o via contas de dep&#243;sito tokenizadas;</p></li><li><p>Jun/2025&#8239;&#8211; In&#237;cio do piloto do JPM&#8239;Deposit Token (JPMD) na rede Base (layer&#8239;2 da Coinbase); tokens de dep&#243;sito s&#227;o transferidos para a exchange, destinados a clientes institucionais, e podem pagar juros no futuro;</p></li><li><p>Jul/2025&#8239;&#8211; An&#250;ncio de piloto com a <a href="https://www.linkedin.com/company/spglobal/">S&amp;P Global</a> para tokenizar cr&#233;ditos de carbono, visando padroniza&#231;&#227;o e rastreabilidade no mercado volunt&#225;rio;</p></li></ul><div><hr></div><h2>&#127919;Estrat&#233;gia empresarial do JP Morgan na Web3</h2><p>Vamos analisar agora os pilares e direcionadores da estrat&#233;gia do JP Morgan e da sua unidade de neg&#243;cios Kinexys:</p><h3>1 - Construindo infraestrutura pr&#243;pria</h3><p>O hist&#243;rico mostra que o banco n&#227;o se limitou a investir em ativos digitais; ele <strong>construiu as infraestruturas necess&#225;rias</strong> para oper&#225;&#8209;los. O lan&#231;amento do <strong>Quorum</strong> em 2016 revelou sua inten&#231;&#227;o de controlar a tecnologia base, adaptando o Ethereum para requisitos de privacidade e desempenho. Com a consolida&#231;&#227;o das iniciativas sob a marca <strong>Onyx</strong> em 2020 &#8212; agora <strong>Kinexys</strong> &#8212; a institui&#231;&#227;o criou plataformas para pagamentos program&#225;veis (JPM Coin), liquida&#231;&#227;o de <strong>repo</strong> (opera&#231;&#245;es de recompra de t&#237;tulos em que o vendedor se compromete a recomprar o ativo no curto prazo, mecanismo comum para obten&#231;&#227;o de liquidez), registro de obriga&#231;&#245;es e servi&#231;os de confirma&#231;&#227;o de pagamento (Liink). Essa verticaliza&#231;&#227;o permitiu ao banco testar modelos inovadores sem depender de plataformas externas, reduzir custos de liquida&#231;&#227;o e estabelecer&#8209;se como fornecedor de infraestrutura para outros bancos e clientes institucionais.</p><h3>2 - Alinhamento com o DeFi e blockchains p&#250;blicas</h3><p>Embora a maior parte dos pilotos ocorra em redes permissionadas, o JP Morgan tem <strong>explorado ativamente blockchains p&#250;blicas</strong>. A participa&#231;&#227;o no <strong>Project Guardian</strong> em 2022 marcou a primeira vez que um grande banco tokenizou dep&#243;sitos e executou um c&#226;mbio automatizado num protocolo DeFi (<a href="https://www.linkedin.com/company/aavelabs/">Aave Labs</a>) hospedado na rede <a href="https://www.linkedin.com/company/polygonlabs/">Polygon Labs</a>. Em maio de 2025, a institui&#231;&#227;o deu um passo al&#233;m ao <strong>settlement cross&#8209;chain de t&#237;tulos do Tesouro</strong>, conectando a rede Ondo (onde circulavam t&#237;tulos tokenizados) &#224;s contas de dep&#243;sito tokenizadas da Kinexys via <a href="https://www.linkedin.com/company/chainlink-labs/">Chainlink Labs</a>. Segundo <a href="https://www.linkedin.com/in/nelliz/">Nelli Zaltsman</a>, respons&#225;vel pela Kinexys Digital Payments, o teste prepara a infraestrutura para clientes que transacionam ativos em m&#250;ltiplas blockchains, e <a href="https://www.linkedin.com/in/sergeydnazarov/">Sergey Nazarov</a>(Chainlink) afirmou que o experimento sinaliza uma mudan&#231;a estrutural ao remover fronteiras entre ecossistemas.</p><h3>3 - Tokeniza&#231;&#227;o de ativos tradicionais</h3><p>Um pilar da estrat&#233;gia envolve <strong>tokenizar instrumentos financeiros tradicionais</strong> para reduzir fric&#231;&#227;o e aumentar a efici&#234;ncia. O <strong>Tokenized Collateral Network</strong> permite que cotas de fundos de mercado monet&#225;rio sejam usadas como garantia em derivativos, com liquida&#231;&#227;o quase instant&#226;nea. A Onyx Digital Assets permitiu repos intradi&#225;rios e liberou capital ao executar liquida&#231;&#227;o a qualquer hora do dia. Em 2025, a parceria com S&amp;P Global trouxe a mesma l&#243;gica para o mercado de <strong>cr&#233;ditos de carbono</strong>, onde a padroniza&#231;&#227;o e rastreabilidade poderiam aumentar a confian&#231;a num mercado avaliado em mais de US$ 4 bilh&#245;es. A cada projeto, o banco posiciona&#8209;se para ser provedor de &#8220;infraestrutura de tokeniza&#231;&#227;o&#8221; para m&#250;ltiplas classes de ativos.</p><h3>4 - Dep&#243;sitos tokenizados e dinheiro program&#225;vel</h3><p>Outro foco &#233; a <strong>emiss&#227;o de dinheiro nativo de blockchain</strong>. A <strong>JPM Coin</strong>, lan&#231;ada em 2020, permite que clientes institucionais movimentem d&#243;lares e euros de forma instant&#226;nea e program&#225;vel. Em 2023 a moeda movimentava <strong>mais de US$ 1 bilh&#227;o por dia</strong>, e executivos indicaram interesse em uma vers&#227;o para consumidores.</p><p>Al&#233;m das stablecoins banc&#225;rias, o banco est&#225; experimentando <strong>tokens de dep&#243;sito</strong>. Em 2023, a equipe da Kinexys publicou um <strong>paper sobre deposit tokens</strong> e demonstrou a <strong>JPM Deposit Token (JPMD)</strong> em blockchain p&#250;blica. Esses tokens representam dep&#243;sitos em d&#243;lares mantidos em contas banc&#225;rias, funcionam dentro da estrutura regulat&#243;ria existente e, segundo <a href="https://www.linkedin.com/in/naveen-mallela-57811b1/">Naveen Mallela</a>, <strong>podem ser mais escal&#225;veis que stablecoins</strong> porque s&#227;o lastreados por reservas fracion&#225;rias. Em junho de 2025 o banco iniciou um <strong>piloto do JPMD</strong> na <strong>rede Base</strong>, uma segunda camada da Ethereum operada pela Coinbase; uma quantia fixa de tokens seria transferida para a exchange e os clientes institucionais da Coinbase poder&#227;o utiliz&#225;&#8209;los ap&#243;s a fase de testes. Mallela acrescentou que o JPMD poder&#225; pagar <strong>juros aos detentores</strong>, algo que a maioria das stablecoins n&#227;o oferece. Essa iniciativa posiciona o JP Morgan para oferecer &#8220;dinheiro program&#225;vel&#8221; diretamente aos clientes institucionais, aproximando&#8209;se de um ecossistema de pagamentos 24/7 totalmente digital.</p><h3>5 - Colabora&#231;&#245;es e cons&#243;rcios</h3><p>Os projetos descritos revelam que o banco prefere <strong>parcerias estrat&#233;gicas</strong> em vez de desenvolvimento isolado. A <strong>Partior</strong> nasceu da coopera&#231;&#227;o com DBS e Temasek para melhorar pagamentos cross&#8209;border. O <strong>Project Guardian</strong> contou com a MAS, DBS e SBI Digital, permitindo que diferentes institui&#231;&#245;es testassem finan&#231;as descentralizadas. O piloto de <strong>cr&#233;ditos de carbono</strong> integrou dados da S&amp;P Global com a infraestrutura Kinexys. E a recente transa&#231;&#227;o de t&#237;tulos tokenizados trouxe Chainlink e <a href="https://www.linkedin.com/company/ondo-finance/">Ondo Finance</a> para orquestrar a liquida&#231;&#227;o cross&#8209;chain. Esse ecossistema de parcerias permite ao JP Morgan validar conceitos em ambientes controlados enquanto influencia padr&#245;es de mercado.</p><div><hr></div><h3>Declara&#231;&#245;es de Jamie Dimon sobre Bitcoin e Blockchain</h3><p>No final de julho de 2025, o CEO <a href="https://www.linkedin.com/in/jamiedimon/">Jamie Dimon</a> trouxe nova visibilidade &#224; estrat&#233;gia digital do banco ao <strong>manifestar apoio a stablecoins e &#224; blockchain</strong>, enquanto manteve reservas em rela&#231;&#227;o ao Bitcoin. Em entrevista &#224; CNBC, ele afirmou ser &#8220;um crente em stablecoins&#8221; e em livros&#8209;raz&#227;o descentralizados, mas <strong>n&#227;o pessoalmente em Bitcoin</strong>. Dimon argumentou que sua institui&#231;&#227;o &#8220;ter&#225;&#8221; uma stablecoin &#8212; criptoativo atrelado a ativos como o d&#243;lar &#8212; e que essas moedas podem oferecer funcionalidades que o dinheiro tradicional n&#227;o permite, acrescentando: &#8220;&#233; o que o cliente quer&#8221;.</p><p>Apesar de a postura parecer mais branda do que no passado, ele recordou a distin&#231;&#227;o hist&#243;rica entre <strong>blockchain</strong> e <strong>Bitcoin</strong>. Dimon reiterou que, anos antes, chegou a dizer que demitiria funcion&#225;rios que negociassem a criptomoeda por consider&#225;&#8209;la &#8220;est&#250;pida&#8221;, e em 2023 chamou o ativo de &#8220;fraude supervalorizada&#8221; e comparou&#8209;o a uma &#8220;pedra de estima&#231;&#227;o&#8221;; ainda assim, reconheceu a utilidade dos livros&#8209;raz&#227;o distribu&#237;dos. Ao ressaltar que a sua equipa utilizou a blockchain para <strong>repos intradi&#225;rios e transfer&#234;ncias de dinheiro</strong>, refor&#231;ou que a tecnologia serve a servi&#231;os banc&#225;rios reais.</p><p>Dimon tamb&#233;m destacou que a divis&#227;o Kinexys &#8212; anteriormente Onyx &#8212; rebatizada em 2024, executou em maio de 2025 a primeira transa&#231;&#227;o p&#250;blica em blockchain e, em junho, lan&#231;ou o prot&#243;tipo <strong>JPM Deposit Token (JPMD)</strong>, um ativo est&#225;vel que representa dep&#243;sitos de clientes. Suas falas refor&#231;am a vis&#227;o corporativa de <strong>abra&#231;ar ativos digitais regulados (stablecoins, dep&#243;sitos tokenizados)</strong> e ao mesmo tempo manter ceticismo em rela&#231;&#227;o a criptomoedas n&#227;o colateralizadas. Ao valorizar stablecoins e deposit tokens, o CEO legitima as iniciativas internas da Kinexys e sinaliza que o JP Morgan pretende liderar a infraestrutura de dinheiro digital, sem aderir &#224; narrativa especulativa do Bitcoin.</p><div><hr></div><h3>Conclus&#227;o</h3><p>A trajet&#243;ria do <strong>JP Morgan</strong> na Web3 demonstra uma vis&#227;o de longo prazo: <strong>transformar o dinheiro e os ativos digitais em componentes integrados aos sistemas banc&#225;rios tradicionais</strong>. Com iniciativas que v&#227;o do desenvolvimento de blockchains privadas &#224; participa&#231;&#227;o em redes p&#250;blicas, do lan&#231;amento da JPM Coin &#224; tokeniza&#231;&#227;o de fundos, t&#237;tulos e cr&#233;ditos de carbono, o banco atua como <strong>pioneiro entre os grandes do setor</strong>. A estrat&#233;gia combina infraestrutura pr&#243;pria, alian&#231;as internacionais e experimentos em finan&#231;as descentralizadas. &#192; medida que novas provas de conceito se convertem em produtos, o banco se posiciona para oferecer servi&#231;os de tokeniza&#231;&#227;o, pagamentos e liquida&#231;&#227;o program&#225;vel a uma base global de clientes e, potencialmente, ao varejo. O t&#237;tulo de <strong>&#8220;banco mais ambicioso da Web3&#8221;</strong> n&#227;o se d&#225; apenas pela quantidade de an&#250;ncios, mas pela amplitude e profundidade com que o JP Morgan vem reimaginando o papel das institui&#231;&#245;es financeiras no ecossistema da Web3.</p><div><hr></div><h3>&#128279; Sinais do Sistema</h3><p>Tr&#234;s links que refor&#231;am (ou tensionam) a conversa:</p><ul><li><p><a href="https://br.cointelegraph.com/news/como-as-novas-regras-contabeis-do-banco-central-para-criptoativos-impactam-o-mercado-brasileiro">Como as novas regras cont&#225;beis do Banco Central para criptoativos impactam o mercado brasileiro</a></p></li><li><p><a href="https://br.cointelegraph.com/news/brazilian-government-creates-unprecedented-blockchain-platform-for-home-appliance-market">Brasil cria primeira plataforma do mundo com blockchain para combater fraudes em eletrodom&#233;sticos no Selo Procel</a></p></li><li><p><a href="https://br.cointelegraph.com/news/wyoming-frnt-stablecoin-visa-support-7-blockchains">Wyoming (Estado dos EUA) lan&#231;a stablecoin FRNT com suporte da Visa em 7 blockchains</a></p></li></ul><div><hr></div><h3>&#128172; E a&#237;, o que voc&#234; viu?</h3><p>Qual movimento do JP&#8239;Morgan mais te provoca: o token de dep&#243;sito na Base, a emiss&#227;o de t&#237;tulos do Tesouro on&#8209;chain ou as falas de Jamie Dimon? Deixa seu insight nos coment&#225;rios ou me manda uma DM. Se curtiu, compartilhe com algu&#233;m que tamb&#233;m est&#225; construindo o futuro da economia digital.</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://news.trendfi.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Entenda como a tecnologia est&#225; reescrevendo o sistema financeiro. Assine a TrendFi.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#005 CVM liberará blockchain em 2026]]></title><description><![CDATA[Na mesma semana em que o Banco Central roubou as manchetes ao dizer que o Drex seguir&#225; sem blockchain, a CVM soltou uma outra bomba: em 2026, deve sair a norma que permite aos deposit&#225;rios centrais operarem com DLT e blockchain no mercado de capitais]]></description><link>https://news.trendfi.com.br/p/005-cvm-liberara-blockchain-em-2026</link><guid isPermaLink="false">https://news.trendfi.com.br/p/005-cvm-liberara-blockchain-em-2026</guid><dc:creator><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></dc:creator><pubDate>Tue, 21 Oct 2025 00:41:33 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/f64c493f-94b2-44d0-a9e6-70f7a352c383_1200x644.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Na mesma semana em que o Banco Central roubou as manchetes ao dizer que o <a href="https://www.linkedin.com/pulse/drex-sem-blockchain-sth%C3%A9fano-cordeiro-hdwef/?trackingId=t452NVQ3QW%2B6WvN8q6bzUg%3D%3D">Drex seguir&#225; sem blockchain</a>, a CVM soltou uma outra bomba: em 2026, deve sair a norma que <a href="https://br.cointelegraph.com/news/exclusive-cvm-to-decentralize-central-depository-with-dlt-and-release-blockchain-in-capital-markets">permite aos deposit&#225;rios centrais operarem com DLT e blockchain no mercado de capitais</a>. A consulta p&#250;blica vem ainda em 2025. Pouca gente percebeu o tamanho desse movimento.</p><p>O ponto n&#227;o &#233; &#8220;tirar o intermedi&#225;rio&#8221;, mas mudar seu papel. Se a regra vingar, o deposit&#225;rio deixa de ser um mon&#243;lito de registros para virar um orquestrador de trilhas de liquida&#231;&#227;o e cust&#243;dia em m&#250;ltiplas redes permissionadas &#8212; com programabilidade, trilhas de auditoria nativas e menor reconcilia&#231;&#227;o entre sistemas legados.</p><p>Em outras palavras: enquanto o BC centraliza e simplifica o Drex, a CVM abre espa&#231;o para experimenta&#231;&#227;o regulada no core do mercado de capitais. Vetores opostos, mas complementares para quem pensa produto.</p><p><strong>Entre BC e CVM, quem dita o ritmo?</strong> A resposta pr&#225;tica: quem conseguir transformar compliance em software primeiro. Com DLT no per&#237;metro do deposit&#225;rio, a agenda de tokeniza&#231;&#227;o migra do &#8220;laborat&#243;rio&#8221; para o p&#243;s-negocia&#231;&#227;o, onde a efici&#234;ncia realmente mexe no P&amp;L.</p><p><strong>Uma observa&#231;&#227;o antes de continuar:</strong> No Brasil, as &#250;nicas deposit&#225;rias centrais autorizadas s&#227;o a B3 e a CETIP, que hoje faz parte do grupo B3. Apesar da total predomin&#226;ncia da B3, podem existir outras ou serem criadas. Por isso o t&#237;tulo da arte e do texto abaixo est&#225; no plural.</p><div><hr></div><h3>&#128204; Blockchain nas Deposit&#225;rias</h3><p><strong>Ainda n&#227;o &#233; uma completa desintermedia&#231;&#227;o mas muda significativamente o papel das deposit&#225;rias</strong></p><p>Hoje, a deposit&#225;ria centraliza livros, posi&#231;&#245;es e controles que exigem concilia&#231;&#245;es constantes com m&#250;ltiplos sistemas. Ao habilitar DLT, o &#8220;registro&#8221; vira <strong>estado compartilhado</strong> entre participantes autorizados, com <strong>eventos imut&#225;veis</strong> (emiss&#227;o, bloqueio, transfer&#234;ncia, liquida&#231;&#227;o) e <strong>regras codificadas</strong> em smart contracts sob governan&#231;a regulada. Em vez de um funil &#250;nico, temos uma malha: a deposit&#225;ria passa a <strong>ditar padr&#245;es de contrato, permiss&#227;o e consenso</strong>, operar n&#243;s validadores e prover observabilidade. Isso <strong>n&#227;o elimina a intermedia&#231;&#227;o</strong> &#8212; realinha o poder: quem dita o padr&#227;o e controla a governan&#231;a passa a capturar a efici&#234;ncia.</p><div><hr></div><h3>Impactos de 1&#186; grau (imediatos: 6&#8211;18 meses)</h3><p><strong>Reprecifica&#231;&#227;o de risco operacional.</strong> A simples perspectiva de DLT em deposit&#225;ria <strong>reduz incerteza regulat&#243;ria</strong> para projetos de tokeniza&#231;&#227;o que estavam no limbo. Times de risco e auditoria passam a encarar trilhas on-chain como <strong>fontes prim&#225;rias de evid&#234;ncia</strong>, n&#227;o como &#8220;provas auxiliares&#8221;. Resultado: menos pr&#234;mio de risco em iniciativas de p&#243;s-trade digital e mais facilidade de aprovar budgets.</p><p><strong>Press&#227;o competitiva sobre quem vive de reconcilia&#231;&#227;o.</strong> Vendedores e BPOs que monetizam reconcilia&#231;&#227;o manual j&#225; come&#231;am a sofrer <strong>compress&#227;o de margens</strong> nas RFPs. O valor migra de &#8220;conferir planilha&#8221; para <strong>qualidade de dados, observabilidade e testabilidade de eventos</strong>.</p><p><strong>Sinal de assimetria regulat&#243;ria com o Drex.</strong> Com o BC simplificando o varejo e a CVM abrindo espa&#231;o para DLT no mercado de capitais, <strong>a inova&#231;&#227;o de curto prazo desliza para o p&#243;s-trade</strong>. Quem estava aguardando Drex para viabilizar DvP vai reordenar o roteiro: testes com &#8220;cash leg&#8221; convencional (Pix/escrow) e trilhas on-chain j&#225; come&#231;am a fazer sentido <strong>sem esperar o Real tokenizado</strong>.</p><div><hr></div><h3>Impactos de 2&#186; grau (adjacentes: 18&#8211;36 meses)</h3><p><strong>Reposicionamento da deposit&#225;ria como plataforma.</strong> Mesmo sem desintermedia&#231;&#227;o, a deposit&#225;ria deixa de ser &#8220;arquivo &#250;nico&#8221; para virar <strong>camada de coordena&#231;&#227;o</strong>. Isso desloca o poder de quem concilia para quem <strong>define padr&#245;es e m&#233;tricas de conformidade</strong>. Expectativa: novos <strong>modelos de tarifa</strong> baseados em eventos e SLA, e <strong>marketplaces</strong> de componentes (contratos, validadores, or&#225;culos audit&#225;veis).</p><p><strong>Renegocia&#231;&#227;o entre bolsas, registradoras e bancos.</strong> Com eventos de cust&#243;dia, gravames e corporate actions potencialmente codificados, <strong>fronteiras institucionais</strong> ficam menos &#243;bvias. Clearing, registradoras e bancos passam a disputar <strong>quem &#8220;carimba&#8221; a verdade</strong> em cada etapa &#8212; e isso tende a gerar <strong>alian&#231;as t&#233;cnicas</strong> improv&#225;veis (parcerias de dados, co-valida&#231;&#227;o, compartilhamento de logs).</p><p><strong>Ascens&#227;o de &#8220;cash rails&#8221; compat&#237;veis.</strong> A inexist&#234;ncia de dinheiro program&#225;vel nativo abre espa&#231;o para <strong>arranjos de liquida&#231;&#227;o com Pix, contas segregadas e &#8212; quando madura &#8212; stablecoins de real</strong>. N&#227;o &#233; &#8220;cripto pela cripto&#8221;; &#233; <strong>redu&#231;&#227;o de lat&#234;ncia e risco de contraparte</strong>. Bancos que oferecem APIs de liquida&#231;&#227;o previs&#237;veis viram <strong>parceiros preferenciais</strong> do novo p&#243;s-trade.</p><div><hr></div><h3>Impactos de 3&#186; grau (sist&#234;micos: 36&#8211;60 meses)</h3><p><strong>Arquitetura multi-rede e efeitos de rede regulados.</strong> Em vez de &#8220;a blockchain do mercado&#8221;, veremos <strong>dom&#237;nios de confian&#231;a</strong> interoperando sob padr&#245;es comuns. Quem controlar <strong>metadados, chaves e versionamento de contratos</strong> captura os <strong>efeitos de rede</strong> &#8212; e isso &#233; poder duradouro.</p><p><strong>Transpar&#234;ncia que muda governan&#231;a corporativa.</strong> Trilha de eventos imut&#225;vel tende a <strong>reduzir assimetria em assembleias, empr&#233;stimo de ativos e corporate actions</strong>. N&#227;o &#233; revolu&#231;&#227;o est&#233;tica; &#233; <strong>redu&#231;&#227;o de custo pol&#237;tico</strong> para minorit&#225;rios e <em>stewards</em> institucionais exigirem coer&#234;ncia entre voto, evento e liquida&#231;&#227;o.</p><p><strong>Reconfigura&#231;&#227;o regional.</strong> Pa&#237;ses que padronizarem cedo DLT em p&#243;s-trade podem <strong>atrair emiss&#245;es e </strong><em><strong>listings</strong></em><strong> cross-border</strong> em ativos privados e d&#237;vidas estruturadas. O Brasil, com deposit&#225;ria forte e Pix onipresente, tem chance de virar <strong>exportador de padr&#227;o</strong> &#8212; desde que a governan&#231;a t&#233;cnica seja abertura, n&#227;o feudo.</p><div><hr></div><h3>&#128279; Sinais do Sistema</h3><p>Tr&#234;s links que refor&#231;am (ou tensionam) a conversa:</p><ul><li><p><strong><a href="https://br.cointelegraph.com/news/central-bank-changes-strategy-drex-stablecoins-tokenization-accelerate-brazil">Ressaca do Drex</a></strong> &#8212; Sem blockchain no Drex, especialistas estimam crescimento de stablecoins e acelera&#231;&#227;o da tokeniza&#231;&#227;o.</p></li><li><p><strong><a href="https://br.cointelegraph.com/news/market-cap-of-stablecoins-in-reais-brl-reaches-r-135-million">Stablecoins em real ganham corpo</a></strong> &#8212; Market cap de ~R$ 135 mi, 71 mil detentores e 5 emissores: a <em>cash leg</em> program&#225;vel est&#225; criando tra&#231;&#227;o.</p></li><li><p><strong><a href="https://br.investing.com/news/economic-indicators/fed-encerra-programa-que-promovia-supervisao-mais-rigida-sobre-atividades-com-cripto-de-bancos-1650964">Fed encerra supervis&#227;o &#8220;especial&#8221; de cripto</a></strong> &#8212; Atividades voltam para o trilho da supervis&#227;o banc&#225;ria padr&#227;o. Menos exce&#231;&#227;o, mais integra&#231;&#227;o.</p></li></ul><div><hr></div><h3>&#128172; E a&#237;, o que voc&#234; viu?</h3><p>Se a tese &#233; correta, o &#8220;alfa regulat&#243;rio&#8221; n&#227;o nascer&#225; de <em>whitepapers</em> &#8212; e sim de <strong>quem transformar conformidade em software com m&#233;tricas p&#250;blicas</strong>. Concorda? O que muda primeiro na sua &#225;rea: <strong>modelo de tarifas, rela&#231;&#227;o com a deposit&#225;ria ou os indicadores de risco operacional?</strong> Compartilhe.</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://news.trendfi.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Entenda como a tecnologia est&#225; reescrevendo o sistema financeiro. Assine a TrendFi.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite o seu e-mail..." tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscrever"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[#004 Drex sem blockchain]]></title><description><![CDATA[Na &#250;ltima quarta-feira, (06/08) no palco do Blockchain Rio, o Banco Central surpreendeu ao anunciar que o Drex, em sua pr&#243;xima fase, n&#227;o usar&#225; mais a tecnologia blockchain.]]></description><link>https://news.trendfi.com.br/p/004-drex-sem-blockchain</link><guid isPermaLink="false">https://news.trendfi.com.br/p/004-drex-sem-blockchain</guid><dc:creator><![CDATA[Sthéfano Cordeiro]]></dc:creator><pubDate>Tue, 21 Oct 2025 00:40:08 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/f5fc184f-5dd0-4b2e-aaf9-8a6afd8ae45c_1200x644.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Na &#250;ltima quarta-feira, (06/08) no palco do Blockchain Rio, o Banco Central surpreendeu ao anunciar que o Drex, em sua pr&#243;xima fase, n&#227;o usar&#225; mais a tecnologia blockchain. Foi uma daquelas frases que mudam o clima de um audit&#243;rio em segundos: para uns, o fim de um sonho de moderniza&#231;&#227;o radical da infraestrutura financeira brasileira; para outros, um sinal de que o regulador prefere a rota da previsibilidade e do controle.</p><p>Eu estava l&#225;. Vi express&#245;es de incredulidade, pessoas enviando freneticamente mensagens pelo whatsapp, ouvi ainda conversas sussurradas sobre os impactos t&#233;cnicos e nas estrat&#233;gias do setor ap&#243;s essa not&#237;cia. Mas, ao sair do evento, a sensa&#231;&#227;o que me acompanhou foi outra: essa decis&#227;o n&#227;o fecha portas &#8212; ela reposiciona o jogo. Ao tirar a blockchain do n&#250;cleo do Drex, o Banco Central deixa um espa&#231;o valioso para que o mercado crie solu&#231;&#245;es pr&#243;prias, mais r&#225;pidas e flex&#237;veis, que podem acelerar a tokeniza&#231;&#227;o de ativos e pagamentos via stablecoins em Reais.</p><div><hr></div><h3>&#128204; Drex Sem Blockchain: o copo meio cheio</h3><h3>A nova corrida das stablecoins</h3><p>Mudan&#231;as de rota em projetos estrat&#233;gicos s&#227;o, por natureza, amb&#237;guas. O an&#250;ncio de que o Drex n&#227;o ser&#225; mais baseado em blockchain &#233;, ao mesmo tempo, uma pausa e um convite. Pausa porque interrompe uma narrativa que vinha sendo constru&#237;da h&#225; dois anos, com pilotos, cons&#243;rcios e expectativas elevadas. Convite porque, ao reduzir seu papel como &#8220;ponte&#8221; oficial para o mundo tokenizado, o Banco Central abre espa&#231;o para que empreendedores, bancos e fintechs proponham alternativas para atender &#224; demanda por liquidez digital e interoperabilidade.</p><p>Em um pa&#237;s onde o Pix j&#225; provou que inova&#231;&#227;o financeira pode escalar r&#225;pido, a aus&#234;ncia da blockchain no Drex n&#227;o &#233; um freio mas pode ser um chamado para que o setor privado lidere a pr&#243;xima onda de transforma&#231;&#227;o da economia digital.</p><h3>1. A decis&#227;o do Banco Central</h3><p>O BC justificou que a mudan&#231;a &#233; t&#233;cnica e pragm&#225;tica: a nova arquitetura do Drex priorizar&#225; estabilidade e escalabilidade, deixando de lado a blockchain para adotar uma infraestrutura mais pr&#243;xima dos sistemas banc&#225;rios atuais. Para o regulador, a tecnologia se mostrou invi&#225;vel para atender aos requisitos propostos no piloto e tamb&#233;m na resposta ao trilema das CBDCs (programabilidade, descentraliza&#231;&#227;o e privacidade). O objetivo agora &#233; entregar a solu&#231;&#227;o em 2026, com um foco cr&#233;dito colateralizado (garantia).</p><div><hr></div><h3>2. O impacto imediato no ecossistema</h3><p>O choque inicial foi grande. Cons&#243;rcios que participaram da primeira fase do piloto precisar&#227;o rever estrat&#233;gias, e startups de infraestrutura temem que potenciais parcerias esfriem. Mas, curiosamente, o discurso dominante no evento n&#227;o foi de &#8220;fim de jogo&#8221;. Especialistas lembraram que a tokeniza&#231;&#227;o no Brasil n&#227;o depende apenas do Drex: o mercado de capitais segue testando DLT e blockchain, e a CVM j&#225; anunciou iniciativas para normatizar o uso de blockchain pelos deposit&#225;rios centrais.</p><div><hr></div><h3>3. Oportunidade: stablecoins em reais</h3><p>&#201; aqui que o copo fica meio cheio. Se o Drex n&#227;o ser&#225; a ponte entre o mundo tradicional e os ativos tokenizados via blockchain, nada impede que stablecoins privadas assumam esse papel &#8212; com compliance, liquidez e integra&#231;&#227;o com o Pix. Esse v&#225;cuo regulat&#243;rio operacional pode acelerar o surgimento de solu&#231;&#245;es para liquida&#231;&#227;o de transa&#231;&#245;es, micro pagamentos e interoperabilidade em DeFi, impulsionando a tokeniza&#231;&#227;o de ativos reais. Em outras palavras: o espa&#231;o para empreendedores e institui&#231;&#245;es inovarem nunca foi t&#227;o grande.</p><div><hr></div><h3>&#128279; Sinais do Sistema</h3><p>Tr&#234;s links que refor&#231;am (ou tensionam) a conversa:</p><ol><li><p><strong>Banco Central abandona blockchain no Drex</strong> &#8212; Detalhes do an&#250;ncio no Blockchain Rio e os motivos da mudan&#231;a. <a href="https://br.cointelegraph.com/news/bomb-central-bank-to-launch-drex-without-blockchain">Ler no Cointelegraph</a></p></li><li><p><strong>Tokeniza&#231;&#227;o continua no radar</strong> &#8212; Como cons&#243;rcios e empresas est&#227;o reagindo &#224; decis&#227;o. <a href="https://www.blocknews.com.br/regulacao-governos/sem-blockchain-consorcios-esperavam-mudancas-no-drex-e-afirmam-que-tokenizacao-continua/">Ler no BlockNews</a></p></li><li><p><strong>CVM e blockchain no mercado de capitais</strong> &#8212; Regula&#231;&#227;o avan&#231;a para descentralizar dep&#243;sitos centrais. <a href="https://br.cointelegraph.com/news/exclusive-cvm-to-decentralize-central-depository-with-dlt-and-release-blockchain-in-capital-markets">Ler no Cointelegraph</a></p></li></ol><div><hr></div><h3>&#128172; E a&#237;, o que voc&#234; viu?</h3><p>Se voc&#234; tamb&#233;m acredita que o &#8220;n&#227;o&#8221; do Drex &#224; blockchain pode ser o &#8220;sim&#8221; do mercado &#224;s stablecoins, compartilhe esta edi&#231;&#227;o e vamos ampliar o debate sobre o futuro da tokeniza&#231;&#227;o no Brasil.</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://news.trendfi.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscrever&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Entenda como a tecnologia est&#225; reescrevendo o sistema financeiro. 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